Ex-prefeito do Sul explica como enfrentar as crises

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Durante o Encontro de Prefeitos da Rede, promovido pelo Sebrae, na cidade de Macuco, Walter Luiz Heck, ex-prefeito do município de Crissiumal no Rio Grande do Sul, fez uma palestra contando suas experiências a frente do Executivo.

“É um relato da minha experiência como gestor público em quatro mandatos, três como prefeito e um de vice-prefeito da minha cidade chamada Crissiumal, no Rio Grande do Sul. E como o município estava numa situação de perda populacional, de falência em todos os sentidos, nós nos obrigamos, há cerca de 20 anos quando começamos o primeiro mandato a implantar um programa de desenvolvimento a longo prazo, o município distante da capital, do porto, aeroporto, então nós decidimos que nós iriamos estimular o surgimento de pequenos empreendimentos, começando com as agro industrias familiares, isso mudou a realidade econômica e social do meu município, e isso hoje é case das minhas apresentações”.

Eleito vice-prefeito de Crissiumal em 1996, prefeito em 2000 e reeleito em 2004. Walter Luiz Heck se reelegeu e administrou até 2008. Nas Eleições municipais de 2012, Walter Luiz Heck foi reeleito prefeito com 50,46% dos votos válidos, no município de Crissiumal. Técnico em Agropecuária, graduado em Marketing e especialista em cooperativismo, Walter participa de encontros e eventos como palestrante para discutir o desenvolvimento local em mais de 10% das cidades brasileiras, distribuídas em 19 estados. Foi colaborador no Sicredi por 14 anos, exercendo também o cargo de gerente Regional. A população de Crissiumal em 2016 estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) era de 14.233 habitantes.

Segundo Walter, após quase 700 municípios visitados em 19 estados, com três palestras fora do Brasil, pode afirmar com segurança: nos lugares onde as pessoas passam quatro anos fazendo disputas, falando mal, discutindo e brigando, nesses lugares o desenvolvimento não acontece. 

Os estudantes do ensino médio foram convocados a fazer uma pesquisa. Visitaram 24 estabelecimentos da cidade para descobrir de onde vinha a comida vendida na cidade e descobriram que mesmo com 2.387 famílias, 60% delas morando no interior, de uma lista com 84 alimentos que poderiam ser produzidos em Crissiumal, 75 vinham de fora. Segundo os técnicos: cebola da Argentina, alho da China, a batata doce viajava 500 km para chegar a Crissiumal, 3000 dúzias de ovos e quase 10.000 kg de carne de frango eram trazidos de fora.

Quando passaram a colocar em prática as idéias de associativismo e cooperativismo, pequenas industrias foram sendo instaladas no município, que passou a produzir não só os produtos alimentícios que era consumido no município, mas passaram a vender para outros municípios. Três, quatro ou mais agricultores começaram a formar pequenas cooperativas para produzirem dentro das normas os alimentos necessários.

“Não importa quanto um fabricante de rapadura pague em impostos ao município, o que importa que cada vez que algum compra R$1,00 em rapadura produzida no lugar, está entrando R$1,00 para o bolso daquele que produziu, seja da cidade ou do interior. Esse que recebe não vai comprar fora, mas vai levar para a padaria, para o comércio, então esse 1 real vira 2. Se o padeiro resolveu comprar alguma coisa do município são 3. Reter e multiplicar recursos no território é a grande jogada. Hoje, em Crissiumal, muitos deles exportam para outras cidades, estados e países”, afirmou.





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