Política

Abaixo-assinado pede ao novo governador a conclusão do Hospital do Câncer de Nova Friburgo

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A retomada das obras do Hospital do Câncer de Nova Friburgo, que estão paradas desde o ano passado, um compromisso não cumprido pelo governador do estado, Luiz Fernando Pezão, continua sem data para acontecer.

Com a posse do novo governador, Wilson Witzel, renovam-se as esperanças para que o projeto seja retomado.

O presidente da associação de moradores da Ponte da Saudade, José Roberto Folly, quer entregar ao futuro governador um abaixo assinado com cerca de 50 mil adesões, com o apelo para que ele se comprometa a reiniciar e finalizar as obras do Hospital de Oncologia Francisco Faria, nas instalações do antigo Centro Adventista de Vida Saudável.

“Estamos acompanhando esse projeto desde 2012. Agora com um novo governo se aproximando, reunimos assinaturas por todo o município e região para entregar em mãos ao governador eleito Wilson Witzel, para que ele se comprometa a dar continuidade às obras e terminar o projeto desse hospital. Assim que ele tomar posse, vamos procurá-lo para entregar em mãos as assinaturas de forma a sensibilizá-lo”, disse Folly.

Desde que o governo estadual perdeu a verba federal de cerca de R$ 50 milhões, o governador Luiz Fernando Pezão assumiu o compromisso de financiar a construção da unidade. No início do ano, o projeto passou por uma série de adaptações para, custando R$ 10 milhões a menos, caber nos cofres estaduais. Os três prédios originais foram reduzidos a dois. Também foi diminuída a quantidade de equipamentos como raios X, tomógrafos e leitos. O projeto prevê, porém, a possibilidade de expansão.

“Queremos que o novo governador se comprometa com a obra e a coloque como prioridade. Sabemos que o estado está cheio de prioridade, mas esse hospital vai, inclusive, resolver muitos problemas da capital. Quem não é visto não é lembrado. Nós precisamos mostrar ao Witzel as nossas dificuldades e a nossa luta. A nossa ideia é entregar as assinaturas quando estiver na faixa de 50 mil nomes. Acredito que até fevereiro conseguiremos atingir a meta. O que queremos é deixá-lo a par dessa situação logo no início do mandato, pois para o hospital ficar pronto são necessários mais três anos de obras. Quando começamos a colher as assinaturas, pensamos em juntar dez mil e rapidamente alcançamos a meta, o que mostra que a população necessita desse serviço na nossa cidade”, contou José Roberto Folly.

O projeto original do Hospital do Câncer prevê 200 leitos, sendo 30 infantis, 288 atendimentos por dia e quatro mil cirurgias por ano.  

O Hospital deverá atender pacientes que moram no eixo Cachoeiras de Macacu-Santa Maria Madalena. Atualmente, quem necessita do atendimento tem que se deslocar para o Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Rio de Janeiro, ou para Teresópolis.



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Cantagalense Welbert Pedro se destaca no cenário político nacional

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A eleição em outubro revelou novos nomes para a Assembleia Legislativa e para a Câmara Federal. O que muita gente não conhece é quem fica por trás, nos bastidores da eleição, fazendo com que ela, de fato, aconteça. 

É o caso do cantagalense Welbert Pedro, presidente do PSL de Nova Friburgo e coordenador geral das campanhas campeãs do ex-atleta olímpico Luiz Lima (PSL) para deputado federal e Alexandre Knoploch (PSL) para deputado estadual. Luiz foi eleito com 115.119 votos e Knoploch arrematou 103.639 votos, o terceiro mais votado para a ALERJ. 

Juntos, os dois novatos na política somaram 218.758 votos. Ambos surpreenderam e foram muito bem votados na região serrana do estado, desbancando candidatos “da terra” e que já possuíam mandato. Welbert foi o principal articulador das duas campanhas por todo o estado. Ele também coordenou, na região serrana do RJ, as campanhas de Jair Bolsonaro para presidente e Flávio Bolsonaro para o Senado, ambos do PSL. 

“Criamos um grupo político na serra e conseguimos montar núcleos de apoio em todas as regiões do estado. Trabalhamos muito, sem verba, com equipe restrita, mas extremamente competente e comprometida”. 

