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Presidente é reeleito na Cooperativa de Itaocara

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A maior indústria do município de Itaocara, a Cooperativa Agropecuária de Itaocara Ltda (Capil), terá como presidente nos próximos dois anos Paulo César Alves, que foi reeleito. A eleição ocorreu no dia 28 de março, no Clube União Esportiva Itaocarense.

O pecuarista Paulo César liderou a Chapa 1 junto com Aquiles Goulart, diretor Comercial, e Carlos Eduardo Lanes, diretor Financeiro.
A Chapa 1, liderada por Paulo César, conquistou 372 votos de um total de 676, sendo 74 votos de vantagem sobre a Chapa 2. Votos brancos e nulos somaram seis votos.

A Chapa 2 era composta por Cipriano Bairral, presidente, Danilo Araújo, diretor Financeiro, e Arildo Pré, diretor Comercial.
Com o anúncio dos resultados, os cooperados e amigos da Chapa 1 vibraram com a vitória. O prefeito Manoel Faria, que fazia parte da diretoria na gestão anterior, acompanhou a apuração no clube e comemorou junto com Paulo César.



A Capil é, hoje, a maior indústria de Itaocara e uma das maiores cooperativas de leite do interior fluminense, produzindo cerca de 70 mil litros de leite por dia e atendendo a produtores rurais não só do município de Itaocara, mas, também, de São Fidélis, Aperibé, Santo Antônio de Pádua, Cambuci, São Sebastião do Alto e Cantagalo.
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IV Exposição Especializada do Mangalarga Marchador

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 Cordeiro já entrou definitivamente no clima dos eventos rurais. Após um final de semana intenso com a 7ª Etapa do ‘Caminhos do Marchador’, reunindo proprietários rurais de diversas regiões do país, esta semana será a vez do Parque de Exposições Raul Veiga abrigar a IV Exposição Especializada do Cavalo Mangalarga Marchador, que será realizada entre os dias 5 e 8 de abril, de quarta-feira a sábado.

            Na segunda-feira, 3, o prefeito Luciano Batatinha, em companhia do chefe de Gabinete, Fabrício Barros, e do secretário de Governo, Márcio Leal, recebeu em seu gabinete, na Prefeitura de Cordeiro, a visita de Thiago Rozales, integrante do Conselho Deliberativo do Núcleo Serrano dos Criadores de Cavalo Mangalarga Marchador, e do gerente do Haras Santa Clara, Juninho Montechiari.

Mais uma vez sem ônus para a municipalidade, a exposição, que será voltada aos criadores, amantes e simpatizantes do cavalo Mangalarga Marchador, deverá, segundo estimativas dos organizadores do evento, integrantes da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM), reunir aproximadamente 200 animais de diversos municípios da região circunvizinha, o que promete comprovar a força da raça em termos regionais. Os julgamentos de andamento e morfologia ficarão sob responsabilidade de profissionais especializados, todos árbitros experientes e com regulamentação na ABCCMM.

 A IV Exposição Especializada do Mangalarga Marchador terá entrada franca e são aguardados visitantes de todas as regiões fluminenses nos quatro dias de provas, exposições e julgamentos.

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Eventos movimentam Parque Raul Veiga

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        Abrindo a temporada de grandes eventos rurais em Cordeiro, a 7ª Etapa do ‘Caminhos do Marchador’, idealizado e organizado pelo Núcleo Serrano dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador, que teve a coordenação de Gabriel Moraes, fez com que o povo cordeirense começasse a respirar os ares de sua maior festa: a Exposição Agropecuária, que esse ano acontecerá entre os dias 15 e 23 de julho.

Sem ônus para a Prefeitura de Cordeiro, mas com total apoio das secretarias de Agricultura e de Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico em sua infraestrutura, o ‘Caminhos do Marchador’ foi considerado um sucesso pelos titulares das mencionadas pastas, Márcio Sauerbronn e Marcelo Pinheiro, respectivamente, que prestigiaram, juntamente com os proprietários dos animais, oriundos de diversos estados brasileiros, a solenidade de abertura, realizada na sexta, 31 de março, quando também houve sorteio de brindes entre os participantes.

Recebidos pelos profissionais do Núcleo de Defesa Sanitária Animal da EMATER/RJ, que conferiram todos os atestados de sanidade equina, como forma de assegurar a saúde e integridade dos animais participantes, os cavalos foram as verdadeiras estrelas da 7ª Etapa do ‘Caminhos do Marchador’, participando de cavalgadas e provas de marcha nos três dias do evento, que atraiu um público considerável à Pista de Hipismo Rural do Parque de Exposições Raul Veiga. 

