Artigo

O leite e a seca

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Setor muito vulnerável à seca, a produção de leite está pagando um alto preço pela escassez de chuva num período que é conhecido exatamente pela precipitação pluviométrica de grande intensidade.

Os estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro estão sofrendo de maneira acentuada nessa época que sempre se caracterizou por pastagens abundantes e de muita lama pelas estradas vicinais. A queda da produção se faz notar em todas as bacias leiteiras, e o risco de faltar água para a higienização de máquinas, equipamentos e os próprios locais onde eles estão instalados já se tornam pesadelos para os dirigentes de laticínios.

No que se refere aos produtores, o sacrifício que sempre passam nos períodos considerados de falta de chuva, agora se estendem para os que deveriam ser chuvosos. As mortes de animais motivadas pela fome representam um forte motivo de maior preocupação, porque aí já se trata de perda de patrimônio.

As cooperativas leiteiras e indústrias particulares que beneficiam e industrializam o leite já se veem às voltas com produção menor, e ainda se assustam com a possibilidade real de dificuldades de terem água em volume suficiente para higienização de seus equipamentos. 

Os prejuízos que se espalham por todo setor, vai demandar, também, uma preocupação maior com os problemas ambientais, de preservação de fontes de água até agora desprezados pela crença que agora morre, de que nunca passaríamos por problemas dessa natureza. Como já estou há muitos anos próximo do setor, não me ocorre que tenhamos passado por crise parecida nos longos anos que exerço atividades nessa área.

Para agravar ainda mais um quadro de extremas dificuldades, todos nós ainda teremos de suportar o encarecimento generalizado de todos os itens que fazem parte dos custos, já que seremos punidos nessa nova política econômica, provocada pela incompetência governamental. Vamos todos ter de pagar as benesses e disparates dos últimos quatro anos do Governo Federal.


*Joel Naegele é vice-presidente da Sociedade Nacional de Agricultura, conselheiro fiscal do Sebrae-RJ e membro da Câmara Setorial de Agronegócios da Alerj.

Os tropeços de Dilma

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Os que confiaram no que ela dizia já devem estar arrependidos de terem votado nela. Durante toda a campanha televisiva, a candidata do PT e seu companheiro de golpes baixos, o PMDB, alardeavam, com todo cinismo que caracteriza candidatos mal intencionados, que os adversários Aécio e Marina, se eleitos, fariam “pacotes de maldades” contra os pobres, em uma campanha onde a mentira e a sordidez foram folhas de capa de uma indecente propaganda que nunca se pautou pela verdade e decência. A “propaganda enganosa” com todas as tintas negras chegava a ligar o Banco Central com mesa de casa de pobres sem alimentos para crianças, num terrorismo sem conta, prostituindo a campanha eleitoral na desconstrução dos adversários. 

O apagão agora ocorrido também acontece no corte de benefícios que hoje são considerados absurdos, mas que foram dados por ela para garantir a eleição, configurando-se, assim, um calote nas expectativas de todos os inocentes que foram na maré petista que, como todos sabem, advoga a tese de que os fins justificam os meios.

A tempestade agora provocada pela avalanche de notícias ruins que atingem a Petrobras e que certamente irão pegar outras instituições federais é quase certo que irão respingar no primeiro governo dela, e, certamente, irão provocar abalos na confiabilidade que já anda muito fraca em relação à sua competência para o exercício do alto cargo que imerecidamente exerce.

Em fevereiro, como anunciou, o Procurador Geral da República irá denunciar o grande número de políticos implicados no recebimento de propinas e seguramente todos eles fazem parte da camarilha filiada aos partidos políticos que apoiaram a candidata e fazem parte do governo.

Muita gente já deve estar arrependida de haver caído na armadilha da campanha eleitoral enganosa.


*Joel Naegele é vice-presidente da Sociedade Nacional da Agricultura, conselheiro fiscal do Sebrae-RJ e membro da Câmara Setorial de Agronegócios da Alerj.

