Produtores de Cantagalo devem imunizar quase 60 mil cabeças de gado contra a febre aftosa até o final deste mês

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Os produtores de Cantagalo, município que tem o maior plantel bovino da Região Serrana, com cerca de 60 mil cabeças, deram início no último dia 1º de novembro à segunda etapa da Campanha de Vacinação contra a Febre Aftosa, doença viral altamente contagiosa que afeta animais biungulados, ou seja, animais que possuem dois “dedos”. Os mais afetados são bovinos de leite e de corte e os suínos.

De acordo com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Agropecuário, que dá suporte aos produtores durante o período dedicado à imunização dos animais, que vai até 30 de novembro, na primeira etapa do ano, realizada em maio, todos os animais, independentemente da idade, foram vacinados.

– Para esta segunda etapa, há a obrigatoriedade de vacinação apenas dos animais com idade até 24 meses – explica o secretário de Desenvolvimento Agropecuário do município, Rodrigo Vollú. Segundo ele, o estado do Rio de Janeiro, por conta dessas campanhas semestrais, está há 17 anos sem nenhum registro da doença. Conforme a Defesa Sanitária Estadual, os últimos casos registrados no estado do Rio de Janeiro foram em 1997, em Itaperuna, no Noroeste Fluminense, e em Magé, na Baixada Fluminense. Rodrigo Vollú também explica que as doses devem ser adquiridas pelos próprios criadores.

Cantagalo é considerado o maior produtor bovino da Região Serrana, o que dá ao município o título de responsável pela maior bacia leiteira da região. Os bons índices conseguidos nas campanhas são creditados ao resultado do trabalho das equipes da Defesa Agropecuária, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Agropecuário, do Sindicato Rural e da Emater-Rio (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Rio de Janeiro), aliado à conscientização dos criadores sobre a necessidade da imunização do gado.

A campanha tem como meta manter o rebanho sadio, apto a atender aos mercados nacional e internacional, com o fornecimento de material genético (sêmen, embriões, matrizes e reprodutores) e carne de qualidade. Durante as etapas, também são promovidas ações para a conscientização dos pecuaristas sobre a importância da imunização dos rebanhos.

Após vacinar o rebanho, o produtor deverá entregar a declaração de vacinação ao Núcleo Regional de Defesa Agropecuária. Para isso, é preciso apresentar a declaração de vacinação e a nota fiscal de aquisição das vacinas, comprovando a imunização de seus animais, o que terá que ser feito até o quinto dia útil após o encerramento da campanha – 7 de dezembro. O lançamento do documento poderá ser feito pelo próprio produtor através da internet, no Sistema de Integração Agropecuária (Siapec), no site da Secretaria Estadual de Agricultura – www.agricultura.rj.gov.br –, implementado pelo serviço de Defesa Agropecuária.

Quem não declarar a vacinação estará sujeito a receber auto de infração, ter a propriedade interditada, ser multado em até 20 mil Ufirs, além de arcar com o pagamento da taxa de duas Ufirs por animal não vacinado.



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