Artigo

O desafio de ser forte sem perder a feminilidade

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Heloísa Capelas*

Quem é você como mulher? Que crenças alimentam seus pensamentos e sentimentos? No trabalho, como é sua postura? É dura demais ou é insegura? Você está certa de que é um sucesso ou um fracasso? E como são suas relações? Como mãe ou filha, como você é? Com que qualidade e intensidade tem se dedicado ao seu feminino, à mulher que habita dentro de você?

Está na hora das mulheres olharem para si e fortalecerem e se apropriarem de sua essência feminina, bem como seus diferenciais para a vida pessoal e profissional. As mulheres estão o tempo todo tentando provar o seu valor e isso é um erro. Quando a gente quer provar é porque nem nós acreditamos. Estamos disputando e queremos o reconhecimento. É o momento de a mulher resgatar o seu poder, o poder da sua inteligência, da sua criatividade e da liberdade de ser quem ela é.

Nós já fomos as mulheres que mandavam no mundo. Hoje, não queremos mandar, nós queremos compartilhar, queremos encontros, queremos parcerias. É preciso quebrar paradigmas para que a vida possa ser conduzida com mais amor-próprio, autoconfiança, respeito, leveza e sabedoria. Mas, para isso, nós não podemos estar no lugar dos homens, pois somos mulheres e temos o nosso próprio lugar. Nós precisamos usar o poder feminino, que é complementar ao masculino. Não há necessidade de disputa e sim de autoconhecimento para estar no lugar devido usando nossos talentos e colocando nossa inteligência a serviço do nosso crescimento e de nosso entorno.

A mulher também é composta por qualidades do gênero masculino, no entanto, é preciso consciência para equalizá-los de forma a potencializar o que a diferencia por natureza. No feminino reside a força da criação, do olhar holístico, do acolhimento, entre tantas outras. As mulheres que aprimoram seus potenciais e desenvolvimento humano conseguem mais autonomia, posicionamento, bem-estar e qualidade de vida. A partir do autoconhecimento, é possível trabalhar a ênfase no amor-próprio e gerar ganhos de maior autoconfiança, melhor relacionamento consigo, com o ambiente a sua volta e equilíbrio entre vida profissional e pessoal.


*Heloísa Capelas é autora do livro ‘O Mapa da Felicidade’ e especialista em autoconhecimento e inteligência comportamental há mais de 20 anos.

Dilma: aqui se faz, aqui se paga ...

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A cada dia que passa, mais difícil e complicado se torna o caminho que a senhora Dilma Rousseff terá de caminhar, tendo em vista que seu governo vai se desmantelando à medida que os escândalos que se concentram na Petrobras vão se espalhando por outras estatais, numa sequência impressionante de desonestidade que, a cada dia, mostra o retrato do PT, que, de pregador de honestidade em suas campanhas para atingir o poder, se transforma numa quadrilha especializada em cooptar empresários cínicos para a montagem de esquemas criminosos cujos resultados a ‘Operação Lava Jato’ vai desvendando, sob a orientação segura e competente do juiz Sérgio Moro.

Ainda agora, assistimos outro exemplo de desonestidade, com a denúncia de que o ministro da Justiça recebeu, em audiência, advogados de empreiteiras e dirigentes ainda soltos, criando grande constrangimento para os elementos da justiça que estão envolvidos na apuração e posterior punição dos envolvidos nesse grave problema que, por si só, nos mostra porque o país está em situação de enormes dificuldades e vai transferir para a população, através de aumentos de impostos e diminuição de empregos, toda a carga de responsabilidade para recuperação dos estragos causados pela própria presidente, que teve um péssimo desempenho no seu primeiro mandato.

Impressiona o cinismo dela ao querer envolver o governo Fernando Henrique por não haver feito devassas em seu governo e não será estranho que também culpe Getúlio Vargas por haver criado a Petrobras.