Brasil: pátria educadora?

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César Silva*

Para começar a refletir sobre o tema educação, é preciso relembrar o trecho do discurso de posse da presidente reeleita Dilma Rousseff, em 1º de janeiro, em rede nacional: “ Brasil – pátria educadora”... O que esta frase tão expressiva efetivamente significa? Pode ser apenas uma estratégia de desvio de foco das outras áreas para a educação, ou um real desejo de fazer do seu último mandato uma marca no setor que mais influencia as mudanças socioeconômicas, o que me parece ser a melhor alternativa.

Desde o momento inicial da nova gestão do Governo Federal, é a educação um dos grandes temas. O PNE (Plano Nacional de Educação) traz metas e propostas integradas entre níveis e mostra o compromisso, até 2020, de crescimento para o acesso ao ensino baseado no acompanhamento da qualidade.

Hoje, existe uma estrutura de monitoramento, que mantém instrumentos como as avaliações Enem, Enade e outras provas de abrangência nacional. Além dos indicadores de qualidade associados aos seus resultados, tais exames garantem o direito ao acesso a benefícios vinculados a políticas públicas.  Destaca-se, ainda, a disponibilidade de vagas nas instituições públicas pelo Sisu (Sistema de Seleção Unificada), bolsas em instituições privadas como o Prouni (Programa Universidade para Todos), Bolsa Formação do Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego) e financiamento do curso de graduação a juros bem atrativos como no Fies (Fundo de Financiamento Estudantil).

Mas, mudanças ocorreram ao final de dezembro de 2014, quando o Governo Federal, através do Ministério da Educação, publicou a Portaria nº 21, que, entre outras decisões, restringiu o acesso ao Fies. O documento prevê que somente concluintes de ensino médio, que tenham se submetido ao Enem e que tenham obtido no, mínimo, 450 pontos em mil possíveis, e que não tenham zerado na redação, poderão se valer deste fundo. A decisão parece adequada, pois, além da carência social comprovada, torna-se necessário apresentar um mínimo de qualidade acadêmica indicada.

Esta pequena mudança na regra de acesso ao Fies trouxe para o segmento uma grande turbulência. No mercado, grandes grupos educacionais como Kroton, Estácio, Ser Educacional e Anima tiveram suas ações desvalorizadas entre 10% e 15% imediatamente após a publicação desta portaria.

A justificativa deste efeito é que estes grandes grupos têm muitos alunos matriculados que não participaram da prova do Enem quando do seu ingresso, mas utilizam financiamento público. Desta forma, para os próximos vestibulares existe uma expectativa de redução de matriculas em até 30%, implicando em menor receita. No entanto, como a limitação definida quanto ao conceito obtido no Enem para dar direito ao acesso ao Fies somente será aplicada a partir de abril de 2015, a análise mais criteriosa leva à crença de que as possíveis perdas de receita serão menores.

A mesma portaria, a nº 21, traz uma nova forma de repasse dos valores dos alunos matriculados pelo Fies. Na verdade, o número de parcelas anuais foi reduzido de 12 mensalidades para oito a cada 45 dias. Efetivamente, o fluxo de caixa das instituições que oferece o Fies pouco será afetado, pois a primeira parcela das 12 (operação anterior a Portaria nº 21) nunca foi paga em menos de 45 dias.

A determinação de limitação ao Fies leva à necessidade mais aplicações do Enem, por ano. Devido à imensidão que o Enem tem hoje, no Brasil, existem muitos desafios para a organização de mais períodos de aplicação das provas que precisam ser superados rapidamente para a evolução do sistema. Será preciso, por exemplo, certificar e equipar uma rede de instituições confiáveis para que as provas possam ser aplicadas em uma plataforma digital, com validação biométrica e gravação do período de aplicação. Além disso, o governo deverá selecionar uma plataforma digital que comporte questões por graus de dificuldades e diferencie cada prova aplicada, elaborando um banco de questões baseadas na teoria da resposta ao item.

