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Mesmo com a morte da homenageada na semana antes do Carnaval, Vermelha e Branca faz um desfile bonito e emocionante na avenida

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Uma noite recheada de muita emoção, alegria e garra na avenida. Assim foi o desfile do Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos de Cantagalo (Gresuc), a Vermelha e Branca, como é popularmente conhecida.

Com o enredo ‘Nunca é tarde para começar!!! Viva Ruth Farah Nacif Lutterback!!!’, a agremiação carnavalesca levou para a avenida a parte artística de Ruth Farah, que resolveu realizar seus sonhos após os 60 anos de idade.

Essa cantagalense, que nasceu em 11 de abril de 1932, é filha dos libaneses Assad Miguel Nacif e Anna Farah Nacif, viúva de Alexandre Rodrigues Lutterback e mãe de Líbero, Marcelo, Ana Beatriz e Alexandre Filho, além de avó de 12 netos e quatro bisnetos.

Dona Ruth, como era mais conhecida, escreveu livros, trovas e poemas, sendo vencedora em mais de 200 concursos nessa área e trabalhava incentivando novos escritores. Seu amor pelo Carnaval de Cantagalo fez com que desfilasse em quase todos os blocos de embalo da cidade, abrilhantando por anos o desfile da Vermelha e Branca.

Infelizmente, Dona Ruth veio a falecer no último dia 21 de fevereiro, mas, devido ao seu jeito sempre alegre de viver a vida, a escola e os familiares participaram ativamente na organização do desfile.

O desfile foi organizado em três partes: a primeira abordando a perspectiva da Ruth escritora, com seu livro resumo de ‘Os Sertões’, de Euclides da Cunha, que se chama ‘Um pingo de Os Sertões’; a segunda, a Ruth poetisa e trovadora, através dos Jogos Florais, pelos quais já foi muito premiada no mundo todo. Finalizando, seu amor pelo Carnaval e pela família.

O neto de Dona Ruth, Patrick Lutterback, conhecido locutor de rodeios, fez uso da palavra e pediu a todos um minuto de silêncio. Ele deixou palavras de agradecimento em nome de toda a família da homenageada.

O samba deste ano é de autoria dos cantagalenses Xixa Pereira da Silva e Anderson Chaves (Manacoco), que foi escolhido em disputa organizada pela diretoria da Gresuc em janeiro deste ano.

À frente da bateria da Vermelha e Branca este ano estava a nova rainha, Joice Miguel, que substituiu a ex-rainha Tamara Evelyn.







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Cinco cidades no país têm o nome de Bom Jardim

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Cada cidade tem uma origem diferente para o nome, mas a nomenclatura é a mesma: Bom Jardim. Com nome de Bom Jardim há cidades nos estados do Rio de Janeiro, Goiás, Maranhão, Pernambuco e Santa Catarina.


A reportagem do JORNAL DA REGIÃO fez uma pequena pesquisa sobre a origem destes nomes. Bom Jardim (GO) tem população de 8.423 habitantes, segundo o Censo IBGE de 2010. A cidade surgiu em meados do século XIX, com a descoberta de pedras preciosas às margens do Ribeirão Macaco, quando iniciou-se a chegada dos primeiros habitantes em 1912.

No ano de 1917, com a chegada de novas famílias, e ocorrendo continuamente o ataque dos índios, várias pessoas se reuniram e decidiram doar, como promessa, uma área de terra à Igreja Católica, para que São João Batista pudesse livrá-los dos ataques indígenas. A fé dessas pessoas era tão grande que, aos poucos, os índios foram se afastando da região.

Em 1942, o povoado foi elevado à categoria de distrito de Bom Jardim, pertencente ao município de Rio Bonito – hoje Caiapônia –, cujo nome se deve por ser banhado pelo riacho Bom Jardim.

Bom Jardim (RJ) tem população estimada pelo IBGE, em 2014, de 26.126 habitantes. O município tem sua origem ligada ao caminho dos tropeiros que se dirigiam às minas da região de Cantagalo. Pertence ao município de Bom Jardim a região ainda hoje conhecida como ‘Furnas do Mão de Luva’, famoso contrabandista de ouro que teria lavrado nos rios da região e, diz a lenda, escondido nas ditas furnas parte do ouro ilegal.