Espero que isso tudo termine com seu afastamento da presidência pela responsabilidade dela em toda essa sujeira que envergonha o Brasil perante a opinião pública mundial.


*Joel Naegele é vice-presidente da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), conselheiro fiscal do Sebrae-RJ e membro da Câmara Setorial de Agronegócios da Alerj.

Na volta às aulas, lição de casa para os pais

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Francisca Paris*

Início de mais um ano letivo. Aos poucos, milhões de alunos em todo o Brasil, nas redes pública e privada de ensino, começam a encarar o desafio de entrar no ritmo de mais um ano escolar. Se para alguns este desafio parece mais fácil, para muitos o processo é bem mais complicado. E, principalmente para estes alunos que enfrentam maior dificuldade, o envolvimento e a participação dos pais são fundamentais para ajuda-los a se adaptarem à rotina escolar e a conseguirem melhores resultados em seu desempenho pedagógico.

Mas, nos dias de hoje, é comum que aqueles pais que trabalham fora acabem se afastando dos fazeres escolares dos filhos, com a justificativa de estarem muito atarefados. Porém, vale ressaltar que a missão de educar a criança para viver em sociedade, o que vai além de somente ensinar e transmitir conhecimentos, não é exclusiva da escola, é também da família. Logo, é indispensável (e possível) que o núcleo familiar se integre a esse processo de diversas maneiras.

O pai e a mãe podem, por exemplo, auxiliar nas lições e nos trabalhos escolares em um local sossegado da casa, dando dicas, indicando pesquisas, relendo e comentando as atividades realizadas ou mesmo resolvendo alguma dúvida. Porém, eles devem evitar a tentação de fazer o trabalho pelo estudante, uma vez que a tarefa é de responsabilidade do aluno, que deve estar apto a realizá-la com autonomia.

Incentivar a leitura e o gosto por programas culturais desde cedo e participar dos eventos que acontecem na escola, como reuniões de pais e mestres e festas, são outras ações importantes para conhecimento e integração com os professores e demais famílias daquela comunidade escolar. Também vale explorar o novo universo que se abre aos filhos e aprender – ou relembrar – assuntos relacionados a números, plantas, animais, história e geografia, entre outros.

Ao perceber que é acompanhada nesse processo de desenvolvimento educacional, a criança se sente valorizada e importante na vida familiar. Já que os progenitores têm um tempo limitado, devido à correria do dia a dia, eles devem investir em um relacionamento de qualidade, e não de quantidade, no qual os aspectos específicos da escola sejam também contemplados. Muitas vezes, ajudar os filhos a ter um bom desempenho na escola é uma questão apenas de ouvir seus problemas – mesmo os que parecem irrelevantes –, elogiá-los e repreendê-los quando necessário, orientando-os em cada situação. Para os estudantes obterem bons resultados na escola, algumas palavras-chave são fundamentais, como: estrutura, disciplina, desafios, reconhecimento, motivação, limites, escolhas, segunda chance, compreensão, respeito e muito amor.

Outra dica importante é os pais não esperarem nota máxima em todas as áreas de conhecimento, mesmo que seus filhos sejam ótimos alunos. O importante é que eles tenham bom desempenho, independentemente do ranking da sua turma. Quando os pais têm expectativas muito rígidas em relação às crianças, elas podem se frustrar por imaginarem que precisam alcançar padrões inatingíveis para conseguir aprovação dos adultos. Contudo, é preciso que os responsáveis vejam os grandes esforços dos filhos como boas atuações, mostrando a eles a importância de se esforçar para aprender, aceitando suas limitações.

Também vale ressaltar que um bom desempenho escolar não deve ser condicionado à entrega de mesadas ou presentes em função das boas notas ou após o término do dever de casa. Desse modo, os responsáveis ajudam as crianças a se tornarem independentes e preparadas para as obrigações da vida adulta.


(*) Francisca Paris é pedagoga, mestre em educação e diretora de serviços educacionais da Saraiva.