Este modelo tem semelhanças com o SAT, uma espécie de Enem dos Estados Unidos, aplicado com sucesso desde a década de 1970 e que pode ser usado como um exemplo para acelerar a implantação desta nova modalidade no Brasil. A experiência da Fundação FAT na elaboração de vestibulares, em parceria com Centro Paula Souza desde 1989, mostra que o ideal é a utilização de um sistema digital de elaboração/seleção de provas. Para isso, são desenvolvidas centenas de milhares de questões, que ficam disponíveis em banco para cursos técnicos e superiores.

A grandiosidade dos números da educação no Brasil, apresentados até 2014 e previstos a partir de 2015, em todos os seus níveis, exige muita atenção, planejamento e organização para que nenhuma decisão inesperada possa afetar, de maneira inadequada e irrecuperável, a evolução do setor. Assim, terminado o ano de 2014, iniciamos o ano de 2015 com muitas perspectivas e expectativas.

A visibilidade do setor, que acabou trazendo grupos de investimentos nos últimos cinco anos, movimenta, por ano, centenas de milhões de reais, conta com dezenas de milhões de alunos por nível educacional e centenas de milhares de profissionais diretos. Assim, poucas linhas de regulação refletem em grandes impactos. Planejamento, gestão e articulação são as palavras principais para que a educação no Brasil mantenha suas perspectivas de crescimento, evolução e aprimoramento.


*César Silva é presidente da Fundação FAT (Fundação de Apoio à Tecnologia) e atua como professor da educação profissional há mais de 20 anos.

Ontem, hoje e amanhã!

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Marcial Carlos Ribeiro*

Estou pensando na situação de meu país. Vou refletir em apenas alguns pontos. Corrupção é norma, parece que é uma prerrogativa dos inteligentes, todos ficam ricos de maneira rápida e inexplicável. Governos, empresas, políticos, pessoas jurídicas ou pessoas físicas cultivam essa inteligência, e nós, os outros, a imensa maioria, somos o quê?

O programa Mais Médicos é um acinte ao bom senso, não há estrutura nos locais para onde tais médicos são enviados. Outra questão é a forma de contratação, com valores para intermediários e governo, nesse caso o cubano e segue-se a política de contratos obscuros ou em segredo. Na prática, o programa começa a produzir fumaça, desistências, abandonos, insatisfação de um trabalho escravo. Que o Brasil precisa de mais médicos é indiscutível, médicos bem formados, com experiência adquirida em hospitais qualificados, em que a formação exige a técnica, mas também cultura profissional de verdadeiros cidadãos que trabalharão com o mais precioso dos dons do ser humano, a sua própria saúde.

Analisem a situação dos hospitais públicos neste país, os próprios, as santas casas, os filantrópicos, em sua grande maioria. Lamentavelmente, a televisão está a nos mostrar, dia sim, dia não, a situação lamentável em que se encontram. Falta tudo: gestão, capacitação, manutenção, atualização, entre outros. Construir hospitais em épocas de eleição é chave de sucesso eleitoral, mas, em seguida, o seu mau funcionamento, a sua manutenção inexistente, sucateiam os locais, mas a qualificação da assistência médica não depende de construir hospitais. Há o tempo para construir e o tempo do abandono. Alguns estados, como São Paulo, têm política para ensinar, constroem hospitais e entregam a sua administração para agentes filantrópicos, sendo assim sucesso absoluto. Não há como comparar a administração por nomeações políticas com administração privada e com metas a cumprir.

O ensino sucateado, as escolas abandonadas sem reparos, algumas públicas sequer com merendas, os professores não valorizados, a falta de estímulo à progressão de conhecimento cada vez maior, a fuga de cérebros para a iniciativa privada ou o abandono do país. É profundamente lamentável, é triste vermos o caminho que se segue. A educação é a base sobre a qual se constrói um grande país. Os países mais adiantados têm a melhor educação, que edifica a cultura de um povo e lhe dá o direito de ascensão profissional. Todos estão em busca de realização pessoal, ou seja, em busca da felicidade.

