Artigo

Incêndios em Cantagalo

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Muito interessante a matéria publicada sobre tais incêndios no último número do JORNAL DA REGIÃO. O incêndio a que se refere é o que vem ocorrendo durante duas semanas consecutivas, na periferia da sede do município, cuja interrupção foi providenciada pelo Criador, na tarde de ontem, com uma chuva, ante a incompetência e a indiferença dos homens.

Nos últimos 20 anos, venho publicando, com regularidade, nessa época do ano, artigos no JR sobre o assunto sem que houvesse alguma repercussão de parte das autoridades  municipais em exercício. Dado que é quase impossível a extinção de incêndios em morros de difícil acesso – já que os bombeiros não dispõem de equipamentos adequados suficientes – os incêndios geralmente só terminam com a presença de alguma chuva ou quando exauridos, por nada mais haver inflamável ao redor.

Cantagalo é situada em um vale, onde a fumaça permanece estagnada por vários dias. A inalação de partículas de fumaça encerra efeitos deletérios sobre a  saúde, sobretudo de idosos e crianças, levando a crises de asma e bronquite e mesmo a pneumonia. Sofrem as populações de idosos e crianças, sofre a ecologia – a fauna e a flora e a camada protetora de ozônio. Há grandes riscos para casas residenciais e comerciais; pastos e matas são impiedosamente destruídos, como é o caso da mata criada e cuidada no horto pelo ambientalista Jorge.  

Nesse ultimo incêndio, várias casas residenciais foram ameaçadas no bairro Cantelmo e até mesmo o respeitável palacete. O acesso à prevenção é muito maior quando há interesse das autoridades municipais. Pelo menos aqui, em nossa região, pode-se afirmar que a grande maioria dos incêndios – 90% – ocorridos em Cantagalo é criminosa; os incêndios pirofóricos (espontâneos) praticamente inexistem aqui. A prevenção é composta de repressão, com pesadas multas aos detratores, que podem ser identificados através de disque denúncias anônimas premiadas, bem como por intensivo programa educativo nas escolas, para crianças e adultos. O povo deseja muito e merece saber como estão agindo a respeito; se estão sendo promulgadas algumas  leis municipais a respeito, por nosso digno prefeito e dignos vereadores. Se esses se mantiverem calados e indiferentes, poderão nos dar a impressão de neutralidade, como aqueles que apreciam o circo pegar fogo, de braços cruzados. Creio que prefeito e vereadores jamais trairão a confiança que neles depositamos ao elegê-los. É necessário que os administradores públicos e a população se unam em torno de uma bandeira única, na luta contra o incêndio criminoso.


*Erly Bon Cosendey

é professor aposentado de pediatria da UFRJ – e-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .

Esqueceram-se da bandeira?

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Mais uma vez, nas eleições brasileiras, os candidatos atuaram como políticos amadores. Chegaram ao dia das eleições sem que tivessem elaborado qualquer programa de governo. Além de injustificável, isso é muito lamentável, pois soa como se alguém que fosse votar ignorasse onde estaria a urna. E nem seria necessário grande trabalho para identificar uma excelente inspiração para um grande programa de governo, inscrita na bandeira do Brasil: ORDEM E PROGRESSO! Dentro do ditame da ordem haveria tolerância zero para a corrupção de qualquer natureza, para os funcionários públicos, até do mais alto escalão. Será que existem quaisquer resquícios de ordem em um país onde alguns de seus ministros do STJ (Superior Tribunal de Justiça) desengavetam processos já julgados, com ações condenatórias, anulam a decisão de outros ministros, seus pares, efetuam novo julgamento e, mediante barganha escusa e fraudulenta, libertam os ladravazes do dinheiro do governo – que é também do povo – sem qualquer tipo de condenação? 

Enquanto isso, seus pares, os ministros restantes – homens e mulheres dignos e respeitáveis e de caráter ilibado – permanecem indiferentes, para o desespero do povo. Será que, em assim agindo, não estarão prestando um desserviço à Pátria, expondo a imagem do majestoso e respeitável STJ a ser denegrida?

Desconheço a existência, na Constituição, da existência de algum parágrafo especial concedendo direitos específicos de lapidar o povo, a nação. A quem recorrermos, depois disso? É isso que nos tem mostrado a mídia, com repetida frequência. Existem casos em que fatos como esses ocorrem diariamente com muitos juízes (felizmente não a maioria), ministros do governo, deputados, senadores, vereadores, prefeitos e governadores. Todos eles agraciados e protegidos pela infalível e nociva impunidade.

