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Novos radares começam a operar nas estradas estaduais

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O primeiro lote, com 43 novos radares de controle de velocidade do DER-RJ, começam a operar nas rodovias estaduais do Rio de Janeiro a partir do dia 8 de abril, nas RJs 116, 122, 130, 174, 182 e 186.

Os equipamentos de fiscalização eletrônica de velocidade, para efeito de penalidade, fiscalizarão as rodovias, diariamente, das 6h às 22h, seguindo a nova legislação.

Os radares, além de ajudar a reduzir acidentes, foram implantados em pontos com alto índice de acidentes, densidade demográfica elevada, proximidade de escolas, hospitais e trechos com frequentes atos de desrespeito à sinalização.

“Os radares têm um caráter educativo e podem salvar vidas”, diz o diretor de Operação e Monitoramento e Controle de Trânsito, José Luiz Teixeira da Silva.

Todos os trechos foram sinalizados com placas de velocidade máxima permitida, que variam entre 50 e 60 km/h, de acordo com as necessidades de cada rodovia. Logo, motoristas de veículos que excederem os limites estabelecidos serão autuados.

Até o final de abril, serão instalados ou substituídos por novos 256 radares do DER nas rodovias estaduais do estado. Na próxima semana, será divulgado um novo lote que entrará em funcionamento para a fiscalização.

Esta é mais uma ação prevista para os cem primeiros dias do novo governo do estado. “O objetivo é fazer com que os condutores reduzam a velocidade, contribuindo, sempre, assim para a diminuição do número de acidentes em nossas rodovias”, disse o presidente do DER-RJ, Uruan Cintra de Andrade.



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Encontro no Rio, debate a cadeia produtiva do leite fluminense

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A Secretaria de Agricultura do Estado (Seappa) e o Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio de Janeiro (Sindlat) promoveram no dia 27 de março deste ano, encontro para discutir o potencial de desenvolvimento da cadeia agroindustrial de leite no Estado do Rio de Janeiro. O evento, realizado na Federação das Indústrias do Rio (Firjan) , contou com a participação do subsecretário Ramon Neves, do presidente do Sindlat, Antônio Carlos Cordeiro, e de produtores de diversas regiões do Estado do Rio de Janeiro. Também estavam presentes representantes da Secretaria de Estado das Cidades, visando à criação de um plano de ações integrado.

Em primeiro lugar, através do convidado Valter Galan, sócio-diretor da Milkpoint Inteligência, foi realizada uma explanação da situação da cadeia produtiva do leite no Estado com parâmetros de produção a níveis mundial e nacional, com base nos dados obtidos pelo diagnóstico realizado pela Milkpoint em 2016.

Hoje, o Rio de Janeiro é o segundo maior mercado consumidor do país, numa média de quase 3 bilhões de litros por ano, mediante uma produção de 500 milhões. A Cadeia Leiteira Fluminense movimenta R$ 670 milhões/ano, empregando cerca de 45 mil pessoas diretamente, em 15.225 propriedades. A agroindústria beneficiadora conta com 102 empresas, aproximadamente 3 mil empregos diretos, com faturamento de cerca de R$ 1,14 bilhão/ano.

Diante desses números, a produção do leite, hoje, é uma atividade com expressivo potencial de crescimento, sendo uma das prioridades da Seappa, no que concerne a programas de formação e assistência tecnológica, através da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-Rio) e da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado (PESAGRO) e outros investimentos, para que esta cadeia produtiva possa atingir patamares mais elevados, contribuindo para o crescimento econômico do estado e gerando emprego e renda.

Após a apresentação deste diagnóstico, na parte da tarde, foi realizada uma reunião de encaminhamento, onde foram debatidas as linhas de ação que deverão ser implantadas para que a produção de leite no estado possa ampliar sua capacidade e produtividade.

A previsão é de que, até a segunda quinzena de abril, um plano de trabalho seja apresentado para início imediato.



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Começam obras de R$ 4 milhões no Hospital Raul Sertã, em Nova Friburgo

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A Prefeitura de Nova Friburgo realizou no dia 28 de março, a assinatura do contrato para retomar as obras de expansão do segundo e terceiro pavimentos do Hospital Municipal Raul Sertã. As obras devem começar no início de abril.