Como não poderia deixar de ser, também não faltaram os tradicionais shows musicais – que fizeram a festa do grande público com apresentações de músicas nos estilos sertanejo e forró, bem no clima do evento, com a presença dos artistas Gabryel Storck, Sandro Marques e Raça Mineira, que literalmente sacudiram a massa – e a Feira de Artesanato, sob os cuidados da Secretaria de Cultura local, outra parceira pontual da festa, que ainda aproveitou a ocasião para novamente promover o cadastramento de artistas do município interessados em participar de seus eventos ao longo do ano.


A Cavalgada Ecológica do domingo antecedeu à cerimônia de encerramento, quando foram entregues as medalhas aos vencedores em suas respectivas categorias. Os organizadores aproveitaram para reforçar a calorosa receptividade dos cordeirenses e agradecer ao prefeito Luciano Batatinha e à vice-prefeita Maria Helena, que prestigiaram a festa na noite de sexta-feira e fizeram questão de destacar a qualidade dos animais, o profissionalismo dos criadores e a programação diversificada em suas partes técnica e festiva. “Isso comprova que temos vocação para festividades do setor rural, como é o caso de nossa maior festa, a Expo-Cordeiro”, disse Luciano Batatinha.


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Feira da Promoção terá novamente o Salão Noivas & Festas

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A 17ª edição da Feira da Promoção de Nova Friburgo (Fepro) será realizada de 5 a 9 de abril, das 13h às 22h, no Nova Friburgo Country Clube, ocasião em que também estará acontecendo, pelo terceiro ano consecutivo, o Salão Noivas & Festas, eventos estes realizados pela empresa Teia de Eventos.

Em tempos de vacas magras, o consumidor procura ainda mais descontos, novidades, promoções e bom atendimento. E se, além disso tudo, ainda estiver em um ambiente agradável e com possibilidades de lazer, com boa comida e música, as compras ficam ainda melhores.

A maior feira do gênero da região tem como objetivo fazer com que os expositores ofereçam seus estoques que estão parados nas lojas com preços mais competitivos e atraentes para os friburguenses, visitantes de cidades vizinhas ou até mesmo turistas.

No minishopping, com cerca de 100 estandes e praça de alimentação, poderão ser encontrados móveis, utilidades do lar, moda feminina, masculina e infantil, calçados, artigos de beleza, decoração, acessórios e até serviços, todos de comerciantes friburguenses, além, é claro, de uma programação cultural e infraestrutura para oferecer conforto e segurança, como banheiros, placas de sinalização, rampas de acesso e equipe médica à disposição durante todo o horário de funcionamento da feira.

Os organizadores acreditam que passem pelo local cerca de 40 mil pessoas, considerando o público que esteve nos cinco dias do evento em 2016. “A fase econômica em que o país está cria ainda mais oportunidades, tanto para os expositores quanto para os consumidores, que encontrarão produtos com descontos ainda maiores e até possibilidades diferenciadas de pagamento”, destaca Edson Almeida, da Teia de Eventos, empresa realizadora e organizadora.

Novidades e tendências para quem está pensando em dar uma festa serão encontradas no Salão Noivas & Festas, que acontecerá no espaço social do Nova Friburgo Country Clube, de 5 a 9 de abril, das 13h às 22h. Em um único espaço, com 30 expositores, todas as soluções serão apresentadas pelos melhores profissionais da cidade, que estarão posicionados em lounges decorados com muito bom gosto.

Pelo terceiro ano consecutivo, o evento encantará até aqueles que não estão pensando em comemorar alguma data especial, como casamento, formatura, aniversário de 15 anos, bodas ou qualquer outro. Mas que, a partir de então, quem sabe não começarão a pensar em realizar sonhos, talvez adormecidos por circunstâncias da vida, mas que ainda vale a pena comemorar?

A Fepro 2017 conta com diversos patrocinadores, parceiros e apoiadores, como: Acianf, Facerj, Sebrae, Frionline, Prefeitura, Nova Friburgo Convention & Visitors Bureau, Nova Friburgo Country Clube, entre outros, que reconhecem no evento a importância de alavancar a economia local. O salão é organizado pela Teia de Eventos, empresa com 16 anos no mercado e que está presente com eventos e outras ações em aproximadamente 15 municípios do estado.