Haverá, por acaso, ordem, em um país onde ocorrem fatos calamitosos dessa natureza?

Faz algumas décadas, quando em sua vinda ao Brasil, o finado presidente De Gaule, da França, afirmou textualmente: “este, positivamente, não é um país de gente séria!.”

Para nós, brasileiros honestos, é duro ter que engolir uma dose de verdade como essa, dita por um estrangeiro tão digno e respeitável, como De Gaule. Curiosamente, não obstante, é de pasmar a quase nula atenção dada pelos candidatos postulantes a presidente mais votados nas últimas eleições. Aquele que não considera o problema da corrupção, o mais grave para o país, no momento, é porque está se dando ou espera se dar bem com ele. É necessário que todos os homens de bem e honestos, juntos, procurem resgatar a credibilidade em todos os homens públicos e denunciem, na mídia, sempre, os casos conhecidos, cobrando punição. Necessário, também, é reconhecer que os corruptos estão desafiando a Deus e que seu cantinho no doloroso inferno está sendo reservado. As áreas de progresso mais carentes neste momento são educação, saúde e trabalho em geral. Amemos ao Brasil e confiemos em Deus e em nossa pátria.


Erly Bon Cosendey é professor aposentado de pediatria da UFRJ. – e-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .

Eleições 2014

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Já lá se vão 12 anos que os brasileiros iludidos por Lula e seus partidários levaram o PT ao governo, acreditando nas promessas de mudanças, honestidade e outras balelas que o tempo desmascarou. O PT, por suas lideranças, demonstrou que, no fundo das promessas, o que existia mesmo era a fome do poder e, com ela, o enriquecimento da patota.

Os escândalos praticados nesses 12 anos de “maracutaias” está explodindo nas mãos de um incompetente presidenta, que, extasiada por haver chegado a uma altura inesperada, teve mais que uma vertigem das alturas; chegou a ser vítima de alucinações. Sua presença em entrevistas e debates demonstra seu despreparo, assim como mostram sua inexperiência e incompetência.

Seu governo ou “desgoverno” chegam ao fim com resultados negativos, como a volta da inflação, juros altos, falências e perspectivas de um 2015 cheio de problemas que irão custar caro aos brasileiros. As contas a serem quitadas no próximo ano com os aumentos de preços contidos pelo atual governo para ganhar as eleições terão que ser pagos através de reajustes a serem implementados por qualquer dos candidatos que for eleito.

As figuras que estão nos noticiários por assalto aos cofres da Petrobras, todas ligadas aos grupos dominantes, estão jogando tudo pela vitória de Dilma, na esperança de serem preservados com as fortunas desviadas e, agora, confirmadas.

Difícil acreditar que as pessoas que querem mudanças e pensam em um Brasil diferente votem pela continuidade da presença dos petistas no governo.


*Joel Naegele é vice-presidente da Sociedade Nacional da Agricultura (SNA), conselheiro do Sebrae-RJ e membro do Conselho de Agronegócio da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro).

Sucessão de escândalos

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Realmente, o governo Dilma Rousseff não consegue sair do noticiário policial com a continuidade das declarações do ex-diretor da Petrobras, que, agora, confessa que recebeu R$ 1,5 milhão para facilitar a “mutreta” na compra da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, como anteriormente já havia denunciando, que também a Refinaria Abreu Lima, em construção em Pernambuco, está comprometida com a enorme distribuição de dinheiro para os companheiros privilegiados do petismo, com a forte presença dos seus aliados tradicionais: PMDB, PP e PR.

Por sorte, suas denúncias e a confissão de que ele mesmo é um beneficiário do esquema foi vazado em tempo hábil para que o povo brasileiro se sinta em condições de demonstrar sua revolta contra esses marginais de “fraque e cartola” que se locupletaram com o dinheiro público, que deixou de ser aplicado em algo útil para a sociedade e foi engordar o saldo bancário dos políticos que apoiam Lula e seus parceiros com o beneplácito da presidente da República. Certamente, se isso fosse na China, eles não sairiam vivos desse bacanal engendrado e praticado por pessoas que deveriam ter um mínimo de consciência e de patriotismo no exercício de funções, no geral, altamente remuneradas. Infelizmente, boa parte do nosso povo, principalmente os que dependem das esmolas que recebem como o “bolsa família” e outras bolsas, deve achar esse festival de cretinices desculpável.