A empresa friburguense Frienge, que ficou na terceira posição na licitação de 2012, vai dar continuidade à construção. Segundo a prefeitura, a empresa que havia vencido o certame, à época, faliu, e a segunda colocada não aceitou o valor ofertado.

De acordo com o Poder Executivo, a estimativa é de investir R$ 4 milhões na unidade de Saúde. O dinheiro é oriundo do pacotão de obras para a cidade aprovado pela Câmara de Vereadores no dia 19 de fevereiro deste ano. Os recursos vêm da venda das ações da Energisa pertencentes ao município que seriam destinadas à aquisição da antiga Fábrica Ypu, mas cuja compra foi indeferida pela Justiça.

O prefeito Renato Bravo destaca que o contrato foi apenas atualizado, mas que não ocorreram mudanças no projeto.

“A obra é do projeto Somando Forças (do Governo do Estado), que acabou e a Prefeitura decidiu levá-lo adiante. Podem ocorrer mudanças, mas, a princípio, o projeto segue o mesmo”, declara o prefeito.

As intervenções que serão feitas vão expandir as dependências da unidade criando mais 20 leitos para adultos, 10 infantis e cinco salas cirúrgicas, além de clínicas médicas entre os andares. As melhorias vão triplicar o número de leitos de UTIs (Unidade de Terapia Intensiva) e a quantidade de pacientes atendidos atualmente. No projeto, também existe a previsão de construção de dois elevadores.

De acordo com a secretária de Saúde, Tânia Trilha, o atendimento vai aumentar em cerca de 45%. Ela também informou que a previsão é que a obra seja concluída em até um ano. Em relação às reclamações a respeito da dificuldade no atendimento de pacientes na emergência do hospital, a secretária relata o que pode ser feito a curto prazo.

“Vamos ter 30 leitos de CTI e algumas clínicas cirúrgicas entre os dois andares. Quanto a questão do atendimento, principalmente no último ano, muitas pessoas, até pela deficiência do governo estadual, deixaram de realizar seus atendimentos na rede particular, ou seja, deixaram de pagar seus planos de saúde, aumentando nossa demanda. Com o término de contratos de Recibo de Pagamento Autônomo (RPA) e alguns cortes em cargos comissionados estamos reorganizando toda a estrutura da Saúde. Temos algumas deficiências, mas estamos estruturando nossos recursos humanos para que possamos contratar mais pessoas para realizar este atendimento”, declara.



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Coronel da PM, Castelano é homenageado nas Câmaras de Itaocara e Miracema

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No dia 25 de março deste ano, o coronel da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, Eduardo Vaz Castelano, chefe do Estado Maior do sexto Comando de Policiamento de Área, recebeu por unanimidade da Câmara dos Vereadores de Miracema a moção de aplauso que foi de autoria do vereador Fabrício Xavier. 

Para o professor Anselmo Biasse a homenagem é merecida em decorrência dos relevantes serviços prestados à população da nossa região, e em especial ao município de Miracema, na manutenção da ordem pública, da incolumidade das pessoas e do patrimônio, de forma firme e civilizada, em respeito aos princípios constitucionais.

Já a Câmara Municipal de Itaocara no dia 12 de março de 2019, concedeu também por unanimidade a moção de aplausos ao coronel da Polícia Militar, Eduardo Vaz Castelano, pelo reconhecimento de sua determinação, destreza e compromisso com a sociedade, pela força e coragem nos serviços prestados no âmbito da segurança da população itaocarense e região.

A moção de aplauso foi de autoria do vereador Jaderson Aleixo que também em 2015 concedeu ao coronel  Castelano o título de Cidadão Itaocarense.

"A Polícia Militar é um segmento importante na proteção da sociedade, dando exemplos de dignidade e cidadania, treinando homens para servirem com eficiência a população do Estado. Tal corporação é bem representada por seus oficiais e praças, como é o exemplo do coronel Eduardo Vaz Castelano, agora atuando como chefe do Estado Maior do 6º CPA (Comando de Policiamento de Área), que colabora para manter o valoroso nome desta instituição militar no lugar mais elevado em importância e confiabilidade", explanou o professor de Itaocara, Anselmo Biasse.



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Dr. Afrânio: “...tenho visto mais casos de Câncer...”