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Escola de Trajano realiza ‘Bate-papo com o Autor’

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Visando aproximar alunos e escritores, a Escola Municipalizada Maria Mendonça, no quarto distrito de Trajano de Moraes, iniciou o seu projeto ‘Bate-papo com o Autor’ de 2017, levando para a escola os escritores que se destacam por seus trabalhos na região.

No dia 24 de março (sexta-feira), o professor Nilton Riguetti, diretor da escola, e seus alunos receberam o poeta Carlos Henrique Muniz de Castro, vencedor de vários prêmios em concursos de poesias e de trovas em várias partes do estado do Rio de Janeiro, assim como fora do estado. Carlos Henrique falou de suas obras, leu poemas, interagiu com os alunos e ainda apresentou mais uma de suas artes: a pintura em tela.

Os quadros do poeta são obras de qualidade e revelam a capacidade do autor. Os estudantes tiveram a oportunidade de perguntar sobre a vida e sobre a capacidade do autor em produzir textos premiados.

Para o professor Riguetti, esse momento, existente há anos na escola, é importante “para que os alunos tenham a oportunidade de conhecer os escritores e visualizar a possibilidade de seguirem esse caminho, sobretudo aqueles que tenham essa habilidade de escrever”.

Já no dia 31 de março, também uma sexta-feira, foi a vez do escritor e historiador Marcelo Abreu Gomes visitar a escola.

O professor falou sobre suas obras, demonstrou, através de fotos, uma parte do seu grande trabalho de pesquisa e apresentou aos alunos seu conhecimento sobre a questão escravocrata em toda a região, sobretudo nas cidades de Conceição de Macabu, Macaé, Campos dos Goytacazes e Trajano de Moraes.

A população também teve a oportunidade de assistir a apresentação e saiu satisfeita com o que viu e ouviu.

– Esse momento precisa ser repetido em nossa escola para que mais pessoas tenham a oportunidade de conhecer um pouco mais da história da região – afirmou o professor Nilton Riguetti, que pretende levar o escritor mais vezes à escola, assim como implantar outros projetos na unidade de ensino local.




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Morador de Boa Sorte garante cura de doenças com raízes de ervas

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Cyrineo Matias Rodrigues nasceu no dia 6 de janeiro de 1940, na Fazenda de Jacutinga, em  Boa Sorte, quinto distrito de Cantagalo, e, com seus 10 anos, foi morar em Itaoca. Raizeiro da floresta são algumas das denominações dadas ao  raizeiro Cyrineo, como é  conhecido em Boa Sorte e região.

Aos 16 anos,  Cyrineo  já ia  no mato com sua avó apanhar as  raízes: cascas de árvores e ervas. Com o passar dos anos, sua avó, já com a idade avançada, mandava o seu neto Cyrineo apanhar as milagrosas ervas.

Cyrineo obedecendo sua avó,  pegava o  facão e o enxadão e já ia para o mato pegar o que ela havia pedido. Com isso, foi aprendendo com pessoas da época os nomes e para que servia cada uma das ervas, raízes e cascas de árvores para preparo de algumas “garrafadas”.

De acordo com  Cyrineo, sua avó  tratava os filhos, netos e amigos  com receitas naturais, herdadas de seus antecedentes. “Minha avó curava várias doenças comuns  com seus remédios.  Através dela, me interessei pelas plantas. A medicina dela funcionou, viveu até os 98 anos”, conta Cyrineo.

São mais de 200 tipos de ervas e raízes de árvores, indicados para quase todos os males. Entre os compostos mais receitados pelo raizeiro estão a garrafada para os homens mais velhos  (aquele para cobra sem veneno). “A partir daí, comecei  a receber encomendas dos amigo. Tenho muitos clientes fiéis há mais de 40 anos. Em minha casa, é um entra a sai constante, demonstrando a credibilidade,  mesmo com a desconfiança de alguns. Mas é possível encontrar testemunhas de curas pelas ervas que receito”, garantiu.

Cyrineo conta que tratou  muito de João Carlos Burguês de Abreu, quando ele era secretario da Agricultura, e de sua esposa, Dona Ivone. E até do então governador do estado.




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"Hoje, em Cordeiro, infelizmente, não temos regras inteligentes, atualizadas e específicas para esse controle organizado de crescimento urbano".