Ainda bem que o governo Fernando Henrique conseguiu privatizar a Vale do Rio Doce e a Companhia Siderúrgica Nacional, assim como, na mesma época, Marcelo Alencar se desfez do antigo Banerj, cujas diretorias fizeram lambanças de toda ordem e, ainda hoje, existem pendências a serem resolvidas. Calculem se ainda fossem estatais nas mãos dessa corja de aproveitadores.

Tudo isso nos faz pensar que ao Estado não deveria caber o papel de gerir empresas, ainda mais quando nos deparamos com uma corrupção endêmica aliada a uma justiça lenta e ineficiente.


*Joel Naegele é vice-presidente da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), membro do Conselho Fiscal do Sebrae-RJ e da Câmara Setorial de Agronegócios da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro).

O saudoso Ginásio Euclides da Cunha

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O antigo Colégio Brasil, de Cordeiro, foi semente frondosa de vários colégios na Região Serrana. Com sua transferência para Niterói, em 1914, alguns dos professores se dispersaram, preferindo fundar, na área geográfica, seus próprios educandários. Entre eles, podem ser citados: João Bittencourt, que criou o Colégio Bittencourt em São Fidélis (levando-o depois para Itaperuna e Campos); Carlos Cortes, que fundou o Colégio Modelo em Nova Friburgo; Sílvio Freire, que criou o Colégio de Miracema; e Manoel Vieira Baptista, misto de bedel e professor do estabelecimento cordeirense, que fundou o Colégio Moderno na fazenda Poço d’Anta, do Cel. Eugênio Erthal, em Barra Alegre (Bom Jardim).

Este último, depois de prestar bons serviços pedagógicos à família do proprietário da fazenda e verificar que Barra Alegre era um reduto rural demais para nele desenvolver o seu projeto, resolveu transferi-lo para São José do Ribeirão, sua terra, mudando o nome do estabelecimento para Colégio Euclides da Cunha, escritor regional que se tornou famoso nessa época. Ali, o educandário cresceu e até chegou a contratar professores de grande porte, como Alberto Lontra, Rodolpho Pizzarro Portocarrero e Mário Bittencourt, atraindo alunos em grande cópia das cidades vizinhas, cujos pais, satisfeitos com o aproveitamento escolar deles, acabaram levando-o para Cantagalo em 1927.

Chegando ao novo domicílio, o colégio funcionou provisoriamente no palacete do Gavião até construir sua sede própria na Rua Rodolpho Albino (hoje Nilo Peçanha) em local atualmente ocupado pela Sociedade Espírita Jesus Escola, onde permaneceu até 1941. Nesse período, passou por várias mãos. Em 1935, foi desapropriado pela Prefeitura (Decreto nº 110) com o nome de Ginásio Municipal Euclides da Cunha, quando foi oficializado, voltando à iniciativa privada em 1938, sob a tutela da firma Bittencourt Irmãos, dirigido pelo Dr. Jayme da Siqueira Bittencourt.

Nos primeiros tempos de Cantagalo, quando o colégio ainda não tinha habilitação legal para expedir certificados, o professor Baptista (que na época só contava com a ajuda da própria esposa, Corina Penna e do professor Benedito Barros) levava, anualmente, os alunos mais graduados aos colégios Pedro II, Brasil ou Paduano para, neles, prestarem seus exames.

Transformado o colégio em ginásio no curto período em que esteve sob o controle da Prefeitura, os exames começaram a ser feitos no próprio estabelecimento, adotando o Dr. Jayme uma estrutura mais dinâmica e compatível com os padrões pedagógicos da época. Para tanto, cercou-se de professores jovens e entusiastas, como Jabes Leão, Paulo Campos, Manoel Ramos e duas irmãs dele próprio, diretor. Isso, sem falar nos melhoramentos materiais introduzidos no estabelecimento, como o grande barracão de entrada, duas praças esportivas e um excelente gabinete de história natural.