Em 1887, foi criado o distrito de Paz de Bom Jardim, ligado à freguesia do Santíssimo Sacramento de Cantagalo. Assim, São José seguiu pertencendo a Nova Friburgo e Bom Jardim a Cantagalo. Em 1891, com a criação do município de Cordeiro, Bom Jardim passou a ser um de seus distritos. Em maio de 1892, uma nova reforma administrativa extinguiu o município de Cordeiro e devolveu as terras de Bom Jardim para Cantagalo e também devolveu São José do Ribeirão – que havia se tornado município – para Nova Friburgo.

Em dezembro de 1892, pela Lei nº 37, de 17 de dezembro de 1892, voltou a existir o município de São José do Ribeirão. O distrito de Bom Jardim deixou de pertencer a Cantagalo e passou a pertencer ao município de São José do Ribeirão que, no entanto, mudou de nome e de sede, passando a denominar-se Bom Jardim.

Em 5 de março de 1893, dando cumprimento à lei que o criara, foi estabelecido oficialmente o município de Bom Jardim. No dia 31 de dezembro de 1943, pela Lei Estadual nº 1.056, o município passou a se chamar Vergel, denominação que perdurou até 20 de junho de 1947, quando uma nova lei estadual devolveu ao município seu antigo nome de Bom Jardim.

Já Bom Jardim (MA) tem população de 40.898 habitantes, segundo estimativa do IBGE em 2016. Sua fundação foi no dia 14 de março de 1967.

No princípio, Bom Jardim era pertencente a Monção, onde só vinham caçadores residentes em Águas Boas, que caçavam, pescavam e retornavam. O local, até então, era uma verdadeira floresta, com mata fechada, e a existência de uma rica fauna e flora. A distância de Bom Jardim a São Luís, a capital do estado do Maranhão, é de 275 quilômetros.

Bom Jardim (PE) é um município localizado na mesorregião do Agreste Pernambucano e na microrregião do Médio Capibaribe. O povoado desenvolveu-se no entorno de uma capela em homenagem a Santa Ana. Seus primeiros habitantes foram mercadores de algodão do sertão da Paraíba, com grande movimento de tropeiros que buscavam o algodão bruto em Campina Grande para beneficiá-lo em Recife, a capital.

Sobre o nome Bom Jardim há uma lenda, segundo a qual o primitivo proprietário das terras da região, no início do século XVIII, contratou um capelão para dar assistência religiosa à população local. O capelão foi habitar em uma elevação, em um lugar cheio de árvores frondosas e paus-d’arco, circundado por um riacho. Extasiado com a beleza do lugar, o capelão exclamou: “este sim é um Bom Jardim”. A partir daí, passou-se a chamar Curato de Bom Jardim.

O município de Bom Jardim situa-se no Planalto da Borborema, formado por maciços e outeiros altos. Está localizada em Bom Jardim a maior reserva de granito marrom imperial do mundo.

Bom Jardim da Serra (SC) foi fundado no dia 29 de janeiro de 1967. Sua população, segundo censo do IBGE de 2010, era de 4,4 mil habitantes. A população de Bom Jardim da Serra é das mais variadas origens, das quais predominam os descendentes de portugueses, italianos e espanhóis que se dedicam ao cultivo da maçã e de batatas, e tem na pecuária uma grande força no comércio da região. Durante o inverno, há a possibilidade de neve na região.

Seu território passou a ser colonizado no século XIX. Vieram em excesso os colonizadores de Lages e certas pessoas provenientes do Rio Grande do Sul. Porém, já no século XVIII, em seu deslocamento, os tropeiros passavam pelas suas terras, dirigindo-se ao litoral ou, ao inverso, passavam pelo litoral, dirigindo-se à região do atual município, pelo caminho que Francisco de Souza Faria abriu em 1728, a conhecida Estrada dos Conventos. 

Por aproximadamente um século, o tropeiro teve grande importância na vida do atual município, levando em sua descida ao litoral abaixo, pela extraordinária serra de difícil subida, charque, sebo, courama, e trazendo em seu retorno, tecidos, querosene, sal, armas.