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O empresário Vinício Salles Monnerat, que é formado em arquitetura e urbanismo e é proprietário da Marvin Arquitetura e Engenharia, concedeu, com exclusividade, uma entrevista ao JORNAL DA REGIÃO analisando a situação do urbanismo na cidade de Cordeiro. Ele defende várias ações do Poder Público para estabelecer um novo plano diretor para o município. Vinício esteve recentemente um encontro com as autoridades municipais discutindo o assunto.

JORNAL DA REGIÃO (JR) – Um pequeno perfil seu: formação, idade, onde nasceu e estudou.
Vinício Monnerat (VM) – Me formei em arquitetura e urbanismo há 25 anos, tempo que coincide com a idade da Marvin Arquitetura e Engenharia. Atuamos na área de arquitetura residencial, comercial e industrial, planejamento de interiores, consultoria de negócios imobiliários, gerenciamento de obras e planejamentos urbanos.
 
JR – Quando surgiu a empresa Marvin e quais foram os primeiros trabalhos? Atualmente, a Marvin Arquitetura e Engenharia atua em outros municípios? Quais?
VM – Eu e meu então sócio, engenheiro Márcio Balbo Monnerat, iniciamos as atividades informalmente no segundo semestre do ano de 1992. No ano seguinte, formalizamos a empresa.  Atuávamos de forma restrita com elaboração de projetos para obras de pequenos portes, planejamento de interiores e acompanhamento de obras apenas nas cidades de Cordeiro e vizinhas mais próximas. Hoje, além de expandir nossas atividades, atuamos também em várias cidades, inclusive de outros estados.
 
JR – A crise que vem passando o país não tem prejudicado o setor habitacional?
VM – De uma maneira geral, a grande maioria dos setores de produção de bens e serviços está sendo abalada neste momento econômico que o país vive,  e não está sendo diferente na construção civil. Mas é uma ocasião em que os profissionais do setor devem se adaptar à nova realidade, atuando ainda com mais dedicação e criatividade. No caso da construção civil, muitas coisas estão sendo reavaliadas. Os projetos deverão acompanhar as novidades e tendências que não são exclusivamente ditadas pela crise econômica, mas, também, pela harmonização com o meio ambiente e as profissionalizações setoriais. Acredito que sairemos dessa “tempestade” fortalecidos, o que vai favorecer diretamente os clientes, empreendedores e os trabalhadores da construção civil.   
 
JR – Nos últimos anos, temos percebido a construção de muitos prédios nas cidades do interior, principalmente em Cordeiro. Qual sua avaliação sobre isso? 
VM – A preferência por morar em condomínios acontece por motivos de segurança, conforto, praticidade e baixo custo de manutenção em relação a se morar em casa. E, além disso, o fato de estar localizado no Centro “perto de tudo”, perto das lojas, mercados, bancos e padarias. Não precisar de carro, pois as vagas são cada vez mais disputadas, gera uma preferência do morador, tanto da pequena, média como da terceira idade. Acho, contudo, que o empreendedor deve investir em qualidade de vida para o consumidor direto dessas unidades, como também no bem público que vai ser condicionado à população. O planejamento de automatização reflete em baixo custo das taxas de condomínio, segurança e praticidade aos condôminos. E, por fim, alguns critérios como a harmonização com o entorno, acessibilidade e sustentabilidade devem ser considerados na elaboração do projeto com prioridades.

JR – O mercado não ficará saturado, já que a população não tem aumentado muito nos últimos 20 anos? Os futuros proprietários não correm o risco de ficar com imóveis fechados?
VM – A demanda está sendo saturada provisoriamente com as unidades que estão entrando no mercado, mas a opção de pessoas de outras cidades a vir morar e/ou construir empresas em Cordeiro tem sido crescente e, assim, a procura por residências e pontos comerciais tenderá a alimentar a cadeia local da construção civil. E, hoje, em Cordeiro, temos ofertas de unidades residenciais que vem atendendo a população nos diferentes níveis socioeconômicos.
 