O leite e a seca

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Setor muito vulnerável à seca, a produção de leite está pagando um alto preço pela escassez de chuva num período que é conhecido exatamente pela precipitação pluviométrica de grande intensidade.

Os estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro estão sofrendo de maneira acentuada nessa época que sempre se caracterizou por pastagens abundantes e de muita lama pelas estradas vicinais. A queda da produção se faz notar em todas as bacias leiteiras, e o risco de faltar água para a higienização de máquinas, equipamentos e os próprios locais onde eles estão instalados já se tornam pesadelos para os dirigentes de laticínios.

No que se refere aos produtores, o sacrifício que sempre passam nos períodos considerados de falta de chuva, agora se estendem para os que deveriam ser chuvosos. As mortes de animais motivadas pela fome representam um forte motivo de maior preocupação, porque aí já se trata de perda de patrimônio.

As cooperativas leiteiras e indústrias particulares que beneficiam e industrializam o leite já se veem às voltas com produção menor, e ainda se assustam com a possibilidade real de dificuldades de terem água em volume suficiente para higienização de seus equipamentos. 

Os prejuízos que se espalham por todo setor, vai demandar, também, uma preocupação maior com os problemas ambientais, de preservação de fontes de água até agora desprezados pela crença que agora morre, de que nunca passaríamos por problemas dessa natureza. Como já estou há muitos anos próximo do setor, não me ocorre que tenhamos passado por crise parecida nos longos anos que exerço atividades nessa área.

Para agravar ainda mais um quadro de extremas dificuldades, todos nós ainda teremos de suportar o encarecimento generalizado de todos os itens que fazem parte dos custos, já que seremos punidos nessa nova política econômica, provocada pela incompetência governamental. Vamos todos ter de pagar as benesses e disparates dos últimos quatro anos do Governo Federal.


*Joel Naegele é vice-presidente da Sociedade Nacional de Agricultura, conselheiro fiscal do Sebrae-RJ e membro da Câmara Setorial de Agronegócios da Alerj.

Os tropeços de Dilma

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Os que confiaram no que ela dizia já devem estar arrependidos de terem votado nela. Durante toda a campanha televisiva, a candidata do PT e seu companheiro de golpes baixos, o PMDB, alardeavam, com todo cinismo que caracteriza candidatos mal intencionados, que os adversários Aécio e Marina, se eleitos, fariam “pacotes de maldades” contra os pobres, em uma campanha onde a mentira e a sordidez foram folhas de capa de uma indecente propaganda que nunca se pautou pela verdade e decência. A “propaganda enganosa” com todas as tintas negras chegava a ligar o Banco Central com mesa de casa de pobres sem alimentos para crianças, num terrorismo sem conta, prostituindo a campanha eleitoral na desconstrução dos adversários. 

O apagão agora ocorrido também acontece no corte de benefícios que hoje são considerados absurdos, mas que foram dados por ela para garantir a eleição, configurando-se, assim, um calote nas expectativas de todos os inocentes que foram na maré petista que, como todos sabem, advoga a tese de que os fins justificam os meios.

A tempestade agora provocada pela avalanche de notícias ruins que atingem a Petrobras e que certamente irão pegar outras instituições federais é quase certo que irão respingar no primeiro governo dela, e, certamente, irão provocar abalos na confiabilidade que já anda muito fraca em relação à sua competência para o exercício do alto cargo que imerecidamente exerce.

Em fevereiro, como anunciou, o Procurador Geral da República irá denunciar o grande número de políticos implicados no recebimento de propinas e seguramente todos eles fazem parte da camarilha filiada aos partidos políticos que apoiaram a candidata e fazem parte do governo.

Muita gente já deve estar arrependida de haver caído na armadilha da campanha eleitoral enganosa.


*Joel Naegele é vice-presidente da Sociedade Nacional da Agricultura, conselheiro fiscal do Sebrae-RJ e membro da Câmara Setorial de Agronegócios da Alerj.

Brasil: pátria educadora?