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Febre Amarela: nova ampliação da área de vacinação de bloqueio eleva para 30 o número de municípios com recomendação para imunização no RJ

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Os municípios de Aperibé, Cambuci, Cardoso Moreira, Itaocara, São José de Ubá, Santa Maria Madalena e São Sebastião do Alto, além de parte da cidade de São Fidélis, foram incluídos na área com orientação para vacinação contra febre amarela no estado do RJ. A 3ª etapa da estratégia da Secretaria de Estado de Saúde (SES) será detalhada em resolução a ser publicada no Diário Oficial do Estado do RJ nesta quinta-feira (23/2).  

 

Indicados pela subsecretaria de Vigilância em Saúde com base na avaliação do cenário epidemiológico dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, os municípios terão sua população parcial ou totalmente imunizada, observando as contraindicações da vacina. Mais 150 mil novas doses já foram entregues pelo MS e estão sendo distribuídas, além de outras 150 mil que ainda serão disponibilizadas e entregues às prefeituras destas cidades, para abastecimento de estoques. Somadas às doses já entregues aos municípios que estão em campanha de vacinação preventiva, a nova remessa eleva para 1 milhão de doses de vacina contra febre amarela sendo distribuídas no RJ, tanto para abastecimento em todas as regiões do estado, quanto para as áreas incluídas na região com recomendação temporária para vacina. A estratégia, adotada de forma preventiva pela SES, visa criar uma faixa de bloqueio nas divisas com MG e ES, numa tentativa de impedir a entrada do vírus no território fluminense.

 

- Nossa estratégia de vacinação de bloqueio vem se mostrando eficiente, no sentido de proteger nossa população e tentar impedir a entrada do vírus da febre amarela no território fluminense. Esta é uma medida de prevenção que estamos adotando e, com base na evolução do cenário epidemiológico que estamos observando, é possível que sejam feitos os ajustes, como a inclusão de novos municípios. Estamos atuando em total apoio às prefeituras, orientando diretamente as secretarias de saúde – explica o secretário de Estado de Saúde, Luiz Antonio Teixeira Jr.

 

Todas as recomendações para as campanhas de imunização nas áreas com indicação temporária da vacina foram passadas aos municípios por técnicos da SES, em reunião realizada em Cardoso Moreira na terça-feira (21/2). Com a inclusão de novos municípios com recomendação temporária para vacina contra febre amarela, a região de bloqueio passa a contar com 30 municípios, conforme detalhamento abaixo. 



 

Municípios com (*) têm indicação para vacinar apenas parte da população:

 

 

1ª etapa:

 

1. Bom Jesus do Itabapoana

2. Cantagalo

3. Carmo

4. Comendador Levy Gasparian

5. Itaperuna*

6. Laje do Muriaé

7. Miracema

8. Natividade

9. Paraíba do Sul*

10. Porciúncula

11. Santo Antônio de Pádua

12. São Francisco de Itabapoana*

13. Sapucaia

14. Três Rios*

15. Varre-Sai

16. Campos dos Goytacazes*

 

2ª etapa:

 

17. Itatiaia

18. Quatis

19. Resende*

20. Rio das Flores

21. Valença*

 

3ª etapa:

 

22. Aperibé

23. Cambuci

24. Cardoso Moreira

25. Italva

26. Itaocara

27. Santa Maria Madalena

28. São Fidélis*

29. São José de Ubá

30. São Sebastião do Alto

*Campos dos Goytacazes** (ampliação da área dentro do município)

 

De acordo com o subsecretário de Vigilância em Saúde da SES, Alexandre Chieppe, a prioridade é a imunização da população que vive nas áreas rurais das cidades indicadas. Isso porque, nos estados onde há circulação comprovada do vírus, a doença está sendo transmitida pelo vetor silvestre. Não há qualquer indício de transmissão de febre amarela pelo vetor urbano (Aedes aegypti) - o último caso da forma urbana da doença registrado no Brasil ocorreu nos anos 40.

 

- É importante que os critérios para vacinação sejam observados pelos municípios, principalmente sob o ponto de vista clínico, uma vez que a vacina possui uma série de contraindicações. As campanhas de vacinação já vêm sendo realizadas pelas prefeituras, sob as orientações da SES e do Ministério da Saúde. Também emitimos nota técnica para os 92 municípios com novas orientações para registros de possíveis casos no estado, com o objetivo intensificarmos nossa vigilância epidemiológica – explica Chieppe.