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O conceituado e experiente médico Afrânio Gomes Pinto Júnior, numa entrevista exclusiva ao Jornal da Região, analisa e comenta os casos de câncer ocorridos na região nos últimos anos. “Há cerca de 12 anos, quando levantava dados para minha dissertação de Mestrado, tentei sem sucesso levantar dados sobre Câncer nos municípios da região, e nenhuma das Secretarias de Saúde tinha arquivos organizados sobre esse grupo de doenças”, afirmou o médico.


Jornal da Região (JR) - O senhor como médico, qual sua avaliação dos casos mais frequentes de câncer na região, inclusive com mortes?
Afrânio Gomes Pinto Júnior (AGPJ) - Quando você me questiona invocando minha condição de médico, coloca a conversa num patamar técnico, e para tratar tecnicamente de frequência de uma determinada enfermidade não podemos fazê-lo sem base estatística, epidemiológica, do que, infelizmente, não dispomos. 

Embora todos percebamos um aumento do número absoluto de casos de Câncer, isso não basta para afirmarmos aumento da incidência da doença. Só recentemente, há menos de 1 ano, a Câmara dos Deputados aprovou uma lei que torna obrigatória a notificação de casos de Câncer, contudo, ainda hoje, isso não se tornou uma prática adotada pelos profissionais e instituições de Saúde. 

Há cerca de 12 anos, quando levantava dados para minha dissertação de Mestrado, tentei sem sucesso levantar dados sobre Câncer nos municípios da região, e nenhuma das Secretarias de Saúde tinha arquivos organizados sobre esse grupo de doenças. Só obtive informações imprecisas, curiosamente, transmitidas pelo pessoal que fazia o transporte de pacientes, mas nada que me permitisse afirmar qualquer dado científico sobre incidência, órgão acometido, tipo, evolução, ou mesmo causa.


JR - O senhor é médico do trabalho, e sempre demonstrou preocupação com a queima de resíduos nas indústrias cimenteiras. O senhor acredita que este trabalho poderia estar aumentando os casos de câncer na região?
AGPJ - Em Saúde Pública e também em Saúde Ambiental devemos nos pautar pelo Princípio da Precaução, que recomenda “garantia contra os riscos potenciais que, de acordo com o estado atual do conhecimento, não podem ainda ser identificados.” 

Embora não tenha como acompanhar a queima de resíduos tóxicos em fornos das indústrias cimenteiras de Cantagalo já há mais de 20 anos, ao menos quando trabalhei em uma delas, não se praticava o Princípio da Precaução, uma vez que associavam-se, indistintamente, vários resíduos químicos, de diversos processos industriais e diversas procedências, constituindo-se uma mistura cujo potencial tóxico era imponderável. 

Nessa lógica, essa prática poderia ser responsável por agravos à Saúde das populações expostas, como trabalhadores das coprocessadoras, das cimenteiras, motoristas de caminhão que traziam os resíduos a Cantagalo, populações vizinhas às fábricas. Pessoalmente atendi a algumas pessoas que adoeceram nessas atividades, entretanto não posso afirmar com base científica que essa prática possa ser responsável pelo aumento de casos de Câncer na região.

Há cerca de 10 anos participei de uma Comissão que tinha o propósito de discutir o impacto da queima de resíduos sobre a Saúde Coletiva em Cantagalo. Naquela ocasião, propusemos que as indústrias assimilassem o Princípio da Precaução, investindo na identificação criteriosa do potencial tóxico dos resíduos trazidos para destruição em Cantagalo, e que custeassem pesquisa sobre possíveis agravos à Saúde, causados pela atividade, entretanto a Comissão se extinguiu por ausência dos representantes das indústrias às reuniões.




JR - Como médico experiente, o que poderia explicar para a população leiga, sobre estes casos de mortes de câncer? Seria normal?
AGPJ - Câncer, em realidade, é um grande grupo de doenças, que caracterizam pelo crescimento desordenado de diferentes linhagens de células, em qualquer órgão do corpo e são descritos na literatura médica há muitos séculos.