Welbert Pedro possuiu perfil de liderança e alta experiência em gestão pública e privada. É bacharel em Administração, Sistemas de Informação e Tecnólogo em Gestão da Tecnologia da Informação. Graduando em Administração Pública pela Universidade Federal Fluminense (Cederj/Itaocara). Pós-Graduado em Controladoria e Finanças e Pós-graduando em Direito Público. Diplomado em diversos cursos nas áreas de Tecnologia da Informação, Planejamento, Gestão, Finanças e Controladoria, é, também, certificado como Auditor Interno da ISO 9000, 9001 e 14001. Atualmente é analista de mercado de capitais em instituições financeiras internacionais, além de ser assessor da Secretaria de Governo de Nova Friburgo. Embora jovem, iniciou sua carreira profissional no Grupo Votorantim, em Cantagalo, prestou serviços em empresas nos quatro cantos deste país e nas prefeituras de Duas Barras, Angras dos Reis, Quatis e Porto Real. Também foi membro suplente e titular do Conselho Municipal de Saúde de Nova Friburgo e membro titular e vice-presidente do Conselho Municipal de Assistência Social de Nova Friburgo.

Com todo esse extenso currículo, Welbert Pedro se cacifou para integrar as negociações da cúpula da política fluminense: ele é um dos articuladores junto à equipe de transição do governo estadual para indicar nomes para os cargos de confiança nos municípios da região serrana. Ele também foi convidado para chefiar o gabinete do deputado federal eleito Luiz Lima, em Brasília, mas pode ocupar uma vaga no alto escalão do governo do estado. 

Welbert Pedro é motivo de orgulho para região serrana. É um profissional visionário, exemplo bem-sucedido de articulador político e competente gestor, responsável por destacar Nova Friburgo e região no concorrido cenário político estadual.



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Mais um governador do estado do Rio de Janeiro é preso

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Luiz Fernando Pezão, atual governador do Rio de Janeiro, foi preso pela Polícia Federal em nova etapa da operação Lava Jato. A ordem de prisão preventiva foi expedida pelo do ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça.

Há ainda mandados contra o ex-secretário de Obras do estado do Rio, Hudson Braga, e dois homens apontados como operadores de um complexo esquema de segurança.

A operação é baseada na delação premiada de Carlos Miranda,  que foi operador financeiro do ex-governador Sérgio Cabral, preso desde novembro de 2016. Segundo Miranda, conhecido por ser o “homem da mala” de Sérgio Cabral, Pezão recebia 150 mil reais de mesada, chegou a receber dois bônus de 1 milhão de reais cada e também um décimo terceiro salário.

Segundo o Ministério Público Federal, Pezão operou esquema de corrupção próprio, com seus próprios operadores financeiros. Há provas documentais do pagamento em espécie a Pezão de quase R$ 40 milhões, em valores de hoje, entre 2007 e 2015.

Na avaliação da força-tarefa da Lava Jato, solto, o governador poderia dificultar ainda mais a recuperação dos valores, além de dissipar o patrimônio adquirido em decorrência da prática criminosa. Segundo o MPF, o esquema de corrupção ainda estava ativo.

Luiz Fernando Pezão é o quarto governador do estado do Rio de Janeiro a ser preso. Sérgio Cabral, Anthony Garotinho e Rosinha Matheus foram presos quando já não eram mais governadores. 

Sérgio Cabral foi preso em novembro de 2016, suspeito de receber propina para a concessão de obras públicas. Cabral segue preso e está na penitenciária de Bangu 8. O ex-governador é condenado na Lava Jato e réu em diversos processos. As condenações de Cabral somam 170 anos e 8 meses de prisão.

Anthony Garotinho e Rosinha Matheus foram presos em novembro de 2017 por crimes eleitorais. Eles negam a prática do crime.

Garotinho foi preso três vezes no período de um ano. A primeira, em 16 de novembro de 2016, na Operação Chequinho, que investiga um esquema de compra de votos envolvendo o programa social Cheque Cidadão na eleição municipal daquele ano.

A segunda prisão de Garotinho foi em setembro de 2017, quando foi condenado por fraude eleitoral. Na ocasião, o ex-governador cumpriu prisão domiciliar com o uso de tornozeleira eletrônica. A terceira prisão foi em novembro de 2017, junto com sua mulher, a também ex-governadora Rosinha Matheus.

Garotinho chegou a lançar sua candidatura ao governo do Rio de Janeiro nas eleições de 2018, mas o TSE barrou a candidatura. Candidato pelo PRP, Garotinho foi barrado com base na Lei da Ficha Limpa.