Acaba de acontecer a posse da eleita na Presidência da República e, agora, o foco é a educação, como se uma varinha mágica alterasse a situação caótica do ensino no Brasil. Longe disso. Serão anos e anos para modificar o que aí está e, no seu segundo mandato, a presidente entende que a situação do ensino precisa mudar. Agora, vamos torcer para que isso seja uma realidade e não outra fantasia apregoada na campanha política, sobretudo na questão da política financeira, sem dúvida necessária e que desejamos seja realista para recuperar o país. As dificuldades para o país serão enormes no ano em curso, e nos próximos anos, mas não há outra solução.

 

*Marcial Carlos Ribeiro é instituidor da Fundação de Estudos das Doenças do Fígado, comendador da Ordem do Mérito Médico Nacional pela Presidência da República e diretor superintendente dos hospitais São Vicente – Funef (Curitiba).

A “Operação Lava a Jato”

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O Brasil e os brasileiros estão vivendo um momento histórico que vai mudar a nossa caminhada na criação de outro País, com outra forma de fazer política, onde os princípios éticos predominem sobre a velha “lei de Gerson”, de levar vantagem em tudo, tão ao gosto dos nossos políticos, que, a cada momento, dão exemplos péssimos para seus eleitores. O juiz Sérgio Moro, que, hoje, se tornou conhecido pela sua corajosa atitude de desvendar toda imundície agora estampada nos jornais brasileiros e dos demais países, pode estar abrindo uma grande janela por onde os brasileiros estão descortinando um panorama nada agradável, mas absolutamente necessário, ao desmascarar uma quadrilha montada à sombra da maior empresa brasileira, até então um orgulho para todos nós.

A Petrobras, graças ao PT e seus comparsas, foi transformada em uma enorme sede de quadrilha organizada, que conseguiu reunir a “fina” flor do empresariado nacional, com diretores da estatal, hoje desmoralizada, pelas escolhas desastradas de Lula e Dilma, que parecem haver escolhido a dedo uma boa quantidade de marginais engravatados da alta sociedade para, em conluio com os empresários hoje devidamente “enjaulados”, emporcalharem o nosso orgulho e nos fizeram cair na real.

A exemplo da “Operação Mãos Limpas” desencadeada na Itália em 1992, considerada a maior “operação de limpeza ou faxina” na Europa, deu matéria para em 2004 o juiz Sérgio Moro publicar artigo com o título ‘Considerações sobre a Operação Manu Pulite’ (mãos limpas) na Revista do Conselho da Justiça Federal. Lá, como cá, a magistratura, o Ministério Público e a Polícia Federal puxaram os fios da meada que, a exemplo de outros casos célebres, dado o início das pesquisas, a ordem foi: “sigam o caminho do dinheiro”, que, fatalmente, conduzirá as investigações aos beneficiários.

Na Itália, o processo derrubou o primeiro ministro Bettino Craxi, que dissera: “todo mundo sabe que a maior parte do financiamento da política é irregular ou ilegal”. A faxina destruiu os dois partidos italianos: o Socialista e a Democracia Cristã.

Quem sabe se aqui o PMDB, o PT e seus aliados se afundem no lamaçal quando surgirem todos os políticos cujos nomes já começam a ser revelados. A nova geração de juízes vindos das camadas mais baixas da população, propiciada pela educação de massa, e o forte apoio das manifestações de rua, criaram um ambiente de cobrança por decência e moralidade no trato dos negócios públicos. Vamos torcer para que, tal como na Itália, em 1992, a nova onda de conscientização do nosso povo em favor da moralidade política possa virar o país de “ponta a cabeça”.


*Joel Naegele é vice-presidente da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), conselheiro do Sebrae-RJ (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Estado do Rio de Janeiro) e membro da Câmara Setorial de Agronegócios da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro).