JR – De acordo com essa preferência da população, citada acima, por unidades no Centro da cidade, o controle de gabarito e ocupação de terreno estaria de acordo e seria o ideal para o crescimento organizado do município?
VM – Essa é uma questão importantíssima. Hoje, em Cordeiro, infelizmente, não temos regras inteligentes, atualizadas e específicas para esse controle organizado de crescimento urbano. O plano diretor existente não foi elaborado democraticamente e conforme deveria ser, contando com as participações dos três poderes municipais, instituições, entidades organizadas da sociedade e membros das associações de moradores, então não contribui como parâmetro para organizar o crescimento urbano. 
Precisamos de uma revisão na lei de uso e ocupação do solo com urgência, pois o que acontece na nossa cidade é que muitas obras estão sendo construídas de forma clandestina por falta de fiscalização ao projeto aprovado e muitas até mesmo sem o projeto aprovado. Além disso, o limite de gabarito deve ser diminuído e especificado por setor. O mais racional seria a criação de zoneamentos na malha urbana do município e tratar cada setor desses com particularidade, levando em considerações condições geográficas, larguras de vias, tendências de uso (comerciais, residenciais, mistas, industriais corporativas), por exemplo. Assim seria possível planejar o desenvolvimento socioeconômicos da cidade, distinguindo cada região e considerando os gabaritos, taxas de ocupação, separadamente.
 
JR – Percebemos muitas obras de reparos das redes de águas pluviais e esgotos com certa frequência em Cordeiro. A estrutura existente de saneamento na cidade comporta essas novas construções?
VM – Essas obras de reparos pontuais sinalizam um problema grave na redes subterrâneas de águas pluviais e esgoto.
A partir do momento em que a Prefeitura aprova o projeto de uma edificação, ela dá autorização para a construção e lançamento de esgotos sanitários e águas pluviais na sua rede, desta forma se comprometendo com os cuidados desses resíduos a partir do recebimento nessas tubulações. Contudo, essas tubulações não estão mais suportando a demanda e, assim, devemos temer que a cidade entre num colapso num curto espaço de tempo se as redes de águas pluviais e esgoto sanitário não forem reformadas e redimensionadas. Estamos de frente com um risco iminente de saturação dessas instalações atuais, que já apresentam problemas pontuais e ficarão obsoletas se e o ritmo das construções na área concentrada no bairro do Centro da cidade, como é a tendência, continuar.
 
JR – Recentemente, você participou de uma reunião na Prefeitura, com o prefeito Luciano Batatinha e a vice-prefeita Maria Helena, para discutir a questão do desenvolvimento da cidade. Qual sua avaliação sobre o encontro, e o que ficou definido?
VM – Nós, como cidadãos, conhecedores do município, atuantes na economia como geradores de empregos e, principalmente, profissionais especialistas, deveríamos ter a oportunidade de contribuir com ideias para as prefeituras de nossas cidades. Seria uma forma de promover grandes valores para o município. Defendo que essa participação deva existir de forma multidisciplinar e apartidária. No caso de Cordeiro, temos muitos profissionais capacitados que poderiam contribuir em suas áreas de expertises.
 Então, aproveitando esse convite, fui conversar com o prefeito e a vice-prefeita sobre planejamento urbano. Sugeri que na sua gestão ele dê atenção ao combate às ocupações irregulares, coíba as obras irregulares, intensifique as fiscalizações neste sentido, além de priorizar o planejamento, pois o nosso município carece de uma administração que priorize obras a partir de um planejamento. 
O que temos presenciado nas últimas gestões são as ações acontecendo sem amadurecimento. É como se construir uma casa, o ideal é estudar o terreno, os anseios da família, fazer um estudo planejado do projeto através de desenhos e, depois disso, é que se iniciam as obras. Mas muitas pessoas constroem sem planejamento, sem projeto e o que acontece, na maioria das vezes, é que a obra fica mais cara, acontecem demolições que geram desperdícios, adaptações improvisadas na implantação ao terreno, equívocos estéticos.
Enfim, se houvesse um planejamento dentro das normas, a obra ficaria mais barata, mais bonita, mais segura e, assim, atenderia às necessidades pretendidas. Na administração pública municipal, é assim também, porém em maior grandeza. Então, chamei a atenção de Luciano e de Maria Helena para terem esse cuidado de modo que não errem como os seus antecessores nesse sentido e proporcionem um verdadeiro progresso com qualidade.