 

Vigilância intensificada – Para tornar o sistema de vigilância mais sensível aos possíveis casos de febre amarela no território fluminense, a subsecretaria de Vigilância em Saúde também orientou os 92 municípios do estado quanto à nova definição para casos suspeitos: as prefeituras devem intensificar a vigilância por meio da notificação de todo evento suspeito, visando a detecção precoce e resposta coordenada dos serviços de saúde pública aos possíveis casos. Para tornar o sistema de vigilância epidemiológica mais sensível, devem ser notificados para fins de investigação os casos de indivíduos com febre com até sete dias de duração, acompanhada de dois ou mais dos seguintes sinais e sintomas: cefaleia, mialgia, artralgia, vômitos, icterícia e manifestações hemorrágicas, residente ou procedente nos últimos 15 dias de áreas de transmissão de febre amarela.

 

>> Esclareça suas dúvidas:

 

• Quem são os moradores do estado do Rio de Janeiro que devem se vacinar?

 

A Secretaria de Estado de Saúde elencou 30 municípios que compõem a região de bloqueio, com base na avaliação do cenário epidemiológico dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, com o objetivo de tentar impedir a entrada do vírus no território fluminense. A vacinação de bloqueio, que consiste em imunizar os habitantes – total ou parcialmente – das cidades indicadas, é uma estratégia da SES que está sendo adotada como medida preventiva. Dos 30 municípios com recomendação temporária de vacina, 7 (sete) estão sendo orientados a imunizar uma parcela da população, tendo como prioridade os moradores das regiões rurais. Já nas outras 20 cidades, o público alvo da campanha deve compreender habitantes com idades a partir de 9 meses aos 60 anos, observando as contraindicações da vacina.

 

• Quando essas pessoas que vivem nestes municípios devem procurar os postos de saúde?

 

A campanha de vacinação de bloqueio será realizada pelas secretarias municipais de saúde, com apoio técnico da Secretaria de Estado de Saúde. A recomendação da Subsecretaria de Vigilância em Saúde do Estado é para que a vacinação seja realizada em até seis etapas, dividindo a população por faixas etárias: (de 9 meses a 9 anos e 11 meses; 10 anos a 19 anos e 11 meses, 20 a 29 anos e 11 meses, 30 a 39 anos e 11 meses, 40 a 59 anos e 11 meses). As campanhas tiveram início em 28 de janeiro e devem ser concluídas em março. Cada secretaria municipal de saúde deverá definir seu calendário de acordo com sua capacidade operacional e de armazenamento dos imunobiológicos.

 

• Em que situação as pessoas que não moram nas regiões indicadas para a vacinação de bloqueio devem se vacinar?

 

Devem buscar os postos de saúde para a vacina as pessoas que estiverem com viagens programadas para áreas do país com recomendação de vacinação, conforme as orientações do Ministério da Saúde, que disponibiliza as informações no site. Vale reforçar que é preciso tomar a vacina com pelo menos dez dias de antecedência. Não há qualquer recomendação para vacinação no restante do Estado do RJ, até o momento, uma vez que não há evidências de circulação do vírus que transmite a febre amarela no estado – nem em humanos, nem em animais.

 

• Quem não deve se vacinar?

 

As recomendações referentes às contraindicações específicas para esta vacinação de bloqueio estão sendo passadas pela SES aos municípios, não devendo afetar as orientações do Ministério da Saúde para as demais regiões. Para a ação de bloqueio que está sendo implementada pela SES, são contraindicações: gestantes, mulheres que estejam amamentando, pessoas com alergia a algum componente da vacina e alergia a ovos e derivados; pessoas com doença febril aguda, com comprometimento do estado geral de saúde; ou ainda pacientes com doenças que causam alterações no sistema de defesa (nascidas com a pessoa ou adquiridas), assim como terapias imunossupressoras - quimioterapia e doses elevadas de corticosteroides, por exemplo; indivíduos portadores de Lúpus Eritematoso Sistêmico ou com outras doenças autoimunes; pacientes que tenham apresentado doenças neurológicas de natureza desmielinizante (Síndrome de Guillain Barrè, ELA, entre outras) no período de seis semanas após a aplicação de dose anterior da vacina; pacientes transplantados de medula óssea; pacientes com histórico de doença do Timo; pacientes portadores de HIV; crianças menores de seis meses de idade; crianças menores de dois anos de idade que não tenham sido vacinadas contra febre amarela não devem receber as vacinas tríplice viral ou tetra viral junto com a vacina contra FA. O intervalo entre as vacinas deve ser de 30 dias. Nesta campanha de bloqueio, não serão vacinados bebês com idades abaixo de 9 meses.