BB: sai edital para escriturário. RJ de fora

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Na última segunda-feira, 21 de dezembro, foram abertas as inscrições para o novo concurso para o cargo de escriturário do Banco do Brasil (BB), que exige apenas nível médio e oferece remuneração de R$ 3.134,78 para carga de trabalho de 30 horas semanais, além de diversos benefícios e grandes perspectivas de crescimento profissional. Como nas seleções anteriores, o concurso é para formação de cadastro de reserva, viabilizando contratações de um grande número de aprovados durante sua validade, que é de um ano, prorrogável por igual período. No total, serão classificados, podendo ser contratados, 2.499 aprovados. Desta vez, o Rio de Janeiro ficou de fora. A seleção vai abranger os seguintes estados: Acre, Amapá, Amazonas, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e Sergipe. O Rio de Janeiro será contemplado com oportunidades de outro edital, programado para maio de 2015. As inscrições, que vão até 19 de janeiro, podem ser feitas no site da Cesgranrio, a organizadora – www.cesgranrio.org.br. A taxa é de R$ 40. A seleção ocorrerá por meio de prova objetiva e redação, que serão aplicadas no dia 15 de março, com duração de cinco horas.


Detran 2015

O Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro (Detran-RJ) informou que já foi enviado à Secretaria de Planejamento (Seplag) pedido de novo concurso. A oferta de vagas não foi divulgada, mas a expectativa é de que possa ser aberto um grande quantitativo, devido à ampliação dos serviços em suas unidades de referências nas diferentes regiões do estado. A expectativa é de que a seleção contemple os mesmos cargos de nível superior do concurso de 2011, cuja validade expirou este ano. Para resolver a carência no órgão até 2020 e, ainda, por fim às contratações temporárias, também poderá haver concursos em 2015 e 2016.


Seeduc-RJ: inspetor

Dentro da meta de estruturar a Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc-RJ) em 2015, o projeto de lei para a criação de duas mil vagas de inspetor de alunos (cargo de nível médio) será enviada para a votação da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), no início do ano que vem. Também visando o trabalho administrativo das unidades escolares, também foram solicitadas vagas para o cargo de assistente executivo, também de nível médio. A informação é do subsecretário de Educação, Antoine Lousão. Para o cargo de inspetor, a Seeduc paga, atualmente, o valor de R$ 1.063,92, além de benefícios.


Prefeituras de três cidades ofertam 919 vagas

Juntas, as prefeituras de Itatiaia, Piraí e Conceição de Macabu, no estado do Rio de Janeiro, estão oferecendo 919 vagas em vários cargos de todos os níveis de escolaridade. No caso de Itatiaia, no Sul do estado, são 476 vagas em funções de todos os níveis de escolaridade, sendo 470 para o quadro pessoal da Prefeitura e seis para o Iprevi. As remunerações variam de R$ 815,34 a R$ 1.311,44 (inscrições até 5 de janeiro: www.ibam-concursos.org.br). Em Piraí, Sul do estado, são 174 vagas em todos os níveis, com remunerações de R$ 920 a R$ 1,5 mil (inscrições até 9 de janeiro: www.ibam.org.br). Já Conceição de Macabu (Norte) abrirá inscrições em 6 de janeiro de 2015 para 269 vagas distribuídas em diversos cargos de vários níveis. Os salários variam de R$ 724 a R$ 4,2 mil, dependendo do cargo. As inscrições, neste caso, serão aceitas no site da Magnus Concursos, a organizadora: www.magnusconcursos.com.br.


TCE-SP: até R$ 10 mil

O Tribunal de Contas do estado de São Paulo (TCE-SP) publicou edital do seu concurso para preenchimento de 31 vagas na área de informática. A oferta é dividida entre os cargos de auxiliar de fiscalização financeira II (10) e agente de fiscalização financeira (21). As remunerações são de R$ 4.277,43 e R$ 10.924,72, respectivamente. Para concorrer a auxiliar é necessário ensino médio completo com curso técnico na área de informática. As inscrições tiveram início em 17 de novembro e vão até 23 de janeiro de 2015 no site da Vunesp – www.vunesp.com.br/concursos.