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César Silva*

Para começar a refletir sobre o tema educação, é preciso relembrar o trecho do discurso de posse da presidente reeleita Dilma Rousseff, em 1º de janeiro, em rede nacional: “ Brasil – pátria educadora”... O que esta frase tão expressiva efetivamente significa? Pode ser apenas uma estratégia de desvio de foco das outras áreas para a educação, ou um real desejo de fazer do seu último mandato uma marca no setor que mais influencia as mudanças socioeconômicas, o que me parece ser a melhor alternativa.

Desde o momento inicial da nova gestão do Governo Federal, é a educação um dos grandes temas. O PNE (Plano Nacional de Educação) traz metas e propostas integradas entre níveis e mostra o compromisso, até 2020, de crescimento para o acesso ao ensino baseado no acompanhamento da qualidade.

Hoje, existe uma estrutura de monitoramento, que mantém instrumentos como as avaliações Enem, Enade e outras provas de abrangência nacional. Além dos indicadores de qualidade associados aos seus resultados, tais exames garantem o direito ao acesso a benefícios vinculados a políticas públicas.  Destaca-se, ainda, a disponibilidade de vagas nas instituições públicas pelo Sisu (Sistema de Seleção Unificada), bolsas em instituições privadas como o Prouni (Programa Universidade para Todos), Bolsa Formação do Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego) e financiamento do curso de graduação a juros bem atrativos como no Fies (Fundo de Financiamento Estudantil).

Mas, mudanças ocorreram ao final de dezembro de 2014, quando o Governo Federal, através do Ministério da Educação, publicou a Portaria nº 21, que, entre outras decisões, restringiu o acesso ao Fies. O documento prevê que somente concluintes de ensino médio, que tenham se submetido ao Enem e que tenham obtido no, mínimo, 450 pontos em mil possíveis, e que não tenham zerado na redação, poderão se valer deste fundo. A decisão parece adequada, pois, além da carência social comprovada, torna-se necessário apresentar um mínimo de qualidade acadêmica indicada.

Esta pequena mudança na regra de acesso ao Fies trouxe para o segmento uma grande turbulência. No mercado, grandes grupos educacionais como Kroton, Estácio, Ser Educacional e Anima tiveram suas ações desvalorizadas entre 10% e 15% imediatamente após a publicação desta portaria.

A justificativa deste efeito é que estes grandes grupos têm muitos alunos matriculados que não participaram da prova do Enem quando do seu ingresso, mas utilizam financiamento público. Desta forma, para os próximos vestibulares existe uma expectativa de redução de matriculas em até 30%, implicando em menor receita. No entanto, como a limitação definida quanto ao conceito obtido no Enem para dar direito ao acesso ao Fies somente será aplicada a partir de abril de 2015, a análise mais criteriosa leva à crença de que as possíveis perdas de receita serão menores.

A mesma portaria, a nº 21, traz uma nova forma de repasse dos valores dos alunos matriculados pelo Fies. Na verdade, o número de parcelas anuais foi reduzido de 12 mensalidades para oito a cada 45 dias. Efetivamente, o fluxo de caixa das instituições que oferece o Fies pouco será afetado, pois a primeira parcela das 12 (operação anterior a Portaria nº 21) nunca foi paga em menos de 45 dias.

A determinação de limitação ao Fies leva à necessidade mais aplicações do Enem, por ano. Devido à imensidão que o Enem tem hoje, no Brasil, existem muitos desafios para a organização de mais períodos de aplicação das provas que precisam ser superados rapidamente para a evolução do sistema. Será preciso, por exemplo, certificar e equipar uma rede de instituições confiáveis para que as provas possam ser aplicadas em uma plataforma digital, com validação biométrica e gravação do período de aplicação. Além disso, o governo deverá selecionar uma plataforma digital que comporte questões por graus de dificuldades e diferencie cada prova aplicada, elaborando um banco de questões baseadas na teoria da resposta ao item.