 

• Qual é a orientação para quem já tomou a vacina?

 

A vacina garante a imunidade por dez anos, quando é preciso tomar uma nova dose. Após a segunda vacina, não há mais necessidade de uma nova dose. Novamente, é importante deixar claro que mesmo para a segunda dose, a recomendação é para que as pessoas que vivem em áreas com indicação da vacina não deixem de se imunizar. Para as demais regiões, prevalece a orientação de vacinar em caso de viagem programada para áreas de risco.

 

• Qual é a orientação para quem perdeu o cartão de vacinação e não tem conhecimento da própria situação vacinal?

 

A recomendação é para que a pessoa procure o serviço de saúde que costuma frequentar para tentar resgatar seu histórico. Caso isso não seja possível, a pessoa deve iniciar o esquema vacinal normalmente. Para as pessoas com idades a partir de 5 anos que nunca foram vacinadas devem receber a primeira dose e um reforço, dez anos depois, sendo esta recomendação válida apenas para os habitantes que vivem em áreas com recomendação da vacina, presentes no calendário vacinal nacional do Ministério da Saúde.

 

• No caso das crianças que precisam se vacinar, quais são os riscos de receber a vacina contra a febre amarela junto com outras vacinas?

 

A vacina de febre amarela não deve ser aplicada ao mesmo tempo em que as vacinas tríplice viral (contra sarampo, rubéola e caxumba) ou tetra viral (contra sarampo, rubéola, caxumba e varicela). Se a criança tiver alguma dose do Calendário vacina em atraso, ela pode tomar junto com a de febre amarela, com estas exceções citadas – tríplice e tetra viral. Já as crianças que não receberam nenhuma destas três vacinas e forem atualizar sua situação vacinal, a recomendação é para que elas recebam a primeira dose contra febre amarela e posteriormente, com intervalo de pelo menos 30 dias, deve ser agendada a vacinação com tríplice viral ou tetra viral.

 

• Qual a probabilidade da entrada do vírus da febre amarela no estado do Rio de Janeiro?

 

Com base em avaliações dos cenários epidemiológicos, é possível afirmar que é pouco provável a entrada do vírus no território fluminense. A imunização da população que vive nas divisas com MG e ES é uma medida preventiva, uma vez que tais estados estão registrando casos da forma silvestre da doença. Com a vacinação de bloqueio, espera-se garantir a criação de um cinturão para tentar evitar a entrada do vírus em nosso território. No estado do Rio de Janeiro, não há registros de casos autóctones (transmitidos dentro do estado) nas últimas décadas. Portanto, o RJ não configura uma região endêmica para febre amarela.

 

• O que é febre amarela?

 

Há dois tipos de febre amarela – silvestre e urbana. As duas são causadas pelo mesmo vírus, mas se diferem pelo vetor de transmissão. A urbana é transmitida pelo Aedes aegypti e, de acordo com o Ministério da Saúde, desde os anos 40, o Brasil não registra casos deste tipo da doença. Já a silvestre é transmitida pelos mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabeths, insetos de hábitos estritamente silvestres. A febre amarela silvestre é endêmica em algumas regiões do país, principalmente na região amazônica. Os sinais e sintomas mais comuns da doença são: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos que duram, em média, três dias. Nas formas mais graves da doença, podem ocorrer icterícia (olhos e pele amarelados), insuficiências hepática e renal, manifestações hemorrágicas e cansaço intenso. Trata-se de uma doença infecciosa febril aguda, transmitida exclusivamente pela picada de mosquitos infectados.