Os Cânceres desenvolvem-se a partir de condições genéticas (câncer do intestino grosso e próstata) e, sobretudo, em função de condições ambientais (sol e câncer de pele), estilos de vida (álcool e câncer de fígado; cigarro e câncer de pulmão, mama, brônquios, boca, laringe e bexiga), alimentação (bebidas destiladas e muito quentes causando câncer de esôfago; alimentos excessivamente salgados e defumados no câncer de estômago; obesidade e câncer de mama e intestino), agentes infecciosos (HPV e câncer do colo do útero; vírus das Hepatites B e C e câncer do fígado), agentes químicos (asbesto ou amianto e câncer de pleura; benzeno e leucemia; cádmio e câncer de rins, estômago e próstata).

Nos casos em que a doença tem comportamento mais agressivo, estende-se a outros órgãos, é detectada mais tardiamente, acomete órgãos mais importantes ou em pessoas que tenham a saúde comprometida por outras condições, a doença pode levar à morte.


JR - O senhor teria alguma estatística sobre os casos? Em seu consultório tem aumentado as consultas com pacientes com esta doença?
AGPJ - Como já disse acima, se observarmos a incidência através de números absolutos, sim, tenho visto mais casos de Câncer do que há alguns anos atrás, entretanto, não tenho como, tecnicamente, correlacionar esses números com o total de pacientes atendidos. Contudo estou convicto que as Autoridades de Saúde precisam implementar uma pesquisa ampla, envolvendo todos os serviços de Saúde, públicos e privados, de forma a apurarmos a incidência de cada tipo de câncer e correlacioná-los com possíveis agentes causadores, porque só assim poderemos, efetivamente, evitá-los.



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Operação Lei Seca nas estradas retira mais de 100 motoristas alcoolizados nos primeiros 15 dias de atuação

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As Operações da Lei Seca nas rodovias estaduais, iniciadas em 15 de março deste ano, abordaram 1.936 motoristas, em operações diurnas e noturnas. Das abordagens, 118 condutores estavam sob efeito de álcool, o que representa quase 7% do número total. Nas 16 ações realizadas, os agentes aplicaram 458 multas, 111 carteiras de habilitações (CNH) foram recolhidas e 79 veículos rebocados.

Segundo a coordenadora da Lei Seca, Verônica de Oliveira, os índices demostram a necessidade em intensificar as ações nas estradas estaduais.

"A fiscalização nas rodovias é uma atuação inédita deste governo, preocupado com os elevados registros de mortes e acidentes nas estradas. E os números comprovam: nestes últimos trinta dias foram abordados mais de 1900 motoristas e registrados quase 7% de casos de alcoolemia. São dados que mostram que estamos no caminho certo, retirando motoristas alcoolizados das rodovias, prevenindo acidentes e salvando vidas", esclarece a coordenadora.

Desde o início de março, a Operação Lei Seca, em parceria com o Detran-RJ, está atuando nas rodovias estaduais através de um acordo firmado entre a Secretaria de Estado de Governo e Relações Institucionais e o Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Rio de Janeiro (DER-RJ). O convênio faz parte do Plano de Diretrizes Prioritárias do Governo do Estado, documento que estabelece metas para os primeiros 100 e 180 dias de governo.



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Câmara de Macuco presta homenagem a padre que deixa a paróquia

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Com 4 anos de vida sacerdotal, o Padre Wanderson deixou a Paróquia de São João Batista, em Macuco para continuar o seu trabalho de evangelização em Nova Friburgo. Em reconhecimento a sua atuação destacada no município, pelo brilhante trabalho religioso desenvolvido ao longo do tempo em que permaneceu nas atividades religiosas das inúmeras comunidades que integram a paróquia local, a Câmara Municipal aprovou, por unanimidade, a Moção de Aplausos que o homenageou. A iniciativa partiu dos Vereadores Diogo Latini e Cássio Daflon, porém, também teve o apoio incondicional do presidente Zé Estefani e demais vereadores, e contou com a presença de muitos fiéis católicos que se fizeram presentes na ocasião da homenagem.

Na cidade, o padre Wanderson fez tudo o que deveria ter feito e foi além. Foi o responsável pela realização da Unidade Diocesana em 2018, realizou 4 caminhadas rumo à vitória, foi grande incentivador do grupo Aviva Jovem e dos Apostolados de Oração. Proporcionou à comunidade Católica muitos bons momentos: Novenários, Semana Bíblica, grupos de Oração. Foi um grande líder, um grande amigo.