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O cantagalense Roberto Robadey continuará secretário da Defesa Civil no governo de Wilson Witzel

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O governador eleito do Rio de Janeiro Wilson Witzel anunciou novos secretários para o governo entre 2019 e 2022. 

Como prometido durante a campanha, o governador vai acabar com a Secretaria de Segurança. As polícias Civil e Militar ganham status de secretarias.

Na Secretaria da Defesa Civil e Corpo de Bombeiros permanecerá o cantagalense Roberto Robadey Júnior, que tem tem 53 anos e é coronel do Corpo de Bombeiros, bacharel em Direito pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e tem pós-graduação em Defesa Civil e especialização em Combate a Incêndio Florestal. Ajudou a implantar e coordenar Defesas Civis Municipais em cidades do interior do RJ (Cordeiro, Cantagalo e Macuco). É o atual comandante geral do Corpo de Bombeiros e secretário da Defesa Civil.

Governança - é o novo nome da secretaria da Casa Civil que será coordenada por José Luis Zamith, atual coordenador-geral da transição. Ele tem 46 anos e é consultor de empresas, mestre em administração pública pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), mestre em gestão pelo TRIUM Global EMBA - curso oferecido pela New York University, HEC e London School of Economics. Foi da Marinha de 1990 a 2007 e é capitão de Corveta e fuzileiro naval da Reserva.

No Desenvolvimento Econômico e Geração de Emprego e Renda será Lucas Tristão, que tem 31 anos e é advogado tributarista, especialista em recuperação de empresas e administração de passivo fiscal. Se formou na Universidade de Vila Velha, onde foi aluno do então professor Wilson Witzel, e atuou como advogado em toda a Região Sudeste.

Na Polícia Civil será Marcus Vinícius Braga - tem 47 anos e é atualmente diretor do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE). Ingressou na Polícia Civil como inspetor em 2002 e é delegado no RJ desde 2003. Já comandou delegacias distritais e especializadas, como a Coordenadoria de Operações Especiais (CORE) e as delegacias de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC), de Combate às Drogas e de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA).

Na Polícia Militar será Rogério Figueiredo de Lacerda, que tem 48 anos e é coronel da Polícia Militar. Atualmente ocupa o cargo de coordenador das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Ele tem especializações em Comunicação Social, Educação Física, além de MBA em Gestão de Segurança Pública.

Na Controladoria Geral do Estado ocupará o cargo Bernardo Cunha Barbosa - tem 45 anos e é delegado da Polícia Federal. Atuou em casos de desvios de recursos públicos no Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia e Minas Gerais. Tem graduação em Ciências Navais, pela Escola Naval, e em Direito, pela UERJ. É especialista em Criminologia pelo Instituto Superior do Ministério Público-RJ. Atualmente cursa pós-graduação em Direito Tributário na Fundação Getúlio Vargas. É professor da Escola Nacional de Delegados da Polícia Federal.

E na Procuradoria-Geral do Estado, ficará Marcelo Lopes da Silva - tem 50 anos e é procurador do Estado do Rio de Janeiro desde 1998 e já foi promotor de Justiça.



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Eduardo Galil defende fim de veículos oficiais

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O ex-deputado federal Eduardo Galil e ex-prefeito de Trajano de Moraes defendeu no dia 30 de outubro, nas redes sociais, algumas sugestões para o futuro do governo de Jair Bolsonaro

"Muitos me perguntam o que eu faria se estivesse no lugar de Bolsonaro, como ato concreto de governo? Não nutro essa ambição, nem muito menos fui questionado, ou outros me pediram conselho, apenas vou tentar explicar para os queridos amigos, o que eu penso", afirmou em seu facebook.

Uma das sugestões apresentadas seria acabar com a frota de veículos oficiais. "À semelhança da Câmara dos Deputados quando cheguei no ano de 1975, apenas veículos para o presidente e chega, tal medida se estenderia aos governos estaduais e prefeituras, assembleias legislativas e ao judiciário, neste caso com exceção dos juízes que julgam casos complexos nos quais exigem segurança porque correm risco de atentados. No Executivo a mesma coisa e, nos ministérios, em resumo acabar com a chapa branca", concluiu.

Galil sugere também que todas as prefeituras estariam obrigadas a colaborar para que os jovens possam cursas o ensino técnico ou universitário. "Estariam obrigadas a investir em educação e saúde cem vezes mais do que em festas".O município teria o Fundo de Participação aumentado, como prêmio, nos quais os mais pobres fossem, efetivamente, inclusos na sociedade, nesse tripé Trabalho - Casa - Comida.

