Abaixo-assinado pede ao novo governador a conclusão do Hospital do Câncer de Nova Friburgo

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A retomada das obras do Hospital do Câncer de Nova Friburgo, que estão paradas desde o ano passado, um compromisso não cumprido pelo governador do estado, Luiz Fernando Pezão, continua sem data para acontecer.

Com a posse do novo governador, Wilson Witzel, renovam-se as esperanças para que o projeto seja retomado.

O presidente da associação de moradores da Ponte da Saudade, José Roberto Folly, quer entregar ao futuro governador um abaixo assinado com cerca de 50 mil adesões, com o apelo para que ele se comprometa a reiniciar e finalizar as obras do Hospital de Oncologia Francisco Faria, nas instalações do antigo Centro Adventista de Vida Saudável.

“Estamos acompanhando esse projeto desde 2012. Agora com um novo governo se aproximando, reunimos assinaturas por todo o município e região para entregar em mãos ao governador eleito Wilson Witzel, para que ele se comprometa a dar continuidade às obras e terminar o projeto desse hospital. Assim que ele tomar posse, vamos procurá-lo para entregar em mãos as assinaturas de forma a sensibilizá-lo”, disse Folly.

Desde que o governo estadual perdeu a verba federal de cerca de R$ 50 milhões, o governador Luiz Fernando Pezão assumiu o compromisso de financiar a construção da unidade. No início do ano, o projeto passou por uma série de adaptações para, custando R$ 10 milhões a menos, caber nos cofres estaduais. Os três prédios originais foram reduzidos a dois. Também foi diminuída a quantidade de equipamentos como raios X, tomógrafos e leitos. O projeto prevê, porém, a possibilidade de expansão.

“Queremos que o novo governador se comprometa com a obra e a coloque como prioridade. Sabemos que o estado está cheio de prioridade, mas esse hospital vai, inclusive, resolver muitos problemas da capital. Quem não é visto não é lembrado. Nós precisamos mostrar ao Witzel as nossas dificuldades e a nossa luta. A nossa ideia é entregar as assinaturas quando estiver na faixa de 50 mil nomes. Acredito que até fevereiro conseguiremos atingir a meta. O que queremos é deixá-lo a par dessa situação logo no início do mandato, pois para o hospital ficar pronto são necessários mais três anos de obras. Quando começamos a colher as assinaturas, pensamos em juntar dez mil e rapidamente alcançamos a meta, o que mostra que a população necessita desse serviço na nossa cidade”, contou José Roberto Folly.

O projeto original do Hospital do Câncer prevê 200 leitos, sendo 30 infantis, 288 atendimentos por dia e quatro mil cirurgias por ano.  

O Hospital deverá atender pacientes que moram no eixo Cachoeiras de Macacu-Santa Maria Madalena. Atualmente, quem necessita do atendimento tem que se deslocar para o Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Rio de Janeiro, ou para Teresópolis.





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