Com espírito inovador e mensagem direta na transmissão da palavra de Deus, se empenhou em pregar missões, administrar sacramentos, organizar comunidades e melhorar igrejas o que o aproximou ainda mais dos fiéis.

Em junho de 2017, ele foi agraciado com a principal honraria de Macuco, ou seja, com o título de cidadão, exatamente, por seu profícuo trabalho de evangelização na cidade, que ia além da comunidade católica.

Na ocasião da homenagem, os discursos foram o mesmo… o padre Wanderson é um verdadeiro exemplo de amor ao próximo e, por isso, o pároco vai deixar saudade à população do município. “Sem dúvida alguma, o nosso padre Wanderson marcou a sua vida sacerdotal na história de nossa cidade. Afinal, ele construiu um legado missionário invejável em benefício da sociedade macuquense. Fez uma missão ímpar no Município. Foi e será um grande amigo e pai. Vai deixar saudades”, pontuou o presidente da Câmara, Zé Estefani. Os colegas vereadores também enalteceram o papel desempenhado pelo padre Wanderson nos últimos 4 anos, no município.

O vereador Diogo Latini, afirmou que a comunidade deve e muito a figura humana do padre Wanderson. Em seu discurso, emocionado, ressaltou a felicidade em poder estar homenageando pessoa tão importante para a cidade de Macuco, tanto para os católicos como para os evangélicos. Não deixou de destacar a tristeza de sua ida, mas deixou evidente que o que fica para todos é a lembrança, a alegria de um padre presente, trabalhador, que junto com a comunidade sempre evangelizou em todos os bairros da cidade. Foi mais que um pai, foi um amigo, que muito ensinou. Finalizou agradecendo por tudo que fez pela comunidade de Macuco.

O vereador Cássio Daflon, que é membro de igreja evangélica, ressaltou em seu discurso, que sempre viu no padre Wanderson uma pessoa que sempre se preocupou em estabelecer famílias fortes e também lutou muito para retirar os jovens das ruas em período de Carnaval. Parabenizou o padre Wanderson pela passagem dele em nosso município, ressaltando o quanto contribuiu pro crescimento e fortalecimento de famílias.

O pastor da Igreja Batista, pastor Eli, também esteve presente e fez questão de destacar que sempre ouviu as pessoas falarem muito bem do seu trabalho de salvar vidas e resgatar jovens.

A despedida dele ocorreu no domingo, dia 24 de março, na Paróquia. O padre Wanderson deixa um legado muito importante.



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O alcoolismo está mais próximo do que imaginamos

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“Se não tem mar, vamos pro bar”, diz um ditado que se tornou título de uma música sertaneja e é muito usado por jovens e até adultos interioranos. Mas o hábito de consumir bebidas alcoólicas pode se tornar problemático e causar efeitos negativos pois o álcool, apesar de lícito, é uma substância psicoativa e os sintomas da dependência de álcool (alcoolismo) são progressivos, como é a doença.

O alcoolismo é uma doença multifatorial, progressiva e gradativamente seus sintomas vão se manifestando. O transtorno passa por etapas – nem todo usuário é um dependente químico/alcoolista, mas todo alcoolista/dependente químico foi um dia um usuário e existe uma linha muito tênue entre o consumo e o uso patológico. O problema passa de um beber social, moderado e controlado para um uso nocivo e compulsivo. Dentre os principais fatores para sua instalação, destacam-se a quantidade, frequência e condição de saúde física e mental.

“Apesar de o álcool ser a droga de maior risco social, nossa sociedade ainda tolera, permite e promove o uso de forma nociva. Quando nossos filhos são pequenos tentamos preservá-los do contato com doenças através de vacinas, redução da exposição a fatores de risco. Por que é diferente com o álcool?”, indaga a psicóloga Ana Café, uma das diretoras da clínica Espaço Village, em Guapimirim, que de março de 2017 até o presente momento registrou 6,7% de pacientes de Nova Friburgo.

Em relação ao uso de álcool pelos interioranos, o psicólogo Pablo Kurlander, gestor geral da Federação Brasileira de Comunidades Terapêuticas (FEBRACT), comenta que existe uma concorrência natural entre estímulos variados e que “assim como numa mesa farta uma torta pode passar despercebida, mas quando sozinha se torna muito atraente, as substâncias psicoativas (como o álcool) se tornam muito interessantes quando são a única opção.”