Sugere também melhoria salarial para todos, com redução da carga tributária.

Na área criminal, Eduardo Galil, que também é advogado e já fi promotor público e professor universitário, sugere ações importantes. "Quanto aos crimes de cartel-monopólio seriam unidos com penas muito agravadas a semelhança do crime de lavagem de dinheiro".

Já os crimes de sonegação fiscal, Galil sugere que até determinados os valores importaria em penas pecuniárias, mas não em regime semiaberto ou fechado de cumprimento de pena."Seriam nos crimes hediondos obrigatória a prisão preventiva, sem progressão de regime", afirmou Eduardo Galil.

Na câmara federal, Eduardo Galil foi deputado federal no período de 1975 a 1979, pela Arena, e de 1983 a 1987 pelo PDS.Ele também foi prefeito do município de Trajano de Moais no período de 1989 a 1992 e de 1997 a 2000.



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Rogério Cabral lamenta que Friburgo não elegeu deputado estadual

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Em entrevista exclusiva ao Jornal da Região, o ex-prefeito de Nova Friburgo e ex-deputado estadual Rogério Cabral analisa a situação da política, e principalmente lamenta que a cidade não elegeu um representante na Assembléia Legislativa. Ele também faz um balanço de seu último ano de governo na Prefeitura. Nas redes sociais, já começar existir um movimento de “Volta Cabral” para que ele seja candidato a prefeito em 2010.

Jornal da Região (JR) - Poderia passar algumas informações sobre a aprovação de suas contas: qual foi o ano?  Quem foi o membro do TCE que deu parecer favorável? 
Rogério Cabral (RC) - A prestação de contas de administração financeira da Prefeitura de Nova Friburgo referente ao exercício de 2016 (último ano do Governo Rogério Cabral) foi aprovada pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). A relatora do processo foi a Conselheira Andreia Siqueira Martins. O parecer prévio favorável às contas foi encaminhado à Câmara Municipal que ratificou o ato, aprovando suas contas.

JR - Qual foi a receita do município em 2016?
RC - A Receita Arrecadada Líquida no exercício de 2016 foi de R$ 405.635.145,32, inferior à previsão constante do orçamento de R$ 586.064.922,00, ocorrendo um déficit de arrecadação de R$ 180.429.776,68, o que significa um decréscimo percentual de 30,79% em relação ao total da arrecadação prevista. Em relação à Receita Corrente Líquida - RCL houve uma redução de 4,57% da receita corrente líquida arrecadada no exercício de 2016 em relação à Receita alcançada no exercício de 2015. Esclareço que ainda entreguei o Município com 80 milhões em caixa. É importante frisar que compramos 58 equipamentos, tais como caminhões, máquinas, além de uma Usina de asfalto “quente” com capacidade para produzir 80 toneladas/hora, sendo uma das mais modernas, a qual proporcionou um asfaltamento em grande escala no Município, com mais 100 ruas no período de 1 ano.

JR - Qual foi o percentual gasto com a folha de pagamento em 2016?
RC - As despesas com a folha de pagamentos do Poder Executivo respeitaram o limite fixado pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que limita o gasto a, no máximo, 54% da RCL, fechando o quarto quadrimestre em 49,96%. Na minha gestão consegui junto ao STF revalidar o famigerado concurso de 1999 e fizemos um outro concurso em 2015, sem contar que jamais atrasamos os salários dos servidores.

JR - Quanto foi aplicado na Educação?
RC – A prefeitura aplicou na manutenção e desenvolvimento do ensino infantil e fundamental o percentual de 28,46% do total das receitas resultantes dos impostos e transferências legais. O resultado demonstra que o município ficou acima do mínimo exigido, que é de 25%, conforme fixado pelo artigo 212 da Constituição Federal.

JR - Quantas escolas e creches foram construídas neste período em Nova Friburgo?
RC - O Município obedeceu ao limite mínimo de 60% de aplicação dos recursos do FUNDEB com o pagamento da remuneração dos profissionais do magistério da educação básica em efetivo exercício na rede pública, tendo em vista que aplicou 89,95% dos recursos do Fundo com esta finalidade. Com o resultado, o município ficou acima do limite mínimo de aplicação, que é 60%, de acordo com o previsto na Lei Federal 11.494/07. Nesse período construí 6 creches e 5 novas escolas, num total 11 unidades escolares além de entregar uniformes e material escolar para toda a rede de ensino, prestigiando os servidores da Educação com uma festa de fim de ano, onde foram sorteados vários brindes.

