EU VI UMA HISTÓRIA NASCENDO...

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Jalme Pereira*

Pois bem, era meio de semana e, apesar de trabalhar o dia todo numa das indústrias cimenteiras da região e alguns de nós se deslocar por mais de 60 quilômetros,  diariamente, em busca de conhecimento, ainda encontrávamos tempo para dedicar nossa mente e coração para gerar algo que a maioria das pessoas não tinha expectativa que fosse crescer, ganhar credibilidade e se manter na vanguarda da informação de uma região por mais de 30 anos.

Foi assim que o JORNAL DA REGIÃO foi “concebido”. Foi imaginado, na mente de Célio Figueiredo (idealizador do JORNAL DA REGIÃO). Um empreendedor fantástico, gente da própria terra, que não se conformava com a ideia de que a cidade não era capaz de gerar notícias. Foi assim que o JR se tornou realidade no coração de Célio, que vislumbrava, inclusive, que a comunicação poderia ser trabalho (ajudar a ganhar o pão), serviço (dar informação para a sociedade local) e paixão (obsessão que o levou a dedicar uma vida inteira a este projeto), a  despeito das críticas, descrenças, do sacrifício e das escolhas, muitas vezes incompreendidas, daqueles que não conseguiam ver além do que os próprios olhos poderiam mostrar.

 Esta figura ímpar reuniu a seu lado pessoas que gostavam da mesma coisa, cada um com sua expertise, para, enfim “parir” uma história audaciosa que se tornou “voz”, “palavra” e “imagem” de uma região. A mim coube, num primeiro momento, cuidar da identidade e da marca do jornal. O nome já existia e fazia sentido, pois abraçava toda a Região Centro-Norte do estado do Rio de Janeiro. Ao nome foram acrescidas linhas horizontais que tinham como objetivo dar a ideia de folhas de jornal empilhadas, umas sobre as outras, prontas para passar por uma prensa e, assim, registrar os principais fatos e histórias da região.

E assim viveu o JR por alguns anos até que seu criador decidiu mudar. Percebeu ser hora de voar mais alto: “duas edições semanais, impressão colorida, diagramação mais moderna e intuitiva” bradou Célio ao telefone, confirmando a decisão de revitalizar o JR. Foi quando, mais uma vez, meu coração se rendeu e fui atraído para Cantagalo para desenvolver o novo projeto para o jornal. Era preciso inovar. Era preciso surpreender. Era preciso ser grande. Assim, surgiu o novo projeto: um jornal muito mais sofisticado e posicionando na mente do leitor. Um jornal com linha editorial definida. Um veículo sério e isento, capaz de ter a credibilidade e o carinho da população. Um jornal aguardado. E, após semanas de pesquisa e de trabalho intenso, eis que surge o novo JR.

Um projeto mais arrojado, a começar pela escolha da cor verde para sinalizar o respeito com o meio ambiente (que é nosso trabalho e sustento), além de representar a diversidade de nossas matas. O nome bem grande ocupando a parte superior do veículo, reafirmando o orgulho de ser JR e deixando claras a identidade e a missão do veículo. Manchetes curtas e fotos na primeira página, uma pitada de tudo aquilo que o leitor iria encontrar no conteúdo, despertando sua curiosidade e aumentando seu interesse.

O JR agradou. Conquistou novos públicos e ocupou, assim, uma posição de destaque na comunidade e, até hoje, muito mais que um conjunto de palavras amontoadas, se transformou numa diversidade de significados para aqueles que vivem ao seu redor, traduzindo a garra daquele que decidiu se dedicar inteiramente à sua causa, alimentando a cultura de uma região e contando suas histórias e realidades, permitindo trocas e valorizando relacionamentos, sinalizando e descortinando o futuro para aqueles que precisam olhar mais à frente.

É isso que o JR faz pela região: permite que ela reconheça e respeite o passado. Permite que ela registre a vida e os fatos no presente. Permite que ela possa projetar seu futuro. Voz, palavra e imagem... “Tecnologia do coração”. Emoção em cada exclamação. Pausas para reflexões em cada vírgula. Opiniões e afirmações a cada ponto. Decisão e respostas em cada interrogação. E Célio vive, assim, cumprindo sua missão. Parabéns, Célio. Parabéns, JR. Que seus filhos e netos saibam reconhecer o valor de dizer sim para a comunidade.

  

*Jalme da Silva Pereira é natural de Cordeiro, professor e coordenador do Curso de Marketing, coordenador do Núcleo de Ação Socioambiental e coordenador do Laboratório de Práticas de Pesquisa da UniCarioca, no Rio de Janeiro.



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