O médico Renato Mussi, que viveu até os 11 anos em Trajano e por décadas dirigiu uma clínica de reabilitação no município de Niterói, analisa que em algumas cidades o único lugar do lazer e do prazer são os bares, não há estrutura para outras opções, mas ao que parece este não é o real motivo. “A causa do alcoolismo é a imaturidade da nossa sociedade, que teima em negar e minimizar os riscos, pois nas metrópoles onde existem uma variedade ou uma superioridade estrutural funciona da mesma maneira.”, diz.

Luciana Lage, trineta do cantagalense Euclides da Cunha, que está estudando Pedagogia na Universidade Federal Fluminense sonha em sensibilizar colégios e empresas para a importância da prevenção e diagnóstico precoce do uso nocivo/dependência. “Tenho um projeto voluntário de palestras e já fui em algumas empresas e escolas do eixo Rio-Niterói. Espero que com os estudos sobre educação eu consiga aprimorá-lo e expandi-lo.”

Definida pela 10ª edição da Classificação Internacional de Doenças (CID-10), da Organização Mundial da Saúde (OMS), como um conjunto de fenômenos comportamentais, cognitivos e fisiológicos que se desenvolvem após o uso repetido de álcool, o alcoolismo apresenta alguns sintomas básicos: intensa vontade de beber, dificuldade de conseguir parar depois de ter começado, uso regular apesar das consequências negativas, maior prioridade dada ao uso ou ida frequente aos locais de consumo (desinteresse e descaso em relação a outras atividades e obrigações), aumento da tolerância (necessidade de doses maiores para obter o mesmo efeito atingido com quantidade anteriormente menor) e em algumas ocasiões um estado de abstinência física (sintomas como ansiedade, transpiração excessiva e tremores quando está sem beber).

O delineamento do tratamento deve considerar todos os fatores socioculturais para determinar a sua singularidade e, sendo o objetivo principal a inserção social do indivíduo, o ambiente (pré e pós) deve diferenciar as características de cada processo.

“Vim de uma família totalmente dependente, desde o meu bisavó, todos os homens da família por parte de pai são dependentes! E eu quebrei essa barreira! Bebi constantemente dos 8 aos 22 anos. Sim, dos 8 anos! Eu sou do interior e lá começamos a beber muito cedo, é “ensinamento” de vida! E passei toda a adolescência em bares, botecos e tudo mais! Trabalhava muito quando jovem, mas todo dinheiro era apenas para bebida. Fui por diversas vezes totalmente alcoolizado para aula no ensino médio. Na faculdade ir sóbrio era raro! Devido saber que tinha problemas com álcool, evitava beber com conhecidos, com pessoas da mesma faculdade que eu. Eu andava quase 2km para beber num boteco isolado e ia todos os dias! Em dias que estava sem dinheiro e só passava na porta, o dono do bar me via e gritava “vamos abrir os trabalhos” e até fazia fiado pois era um cliente assíduo. Em 2012, próximo ao Natal, tive problemas familiares devido a bebida: minha prima que era como se fosse minha filha de criação disse ter medo de sair comigo pois iria se perder e eu não ia ver devido a bebida. Ela tinha apenas 7 anos! Perdi emprego, amigos, aulas da faculdade. Porém eu consegui me livrar e sempre pensando “evite o primeiro gole!””

O relato acima é de um homem que está em recuperação há mais de 6 anos. Ele prefere não ser identificado, mas o seu depoimento reflete a realidade que muitos não acreditam ou não querem acreditar: é possível viver sem a presença de álcool!

Recuperação não é apenas sobre a abstenção, mas é sobre construção de auto-estima, crescimento emocional, mental e físico, fortalecendo relacionamentos, avançando profissionalmente e criando novas oportunidades. É preciso conscientização e disciplina, buscando um estilo de vida visando a saúde e as relações sociais positivas.

“Alcoolismo não tem cura, mas pode ser estacionado. Não defendemos uma guerra contra o álcool, mas acreditamos ser indispensável uma conscientização social, cultural e intelectual dos seus riscos e a doença que pode acometer qualquer pessoa em qualquer fase da vida”, concordam Ana, Luciana, Pablo e Renato.



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