JR - E na Saúde, o que foi feito?
RC – O montante aplicado nas ações e serviços públicos de saúde, no exercício de 2016, pelo Município de Nova Friburgo, foi de 35,92%, tendo cumprido, portanto, o previsto no artigo 7º da Lei Complementar n.º 141/12. Conforme o previsto no artigo 7º da Lei Complementar nº 141/12, os municípios são obrigados a aplicar anualmente em ações e serviços públicos de saúde, no mínimo, 15% da arrecadação dos impostos. 
Em minha gestão foram construídos três novos postos de saúde e inauguramos outros dois em imóveis já existentes. Nesse período mantivemos a UPA 24H em pleno funcionamento sem receber a contrapartida do Estado por mais de 20 meses.

JR - O que está fazendo da vida atualmente? 
RC - Atualmente estou aproveitando o momento com a família, pois durante 25 anos de vida na política sacrifiquei minha família, não vi minhas filhas crescerem, e agora que tenho um neto estou curtindo ele um pouco. E também cuidando das minhas atividades como produtor rural.

JR - Por que não foi candidato este ano? 
RC - Decidi não vir candidato a pedido da família, me reuni com eles e me foi passado que eu deveria não vir candidato, pois deveria cuidar mais de minha saúde, haja vista o momento desgastante que foi conduzir um município que depende de 80% de receita oriunda de outros órgãos e com a crise tanto a União quanto o Estado não cumpriram com os repasses ao município. Então para manter as contas em dia e não descumprir a lei me sacrifiquei muito, e a saúde começou a mostrar sinais de que deveria ao menos por agora não vir candidato para cuidar da saúde, mas estou bem melhor, foram 2 anos afastados que me fizeram rejuvenescer 20 anos.

JR - Qual sua avaliação das eleições deste ano?
RC - Tenho visto com preocupação o fato de Nova Friburgo não ter conseguido fazer um Deputado Estadual, isso é ruim, pois conforme falei antes, Nova Friburgo depende de repasses da União e do Estado e sem um representante nosso na ALERJ certamente dificultará uma “briga” para que nossa cidade possa ser beneficiada. Mas entendo que todas as mudanças são positivas. Em nossa cidade o povo quis uma mudança e fico feliz por ter contribuído com minhas idéias e muito trabalho pela nossa cidade no período da minha gestão 2013/2016.




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Câmara de Nova Friburgo derruba veto e construção de hidrelétricas está proibida na cidade

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Em votação realizada na sessão do dia 23 de outubro, a Câmara de Vereadores de Nova Friburgo derrubou, por unanimidade, o veto do prefeito Renato Bravo ao projeto que proíbe a instalação de Centrais Hidrelétricas ao longo dos rios que margeiam a RJ-142 (Estrada Serramar), que corta o distrito de Lumiar e liga Nova Friburgo a Casimiro de Abreu.

A possibilidade de construção das hidrelétricas mobilizou a comunidade do distrito de Lumiar, que desde o começo se mostrou contrária à iniciativa. Na sessão da Câmara, diversos manifestantes protestaram contra a decisão de veto pelo Executivo Municipal.

O projeto de lei é de autoria do vereador Joelson do Pote (PDT), foi aprovado anteriormente pela Casa e vetado em seguida pelo prefeito Renato Bravo. Em entrevista ao Portal Multiplix, o parlamentar falou sobre a aprovação da Casa.

“Eu imaginava ter maioria na votação, mas uma decisão unânime me surpreendeu. Visamos atender um desejo da população, pois desde que surgiu a notícia, vários moradores de Lumiar pediram ajuda à Câmara sobre este tema. O veto proíbe ainda que se instalem hidrelétricas em qualquer área da cidade. Imagino que o Executivo não enviará outro projeto neste sentido” revelou.

“Este projeto impactaria diretamente o turismo da região, que possui uma grande vocação. Isso serviu de base para a minha defesa na sessão. Que se fosse construído, ocorresse em um área sem esse potencial turístico. Mas de qualquer forma, o ideal é preservar o meio ambiente e o turismo”, afirmou.