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Bloco faz cordão de Carnaval com 99 mil lacres de latinhas e bate recorde

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O bloco da Jurema, de Nova Friburgo (RJ) entra para o RankBrasil em 2017 pelo recorde de Maior cordão de Carnaval feito com lacres de latinhas. Os foliões do grupo prepararam um objeto gigante de 110 metros contendo 99 mil anilhas.

De acordo com o presidente do bloco, Marcio Antonio de Carvalho Assis, a ideia de fazer um cordão de Carnaval surgiu durante duas missões de Força de Paz da ONU, que ele participou no Haiti junto ao Corpo de Fuzileiros Navais. “Começamos a juntar os lacres nos cadarços das botas. Cada anilha de refrigerante representava uma missão realizada no país, por exemplo, a reforma de uma escola”, explica.

 Marcio comenta que foi preciso aproximadamente um ano para juntar todos os lacres e a confecção do objeto gigante demorou cerca de seis meses, com três pessoas diretamente envolvidas no trabalho. A produção do cordão também exigiu 110 metros de cabo de aço fino e 20 metros de corda para as alças que seguram o cabo.

 O cordão será um diferencial do bloco para o Carnaval de 2017. “A cada desfile fazemos novas amizades, que ajudam a gente a sustentar este objeto sem que se encoste ao chão. Isso faz involuntariamente um trabalho de equipe”, destaca.  Depois da folia, os lacres serão trocados por uma cadeira de rodas, para doação a uma entidade filantrópica da cidade. 

 O presidente diz ainda que o recorde brasileiro é motivo de orgulho e satisfação por despertar nas pessoas a união de juntar os lacres, ajudando ao próximo, além do bloco agora fazer parte de uma instituição séria e transparente como o RankBrasil.

Bloco da Jurema

Criado em julho de 2015, aproximadamente 800 pessoas desfilam no bloco durante o Carnaval. Conforme Marcio, em 2016 o grupo fez seu samba cantando a origem da Jurema e este ano a mensagem que pretende levar é sobre os menores abandonados.


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Morre a trovadora Ruth Farah, homenageada no Carnaval de Cantagalo

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A poetisa e trovadora cantagalense Ruth Farah Nacif Lutterback faleceu na noite de terça-feira, 21 de fevereiro, no Hospital da Unimed, em Nova Friburgo. Ela ultimamente estava em tratamento médico e não aguentou as consequências da idade.
Dona Ruth era muito querida na cidade de Cantagalo e até na região, pois sua militância na área poética era muito grande. Ela liderava o grupo de trovadores, inclusive junto à União Brasileira dos Trovadores (UBT), e realizou vários eventos na cidade, reunindo trovadores de várias regiões do país.
Recentemente, ele obteve uma homenagem interessante. O prédio que foi construído na entrada da cidade, próximo ao bairro Felipe João, em Cantagalo, recebeu o nome de Edifício Ruth Farah.
Este ano, o Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos de Cantagalo (Gresuc), a Vermelha e Branca, terá um enredo em sua homenagem, que, infelizmente, ela não poderá acompanhar, como era previsto, pois sempre fazia questão de desfilar na escola de samba.


Um adeus à trovadora

No teatro da vida, quando as cortinas se abrem, temos que representar bem o nosso papel.
Dona Ruth Farah é a estrela maior nesta peça. Mãe, avó, companheira, amiga leal. Sinônimo de alegria para todos os que puderam ter o privilégio de conhecê-la, estar com ela.
Trovadora, poetisa, escritora e uma carnavalesca primorosa, nossa musa representou sempre o papel principal. Foi protagonista de muitas, muitas histórias, todas com sucesso absoluto.
Representou, sempre com competência e talento, todos os papéis da vida, que lhe eram designados.
 Hoje, nossa cidade amanheceu triste, pois recebemos a notícia de que Deus veio contratá-la para um importante papel no céu.
Estamos chorando de saudades, nossa doce e amada Dona Ruth.
A cortina do teatro da terra fechou-se, pois, com o seu resgate, a senhora foi protagonizar importantes papéis no teatro de Deus.
Estrela magnânime, esplendorosa, reluzente, que sempre foi e será a protagonista.
Dona Ruth Farah, sucesso aí, neste teatro. As cortinas se abriram. Comece uma nova e eterna apresentação.
Um dia, estaremos sentados aí, assistindo e aplaudindo o seu sucesso.
Até um dia!