JR – Você poderia explicar o que são ocupações irregulares e como poderiam ser combatidas?
VM – Em Cordeiro, como outros municípios do interior, acontecem casos graves de ocupação indevida da área pública para o bem privado, como a apropriação das calçadas e até mesmo ruas, impedindo o livre acesso de pedestres normais ou deficientes físicos através de colocação de mesas, cadeiras, expositores, placas de propaganda, toldos com altura mínima superior a dois metros (que é considerada uma invasão do espaço público aéreo). 
Muito curioso o caso de alguns estabelecimentos comerciais construídos e/ou instalados em áreas públicas. Caso explícito de omissão do órgão público competente. É evidente a falta de respeito com a acessibilidade, mesmo no Centro da cidade, que impede o trânsito seguro para os deficientes físicos. Essas infrações devem ser combatidas com obras de adaptação dentro das normas da construção civil e uma fiscalização rigorosa e até mesmo punitiva.
 
JR – Poderia citar uma questão que deveria ter grande relevância nas revisões dos planos diretores e leis de uso e ocupação do solo?
VM – Revitalização urbana. O problema de Cordeiro começa pelo Centro da cidade, que está ficando saturado por instalações obsoletas de esgotamento sanitário e pluviais, pelas ofertas de vagas de automóveis desproporcionais em relação às edificações residenciais e comerciais. Desta forma, alguns prédios públicos deveriam ser remanejados para outros bairros, menos populosos, afim de arejar essa área.  
Nesses espaços, deveriam ser estimuladas as ocupações por edificações com funções atraentes culturalmente (por exemplo) trazendo novidades e adaptando-se a legislação nacional de acessibilidade, gerando vagas de carros comuns e especiais e áreas verdes com propriedades de promover o convívio entre as pessoas de forma harmônica, confortável e sustentável.
Em bairros que possuem certa baixa estima, falta de identidade e muitas vezes são preteridos ou também em regiões com baixa densidade demográfica e potencial geográfico favorável ao crescimento da malha urbana, poderiam receber esses prédios que funcionariam como equipamento urbano, instrumentos de valorização do entorno e criador de uma identidade para o bairro, que, certamente, reagiria de forma positiva socioeconomicamente. Porém, deve haver um planejamento criterioso antes dessas intervenções, obedecendo a uma legislação urbana municipal a ser criada.

JR – Como seria, de fato, a contribuição da Prefeitura nessas ‘reformas urbanas’?
VM – Primeiramente, o crédito deve partir do prefeito em acreditar num investimento desse porte, sem precedentes do nosso município, em política urbana.  E o desenvolvimento socioeconômico com sucesso será obtido com a participação inclusive das secretarias de Educação, Cultura, Esportes, Turismo, Planejamento, Meio Ambiente, Agricultura e Obras. Elas devem estar envolvidas na criação da legislação municipal, juntamente com membros da sociedade organizada, objetivando captar e atender os anseios da comunidade. Somente após esse plano concluído seriam executadas as ações de intervenções urbanas.





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Ducorpo realiza Circuitão especial para as mulheres

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Em alusão ao Dia Internacional da Mulher, comemorado em março, a Ducorpo mais uma vez se destacou com seu tradicional e famoso Circuitão. Em parceria com a Medicatta, que expôs seus produtos na academia, além de distribuir brindes para todos participantes, a Ducorpo mostrou porque há algum tempo se destaca na cidade. 

Com aulas muito animadas, o evento contou com a participação de alunos e não alunos e chamou muita atenção a animação dos participantes.

A sócia-proprietária Edilea Castro destacou o trabalho que vem sendo realizado na Ducorpo no ano e valorizou muito a equipe. “Nossa combinação direção, equipe e clientes sempre foi nosso diferencial. A gente trabalha muito e leva muito a sério tudo o que vamos fazer.

A missão da empresa é fazer da academia uma segunda casa para as pessoas e um lugar em que elas possam buscar saúde, beleza e bem-estar”, disse.

Outro sócio da empresa, Eduardo Guimarães, que é um dos coordenadores de musculação da academia, enfatizou a equipe. “Quem quer trabalhar com a gente sabe que a cobrança é lá em cima. Temos uma equipe de nível muito alto, temos todo um foco no atendimento. Se você busca um lugar para se sentir confortável e bem tratado, com certeza a Ducorpo é o seu lugar”, destacou.

A Academia Ducorpo funciona de segunda a sexta-feira, das 6h às 21h30min., e aos sábados das 8h30min. às 12h, na Avenida Presidente Vargas, 498, bairro Santo Antônio (Arraial do Sapo), em Cordeiro, oferecendo musculação, powerfit, treinamento funcional, GAP, spinning, jiu-jitsu, muay thai, lambaeróbica, power jump e cross training.



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