Este modelo tem semelhanças com o SAT, uma espécie de Enem dos Estados Unidos, aplicado com sucesso desde a década de 1970 e que pode ser usado como um exemplo para acelerar a implantação desta nova modalidade no Brasil. A experiência da Fundação FAT na elaboração de vestibulares, em parceria com Centro Paula Souza desde 1989, mostra que o ideal é a utilização de um sistema digital de elaboração/seleção de provas. Para isso, são desenvolvidas centenas de milhares de questões, que ficam disponíveis em banco para cursos técnicos e superiores.

A grandiosidade dos números da educação no Brasil, apresentados até 2014 e previstos a partir de 2015, em todos os seus níveis, exige muita atenção, planejamento e organização para que nenhuma decisão inesperada possa afetar, de maneira inadequada e irrecuperável, a evolução do setor. Assim, terminado o ano de 2014, iniciamos o ano de 2015 com muitas perspectivas e expectativas.

A visibilidade do setor, que acabou trazendo grupos de investimentos nos últimos cinco anos, movimenta, por ano, centenas de milhões de reais, conta com dezenas de milhões de alunos por nível educacional e centenas de milhares de profissionais diretos. Assim, poucas linhas de regulação refletem em grandes impactos. Planejamento, gestão e articulação são as palavras principais para que a educação no Brasil mantenha suas perspectivas de crescimento, evolução e aprimoramento.


*César Silva é presidente da Fundação FAT (Fundação de Apoio à Tecnologia) e atua como professor da educação profissional há mais de 20 anos.

Ontem, hoje e amanhã!

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Marcial Carlos Ribeiro*

Estou pensando na situação de meu país. Vou refletir em apenas alguns pontos. Corrupção é norma, parece que é uma prerrogativa dos inteligentes, todos ficam ricos de maneira rápida e inexplicável. Governos, empresas, políticos, pessoas jurídicas ou pessoas físicas cultivam essa inteligência, e nós, os outros, a imensa maioria, somos o quê?

O programa Mais Médicos é um acinte ao bom senso, não há estrutura nos locais para onde tais médicos são enviados. Outra questão é a forma de contratação, com valores para intermediários e governo, nesse caso o cubano e segue-se a política de contratos obscuros ou em segredo. Na prática, o programa começa a produzir fumaça, desistências, abandonos, insatisfação de um trabalho escravo. Que o Brasil precisa de mais médicos é indiscutível, médicos bem formados, com experiência adquirida em hospitais qualificados, em que a formação exige a técnica, mas também cultura profissional de verdadeiros cidadãos que trabalharão com o mais precioso dos dons do ser humano, a sua própria saúde.

Analisem a situação dos hospitais públicos neste país, os próprios, as santas casas, os filantrópicos, em sua grande maioria. Lamentavelmente, a televisão está a nos mostrar, dia sim, dia não, a situação lamentável em que se encontram. Falta tudo: gestão, capacitação, manutenção, atualização, entre outros. Construir hospitais em épocas de eleição é chave de sucesso eleitoral, mas, em seguida, o seu mau funcionamento, a sua manutenção inexistente, sucateiam os locais, mas a qualificação da assistência médica não depende de construir hospitais. Há o tempo para construir e o tempo do abandono. Alguns estados, como São Paulo, têm política para ensinar, constroem hospitais e entregam a sua administração para agentes filantrópicos, sendo assim sucesso absoluto. Não há como comparar a administração por nomeações políticas com administração privada e com metas a cumprir.

O ensino sucateado, as escolas abandonadas sem reparos, algumas públicas sequer com merendas, os professores não valorizados, a falta de estímulo à progressão de conhecimento cada vez maior, a fuga de cérebros para a iniciativa privada ou o abandono do país. É profundamente lamentável, é triste vermos o caminho que se segue. A educação é a base sobre a qual se constrói um grande país. Os países mais adiantados têm a melhor educação, que edifica a cultura de um povo e lhe dá o direito de ascensão profissional. Todos estão em busca de realização pessoal, ou seja, em busca da felicidade.