BNDES: 2015

Outra instituição que está anunciando concurso para 2015 é o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Em princípio, a seleção será para dar continuidade à formação de cadastro reserva de pessoal do concurso anterior, realizado em 2012. Os iniciais são de R$ 4.148,82 para técnico administrativo e R$ 10.405,04 para profissional básico, já incluindo R$ 399,08 de auxílio-alimentação e R$ 823,95 de auxílio-refeição, todos com jornada de trabalho de 35 horas semanais. A estimativa de vagas ainda não foi divulgada.


Sai edital para professor do estado do Rio

Saiu o edital do concurso do magistério, com oferta de 1.697 vagas, distribuídas por todas as disciplinas lecionadas na rede estadual de ensino do Rio de Janeiro. Os destaques são as 478 chances de matemática, 314 de física, 245 de filosofia, 124 de sociologia e 140 de inglês. As inscrições começam tiveram início no último dia 18 de dezembro e seguem abertas até 1º de fevereiro de 2015, no site da Fundação Ceperj, a organizadora – www.ceperj.rj.gov.br. Do total de oportunidades, a Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc-RJ) reservou 982 para docentes de 30 horas semanais e 715 para os de 16 horas. A maior parte delas será distribuída pela Região Metropolitana do Rio de Janeiro, Duque de Caxias, São Gonçalo, Nova Iguaçu, Belford Roxo, Campos dos Goytacazes e Angra dos Reis. A taxa de inscrição é de R$ 50 para quem vai concorrer às funções de 16 horas, e de R$ 70 para as funções de 30 horas. Os vencimentos são de R$ 1.339,35, para quem lecionar por 16 horas semanais, e de R$ 2.371,25, para 30 horas, já inclusos R$ 160 de auxílio-alimentação. O concurso terá validade de dois anos prorrogáveis por mais dois.

Uma nova crise

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Não bastassem os escândalos que colocam a Petrobras nos noticiários do mundo todo, a queda dos preços no precioso mineral que enriqueceu muita gente e fez a prosperidade de países produtores, entra, agora, em uma fase perigosa, tendo em vista a concorrência predatória provocada pelos países árabes para prejudicar outros estados produtores, sufocando-os, já que as economias dos prejudicados dependem, e muito, do petróleo para o equilíbrio de seus orçamentos. No caso brasileiro, a situação ainda tem o agravante de encontrar a nossa estatal em situação de extrema fragilidade pela sua presença agora mais nas páginas policiais do que nas econômicas. Por incrível que pareça, a cada dia o noticiário é enriquecido por mais uma denúncia que engrossa as suspeitas de que a famosa e importante estatal se transformou em um ninho de ratazanas lá colocado pelo PT, com a participação efetiva do PMDB e PP, seus aliados na política nacional.

O que chama a atenção dos comentaristas é que a senhora Dilma Rousseff está muda, imobilizada e atônita com a tremenda carga de problemas que irão marcar definitivamente seu governo frágil e absolutamente incompetente. A manutenção da atual administração da estatal por mais tempo, como está ocorrendo, sofrendo a cada dia com mais uma denúncia grave, demonstra o quanto o País perdeu com a sua reeleição.

O panorama político-econômico se mantém imobilizado pelo envolvimento de políticos governistas e empresários da pior espécie, que, em perniciosa e espúria união, mostraram aos infelizes brasileiros o quanto são capazes de exercerem ações de rapinagem para assaltarem os cofres públicos.

Quanta lama que poderia “ilustrar” a conhecida frase pronunciada pelo chefe de tudo isso: “nunca antes nesse país....”


*Joel Naegele é vice-presidente da Sociedade Nacional de Agricultura, conselheiro do Sebrae-RJ e membro da Câmara Setorial de Agronegócios da Alerj.