Isanete de Souza Figueiredo





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Cada escola de samba em Duas Barras recebe R$ 20 mil da Prefeitura

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De acordo com a lei votada pela Câmara Municipal, o Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos de Monnerat, a GRESUM, deverá receber a quantia de R$ 20.000,00 (vinte mil reais) para promover a participação no carnaval de Monnerat (2º Distrito).

A mesma quantia, R$ 20.000,00 (vinte mil reais), deverá ser repassada a Escola de Samba Unidos do Morro, ESUM, por sua participação no carnaval de Duas Barras (1º Distrito).

E, por fim, a Liga Bibarrense de Blocos Carnavalescos de Duas Barras, aguarda receber a quantia de R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais) para repassar aos Blocos de Embalo de Duas Barras e Monnerat, que estão vinculados a entidade e participarão do carnaval em 2017.

Após a aprovação na Câmara Municipal, os vereadores Fred, Diego Ornellas e Dannielzinho, solicitaram ao Executivo que busque uma melhora nos recursos para o próximo ano, alertando que esta cada vez mais inviável manter blocos e escolas no município, por conta dos altos custos envolvidos.

O presidente da Casa, o vereador Bebeto, lembrou que a Câmara fez a sua parte e agora cabe ao Executivo a liberação dos recursos. 


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Cordeiro poderá ganhar unidade da Universidade Castelo Branco

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Em sete dias, o prefeito de Cordeiro, Luciano Batatinha, e a vice-prefeita, Maria Helena, conseguiram avanços expressivos para a implantação de cursos universitários no município. Após visitarem a reitoria da Universidade Castelo Branco (UCB) na semana anterior, no dia 14 de fevereiro, os diretores da instituição retribuíram a visita, quando estiveram em Cordeiro para uma reunião no Centro de Inclusão Digital Dilta Feijó, no Centro da cidade.

Ao abrir o encontro, o prefeito confidenciou sua felicidade com a possibilidade real de parceria com uma universidade respeitável e disposta a atender o município, principalmente pela ausência de cursos em termos regionais. “Será a realização de um sonho para a nossa cidade. Porém, é preciso cautela por ser um assunto que exige seriedade e transparência em todos os trâmites. Uma comissão irá estudar a melhor forma de receber a faculdade, que, além de qualificar nossos jovens, aumentará o fluxo de pessoas na cidade e aquecerá substancialmente nossa economia”, relatou o prefeito.

Em nome da UCB, o professor Armando Leite, diretor de superintendência, destacou a expansão da universidade para o interior. Após estudos sobre infraestrutura, na visão da Castelo Branco, Cordeiro é propício para abrigar cursos de veterinária e das áreas de saúde. Para isso, serão iniciadas as tratativas com a Administração Municipal no intuito de percorrer os caminhos legais para que a UCB se estabeleça no município.

Ponderando os reflexos da crise, Armando Leite afirmou que os empregos são mais difíceis e demorados para quem não possui qualificação acadêmica. “Essa preocupação vem ao encontro das metas da Universidade Castelo Branco. Queremos manter essa proximidade com o interior e contribuir para aumentar essa qualificação. Com as mudanças no Ministério da Educação, será mais rápido o processo de estruturação da faculdade em Cordeiro”, garantiu, acrescentando ter aprovado a receptividade e possibilidade de contribuir, através do conhecimento, com o crescimento da cidade.

Interagindo com dirigentes da universidade, diretoras e professoras demonstraram adesão à proposta de Batatinha de implantar cursos superiores na cidade. Com opiniões similares, elas reconhecem as dificuldades inerentes à carência de cursos na região, dizendo que distância, altos custos com moradia e outras questões sociais acabam desmotivando jovens e pais. “A possibilidade de criação desses cursos será um estímulo sem precedentes”, declarou uma diretora e mãe de universitário.