Mas, sobrevindo grave desentendimento com o inspetor federal Paulo Roberto de Baere, em 1941, o Dr. Jayme afastou-se, com a transferência do colégio para a praça central da cidade (velho sobrado onde residiu o Cel. Bibi de Mello) e a consequente passagem dele por vários diretores: Dr. Alcides Ventura, Padre Hugo Montedôneo Rego, Monsenhor Acchiles de Mello e, por fim, Dr. Messias Moraes Teixeira, talvez o mais atuante mentor do tradicional estabelecimento.

Além de contar com o decisivo apoio do dedicado secretário Joaquim Soares, o Dr. Messias (que também dirigia o Colégio Modelo, de Nova Friburgo), compôs o quadro docente com professores extraídos da própria sociedade cantagalense, a saber: ele próprio, lecionando inglês; Manoel Vieira Baptista, ensinando latim e francês; Dr. Alcides Ventura, história do Brasil; Sílvio Lutherbach, matemática e ciências naturais; Marino de Paula Pinto e, depois, Amélia Thomaz, português; Lourdes Dietrich Gonçalves, geografia e canto orfeônico, e o Dr. Niltho Leite com história geral.

O colégio, embora não tão numeroso como noutros tempos, porque passou a sofrer concorrência de outros ginásios que surgiram na área, continuou emblemático, inclusive deixando muita saudade entre os alunos que o frequentaram.


*Clélio Erthal é ex-desembargador, ex-juiz federal e pesquisador da história de Cantagalo e região. Mais em www.cantagalo.rj.gov.br/index.php/filhos-ilustres/136-clelio-erthal.

Tiraram a azeitona da empada

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Reginaldo Gonçalves* 

O baixo crescimento demonstra a fragilidade em que se encontra a economia e expõe as dificuldades enfrentadas pela indústria. O superávit da balança comercial cada vez menor, com possibilidade de entrar no vermelho, prejudica o serviço da dívida externa e os juros muito altos, além de ser remédio já ineficaz contra a inflação, onera o pagamento da dívida interna. O Banco Central fica entre a cruz e a caldeira, numa inglória tentativa de conciliar juros, combate à inflação, crescimento do PIB, câmbio, a geração de superávit primário e a adimplência da União.

Essa situação repete-se durante todo o ano e, infelizmente, algumas ações são urgentes, porém improváveis diante da proximidade das eleições. Os preços administrados, como energia, combustíveis e transportes, já estão no limite, mas o governo insiste em mantê-los represados. Se houver aumento do consumo, certamente a pressão sobre os preços prejudicará o sistema de controle, confirmando o que muitos indicadores já apontam: o estouro da meta inflacionária, fixada em 6,5%.

O excesso de gastos públicos é uma evidência, além do uso político de empresas como a Petrobras. A estatal, que agora se vê envolvida em mais um triste episódio, vem reduzindo, de maneira significativa, o pagamento dos dividendos aos acionistas em virtude de manobras internas estabelecidas pelo Conselho de Administração.

O País está assistindo a sucessivos escândalos que envolvem a área econômica e dilapidação do patrimônio público. Somente o caso da refinaria de Pasadena está gerando prejuízo em torno de US$ 792 milhões. Diante das novas denúncias dos últimos dias, estamos mais uma vez sob a mira de olhos inquisidores. É o que teremos, mais uma vez, de enfrentar: a desconfiança internacional.

Em 2013, ingressaram no Brasil US$ 64 bilhões em investimentos estrangeiros diretos (IED), colocando o país na quinta posição do ranking divulgado em junho pela Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet), com base nos dados da United Nations Conference on Trade and Development (Unctad). Parece um valor bastante considerável. E é. Preocupante não é o montante em si, mas o movimento de queda de interesse do investidor estrangeiro em relação ao País.

O Brasil perdeu a quarta posição de 2012, viu o valor dos recursos caírem pela primeira vez desde 2009 e foi ultrapassado a toda velocidade pela Rússia, que figurava no oitavo lugar da edição anterior do ranking. O País perdeu sua importância no cenário internacional? Seguramente, não. Tanto que, segundo aponta a própria Unctad, é o quinto principal destino nas intenções de investimentos nos próximos dois anos para 164 companhias globais. Porém, a pouca transparência e as manobras contábeis para manter indicadores positivos, sem falar na ausência de reformas e incentivos à produtividade e inovação, tiram o fôlego de qualquer disputa por recursos.

Em tempos de cenário econômico mundial instável, o dinheiro busca segurança. Agora, como vamos recuperar a azeitona da empada?