Palacete do Gavião, marco de transição entre duas eras

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Além do grande surto da lavoura cafeeira e da famosa ferrovia que cortava a Região Serrana de norte a sul, o maior legado da família Clemente Pinto à história de Cantagalo foi o Palacete do Gavião, sem dúvida a mais suntuosa sede rural do Brasil-Império. Fê-lo (embora só em parte, porque o prédio nunca foi concluído) o primeiro Barão de Nova Friburgo na década de 60 do século 19, com base em projeto elaborado pelo engenheiro alemão Friedrich Gustav Waehneldt, o mesmo que projetou o Palácio do Catete, no Rio de Janeiro.

Quando Antônio Clemente Pinto, seu artífice, transferiu-se para a zona, nela já residia seu irmão Manoel (também português) há vários anos, na condição de fazendeiro e político atuante, chegando, inclusive, a presidir sua Câmara de Vereadores em 1829. Ao que consta, foi com auxílio financeiro do Barão de Ubá (João Rodrigues Pereira de Almeida) que ele (Antônio) deu início à sua epopéia empresarial, comprando várias fazendas na região e, afinal, se tornando um dos homens mais ricos do país.

A monumental residência do Gavião, construída para servir de sede aos seus negócios agrários, foi concebida e projetada em forma de um grande quadrilátero, com quatro corpos interligados, a saber: uma frente imponente, uma ala de idêntica proporção nos fundos e duas laterais providas de varanda e colunas, dando vista para as montanhas em torno. No centro, uma espaçosa área contendo belo jardim, no qual, segundo a tradição, foram plantadas as primeiras mudas da variedade “java” de café em terras brasileiras.

Essas mudas, consoante relato do antigo agrônomo Honorário Lamblet, foram levadas ao palacete pelo patriarca do Amparo, Jorge Gripp, servindo-se de sementes trazidas do Oriente por Luiz Sardemberg. 

Dos quatro corpos arquitetônicos que integravam o conjunto, o mais bonito sempre foi o da frente, ainda de pé, ostentando um varandão com dez colunas romanas e uma escadaria em duas rampas contrapostas, cujo ponto de encontro, no topo, formava (como ainda forma) um palanque então ornamentado por belas estátuas de mármore. Certamente, foi diante dessas escadas que se celebrou a festa de liberação dos 1,9 mil escravos antes da Lei Áurea, abrilhantada pela banda de música ‘Calíope Cantagalense’, trazida da cidade para animar o evento.

Antes da ferrovia, essa propriedade era ligada à Fazenda Santa Rita por uma linha de bondes puxados a burros, a qual ladeava, na várzea em frente ao palacete, um belo prado de corrida de cavalos.

Ao falecer o Conde de Nova Friburgo, em 6 de agosto de 1914, os tempos já eram outros. A alteração do regime laboral, seguida da queda da Monarquia e consequente extinção dos cafezais, forçaram: primeiro, a interrupção das obras, impedindo que o grande palácio se completasse; segundo, a decadência econômica da família Clemente Pinto, por sinal coincidente com o grande declínio da economia cantagalense, só revigorada mais tarde, com o advento da pecuária.

As partes laterais e do fundo do edifício nunca foram concluídas. Quando, em 1946, o Dr. Pedro Pitta as demoliu, restaurando apenas a fachada, prestou um assinalado serviço à cultura local, porque, afinal, permitiu às novas gerações contemplar a frente da mais notável edificação arquitetônica da Cantagalo Imperial. Lá, ainda podem ser vistas: a fachada, com a bela colunata, a escadaria (embora sem as estátuas) e a capela, no interior da fachada.

Vale a pena tal contemplação.


*Clélio Erthal é ex-desembargador, ex-juiz federal e pesquisador da história de Cantagalo e região. Mais em www.cantagalo.rj.gov.br/index.php/filhos-ilustres/136-clelio-erthal.

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