Acaba de acontecer a posse da eleita na Presidência da República e, agora, o foco é a educação, como se uma varinha mágica alterasse a situação caótica do ensino no Brasil. Longe disso. Serão anos e anos para modificar o que aí está e, no seu segundo mandato, a presidente entende que a situação do ensino precisa mudar. Agora, vamos torcer para que isso seja uma realidade e não outra fantasia apregoada na campanha política, sobretudo na questão da política financeira, sem dúvida necessária e que desejamos seja realista para recuperar o país. As dificuldades para o país serão enormes no ano em curso, e nos próximos anos, mas não há outra solução.

 

*Marcial Carlos Ribeiro é instituidor da Fundação de Estudos das Doenças do Fígado, comendador da Ordem do Mérito Médico Nacional pela Presidência da República e diretor superintendente dos hospitais São Vicente – Funef (Curitiba).

A “Operação Lava a Jato”

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O Brasil e os brasileiros estão vivendo um momento histórico que vai mudar a nossa caminhada na criação de outro País, com outra forma de fazer política, onde os princípios éticos predominem sobre a velha “lei de Gerson”, de levar vantagem em tudo, tão ao gosto dos nossos políticos, que, a cada momento, dão exemplos péssimos para seus eleitores. O juiz Sérgio Moro, que, hoje, se tornou conhecido pela sua corajosa atitude de desvendar toda imundície agora estampada nos jornais brasileiros e dos demais países, pode estar abrindo uma grande janela por onde os brasileiros estão descortinando um panorama nada agradável, mas absolutamente necessário, ao desmascarar uma quadrilha montada à sombra da maior empresa brasileira, até então um orgulho para todos nós.

A Petrobras, graças ao PT e seus comparsas, foi transformada em uma enorme sede de quadrilha organizada, que conseguiu reunir a “fina” flor do empresariado nacional, com diretores da estatal, hoje desmoralizada, pelas escolhas desastradas de Lula e Dilma, que parecem haver escolhido a dedo uma boa quantidade de marginais engravatados da alta sociedade para, em conluio com os empresários hoje devidamente “enjaulados”, emporcalharem o nosso orgulho e nos fizeram cair na real.

A exemplo da “Operação Mãos Limpas” desencadeada na Itália em 1992, considerada a maior “operação de limpeza ou faxina” na Europa, deu matéria para em 2004 o juiz Sérgio Moro publicar artigo com o título ‘Considerações sobre a Operação Manu Pulite’ (mãos limpas) na Revista do Conselho da Justiça Federal. Lá, como cá, a magistratura, o Ministério Público e a Polícia Federal puxaram os fios da meada que, a exemplo de outros casos célebres, dado o início das pesquisas, a ordem foi: “sigam o caminho do dinheiro”, que, fatalmente, conduzirá as investigações aos beneficiários.

Na Itália, o processo derrubou o primeiro ministro Bettino Craxi, que dissera: “todo mundo sabe que a maior parte do financiamento da política é irregular ou ilegal”. A faxina destruiu os dois partidos italianos: o Socialista e a Democracia Cristã.

Quem sabe se aqui o PMDB, o PT e seus aliados se afundem no lamaçal quando surgirem todos os políticos cujos nomes já começam a ser revelados. A nova geração de juízes vindos das camadas mais baixas da população, propiciada pela educação de massa, e o forte apoio das manifestações de rua, criaram um ambiente de cobrança por decência e moralidade no trato dos negócios públicos. Vamos torcer para que, tal como na Itália, em 1992, a nova onda de conscientização do nosso povo em favor da moralidade política possa virar o país de “ponta a cabeça”.


*Joel Naegele é vice-presidente da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), conselheiro do Sebrae-RJ (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Estado do Rio de Janeiro) e membro da Câmara Setorial de Agronegócios da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro).

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