*Reginaldo Gonçalves é coordenador do curso de graduação em ciências contábeis da Faculdade Santa Marcelina (FASM).

Jornais do interior cada vez mais fortes

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*Miguel Ângelo Gobbi

Uma revolução anunciada. Há alguns anos, desde que a internet, o celular, o tablet, o mobile e tantos novos recursos levaram o leitor, o ouvinte e o telespectador a buscar as informações e notícias por intermédio de novos meios, os grandes jornais – de influência nacional e estadual – vêm sofrendo uma rápida e vertiginosa queda de suas tiragens e circulação.

Como consequência, as empresas que editam esses jornais estão reduzindo e fundindo suas empresas e produtos, desligando jornalistas e profissionais de comunicação, mudando o perfil de seus negócios, provocando uma agitação sem precedentes no setor de mídia impressa e também no mercado de comunicação.

Neste momento, é imprescindível que os jornais do interior associados à Associação Nacional dos Jornais do Interior do Brasil (Adjori/Brasil) e à Associação dos Jornais do Interior de Santa Catarina (Adjori/SC) venham até você, leitor, para afirmar que:

Os jornais do interior estão cada vez mais fortes. Crescem todos os anos – como crescerão em 2014 – em vários aspectos: produção de conteúdos, veiculação de publicidade e propaganda, número de páginas, cadernos especiais e outros indicadores.


Crescimento

Esse crescimento é consequência de um fato irrefutável: em suas cidades e regiões, os jornais associados da Adjori são os “donos da notícia”, porque cobrem os fatos e eventos políticos, econômicos e sociais locais, de interesse direto da população. Nós conhecemos nossos leitores e eles nos conhecem, acreditam no que fazemos. Somos os porta-vozes dessa mesma população, o elo entre a comunidade, o poder público, as empresas e as entidades organizadas da sociedade (confederações, federações, associações, sindicatos).


Qualificação

Os jornais do interior associados à Adjori vêm, há vários anos, se preparando, por meio de congressos, workshops, cursos, treinamento, aprimoramento, implantação de sistemas integrados, para este novo momento da mídia. Por isso, boa parte deles já tem edições eletrônicas – via portais, com edições diárias – e atuam fortemente nas mídias sociais. Ou seja: ao mesmo tempo em que a edição impressa continua a crescer, os jornais do interior passam, também, a oferecer conteúdos diários via internet e por outros meios digitais/eletrônicos. Importante ressaltar que é política dos jornais associados à Adjori manter e aprimorar cada vez mais a base de qualidade editorial no impresso, para que, então, este conteúdo seja utilizado por outras mídias na área virtual.


Reconhecimento

O crescimento incontestável da mídia impressa do interior tem feito com que os governos e mercado nacional e estadual de comunicação busquem uma aproximação cada vez maior com os jornais do interior. Afinal de contas, governos e mercado precisam “falar diretamente” com o público e sabem que o jornal do interior é o melhor veículo para fazer isso.

No entanto, mais do que tudo, este é o momento de agradecer a você, leitor, razão de ser dos jornais do interior.

É você, leitor, que faz com que busquemos melhorar cada vez mais nossos produtos e conteúdos. E ampliar cada vez mais nossa missão de lutar pelas reivindicações de nossas comunidades, nas ruas, bairros, cidades e regiões, onde registramos a história e preservamos a tradição e a cultura local.

Este é o nosso compromisso com você, leitor do jornal do interior: crescer, aprimorar e inovar cada vez mais, para apoiar o desenvolvimento e melhorar a qualidade de vida das nossas comunidades.


*Miguel Ângelo Gobbi é presidente da Associação dos Diretores de Jornais do Interior do Brasil (Adjori/BRl) e da Associação dos Diretores de Jornais do Interior de Santa Catarina (Adjori/SC).

Homenagens aos músicos da Sociedade Musical 15 de Novembro

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Elizeu, Dedei, Ferreirinha

fazem o trombone soar,

e seguindo a mesma linha

vem o Joel completar.


Dinho, com seu instrumento,

desperta toda cidade,

toca até com o pensamento

e comove a mocidade...

O Fumo com seu piston,

O Arthur cheio de ardor,

entoando um belo som

nas canções cheia de amor.


Geraldo nunca diz não,

prá banda desta cidade,

voa alto o coração,

nas asas da mocidade.


| Cantagalo, 1992

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