Através das redes sociais, a Associação de Moradores de Lumiar (AMA) celebrou a decisão. “Os vereadores em votação unânime, acabam de derrubar, nesta terça (23), o veto do prefeito a Lei que proíbe a construção de hidrelétricas ao longo do rio Macaé. Agora é Lei, aprovadíssima e que passa a vigorar assim que for promulgada pelo prefeito Renato Bravo. RIO MACAÉ LIVRE DAS HIDRELÉTRICAS!!! Queremos parabenizar a todos envolvidos, em especial ao Movimento O Rio Macaé Livre, aos vereadores que entenderam as aspirações da população e a necessidade de preservação do meio ambiente, e a própria população, que se envolveu e se empenhou nessa questão. É uma grande conquista para todos nós! Viva o Macaé livre! O episódio é um indicativo de que é primordial um caminho mais estreito de comunicação entre o executivo e as comunidades e entidades representativas do município para o desenvolvimento de ações que realmente atendam as necessidades dos habitantes de Nova Friburgo”, diz a publicação.

Em nota, a Prefeitura de Nova Friburgo informou que “Apesar de concordar com o projeto de lei que proíbe a instalação de hidrelétricas, por orientação da Procuradoria Geral do Município, o veto foi elaborado observando questões eminentemente técnicas sobre as competências para tratar da matéria. A Prefeitura de Nova Friburgo insiste que é a favor da proibição, entretanto, entende que a legislação sobre recursos hídricos e de subsolo é de competência federal, conforme a Constituição Federal do Brasil e a Lei de Política Nacional de Meio Ambiente. Sob este aspecto, uma lei municipal não teria efeitos práticos. Por fim, cabe acrescentar que governo Renato Bravo não pretende autorizar nenhum tipo de hidrelétrica em Nova Friburgo e ainda que a preocupação maior é com a preservação dos leitos dos nossos rios e nascentes, com as nossas Áreas de Proteção Ambiental (APAs) e com as famílias que residem às margens dos rios”.

O projeto da Câmara foi produzindo em razão da possibilidade de instalação de três Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e que gerariam mais de 60 megawatts de energia por hora (MW/h). As centrais seriam construídas nos seguintes locais: PCH Rio Bonito – Um pouco acima do encontro dos rios Bonito e Macaé; CH Casemiro – Abaixo da Cachoeira da Fumaça; e PCH Macaé – Abaixo do encontro dos rios Macaé e Sana. 

As três centrais dariam vazão de água de 57 mil litros por segundo e seriam abastecidas com água oriundas de túneis de 4x4 metros e cinco quilômetros de comprimento escavados na rocha, segundo levantamento realizado pelas empresas Alupar Investimentos S.A., W Energy Participações S.A. e Ipar Participações Ltda em 2016. De acordo com o mesmo relatório, foram indicadas nove áreas em que as hidrelétricas poderiam ser construídas, mas seis foram vetadas pelo Instituto estadual do Ambiente (Inea).



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Pezão recebeu governador eleito no Palácio Laranjeiras

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O governador Luiz Fernando Pezão recebeu, no dia 30 de outubro, o governador eleito Wilson Witzel. A visita de cortesia ocorreu no Palácio Laranjeiras, onde combinaram a primeira reunião de transição governamental para o dia 31 de outubro, às 13h, no Palácio Guanabara.

Pezão reafirmou que as equipes do governo estão à disposição do governador eleito para que a transição seja feita de forma transparente e sem burocracia. Um decreto do governador, publicado nesta terça-feira no Diário Oficial, instituiu a comissão de transição governamental, formada pelos secretários da Casa Civil e Desenvolvimento Econômico, Sergio Pimentel, Fazenda e Planejamento, Luiz Claudio Gomes, e Governo, Affonso Monnerat. Por parte do governador eleito, o coordenador da transição será José Luiz Cardoso Zamith.

De acordo com o decreto de Pezão, “a nova gestão administrativa necessita estar a par de informações fundamentais para a adequada implantação de seu programa de governo, já a partir do início do exercício do novo mandato”.

Ainda segundo o texto, os secretários estaduais deverão encaminhar ao presidente da comissão de transição governamental, secretário Sergio Pimentel, até 22 de novembro, informações sobre programas realizados e em execução, assuntos que demandarão ação ou decisão da administração nos 100 primeiros dias do novo governo, projetos que aguardam implantação ou que tenham sido interrompidos e as contas públicas do governo estadual.



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