O pró-reitor de Desenvolvimento Institucional da UCB, Telson Pires, acredita que, além dos cursos, a universidade em Cordeiro significaria também o desenvolvimento de um trabalho de assessoria em diversas áreas para a Prefeitura. Haveria também a possibilidade de captação de recursos com os governos federal e estadual para investir em projetos de ensino continuado e sem custos para o município.

Novo encontro será agendado para a assinatura de um protocolo de intenções na tentativa de acertar a parceria.
Participaram da reunião secretários municipais, o líder do Governo na Câmara Municipal, Robson Careca, e os vereadores Marcelo Duarte, Furtuoso Lopes, Beth do Postinho, Jussara Barrada e Thiago Macedo.




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Friburguenses e suíços começam a preparar os festejos do bicentenário de Nova Friburgo

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O prefeito de Nova Friburgo, Renato Bravo, recebeu em seu gabinete, o cônsul da Suíça no Rio de Janeiro, Jeancarlo Fenini, que estava acompanhado do cônsul adjunto, Christoph Vautheler, e do presidente da colônia suíça em Nova Friburgo, Geraldo Thurler. O prefeito ausentou-se devido a outro compromisso agendado e a reunião foi conduzida pelo secretário de Governo Bruno Villas Bôas. Participaram também do encontro os secretários de Cultura, Marcos Marins; de Turismo, Wilton Neves; de Agricultura, Alexandre Teixeira; do Escritório de Gerenciamento de Convênios e Projetos (EGCP), André Gomes; e o ouvidor Girlan Guilland.

Durante a reunião foi exibido vídeo com algumas propostas do projeto comemorativo dos 200 anos de Nova Friburgo em 2018, apresentadas pelo secretário de Governo:

Agricultura – produção de morangos, com mercado em expansão; Nova Friburgo é a segunda maior produtora de flores de corte do país; incentivo à agricultura orgânica e recuperação da Mata Atlântica no município;
Cultura – criação dos museus do trem, arte sacra e dos colonizadores; polo de produções audiovisuais, mostra de cinema, exposição de fotografias de acervo histórico, concurso de redação, formação de multiplicadores do conhecimento da história e concurso para escolha da marca dos 200 anos;
Educação – polo universitário, com incentivo ao intercâmbio para troca de experiência e conhecimento, construção de escolas, programa comunitário “Meu Bairro + 200”, Fundação Dom João VI – pesquisa, acervo e estudos históricos; e preservação do folclore e tradições culturais;
Meio Ambiente – plantio de 200 mil mudas de árvores nativas em áreas degradadas e revitalização do Centro de Educação Ambiental (CEA);
Turismo – reestruturação dos parques Cão Sentado e Juarez Frotté, incentivo ao turismo rural e criação do museu das águas;
Negócios – revitalização do condomínio industrial e incentivo aos polos cervejeiro artesanal, de moda íntima, metalmecânico e de flores.

Durante o encontro foram comentadas outras propostas, como o marco monumental do evento, em homenagem aos homens e mulheres que deram origem à cidade de Nova Friburgo, e o relógio com contagem regressiva para o bicentenário. Todo o projeto terá maior dedicação após o carnaval

O cônsul da Suíça também expôs algumas propostas de sua parte, como a troca de informações, entrosamento com a Associação Fribourg – Nova Friburgo, a fim de consolidar as relações entre Nova Friburgo e a Suíça; envolvimento de fundações e instituições; cooperação com a Escola Superior de Gastronomia e Casa da Suíça, produção de vídeos, parcerias acadêmicas e profissionais, de ciência e tecnologia e de economia e negócios, de turismo e de comunicação; colaboração entre as mídias friburguenses e suíças, cinema e concurso de filmes sobre a imigração.

Jeancarlo Fenini falou também de agricultura, com propostas de estudo de questões agrícolas e de reflorestamento; ajuda humanitária e social e Cruz Vermelha. Outros temas propostos pelo cônsul foram elaboração de documentários, realização de festivais e mostras culturais, além de apresentações de grupos folclóricos.

O cônsul da Suíça e os secretários ainda falaram de outros aspectos do plano de encontros e preparação do programa comemorativo do bicentenário de Nova Friburgo. “Eu acredito que podemos fazer um bom trabalho juntos”, disse Jeancarlo Fenini a Bruno Villas Bôas.

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