{"id":25570,"date":"2021-03-03T22:28:45","date_gmt":"2021-03-04T01:28:45","guid":{"rendered":"https:\/\/jornaldaregiao.com\/ajustes\/?p=25570"},"modified":"2021-03-03T22:28:45","modified_gmt":"2021-03-04T01:28:45","slug":"alea-jacta-est","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornaldaregiao.com\/ajustes\/alea-jacta-est\/","title":{"rendered":"Alea Jacta Est!"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Alea jacta est<\/em><\/strong>. Foi com esta frase em latim, por influ\u00eancia de meu amigo Milton Loureiro, ent\u00e3o escriv\u00e3o da Delegacia de Pol\u00edcia de Cantagalo (eu era escrevente), que eu conclu\u00ed o meu discurso de conclus\u00e3o do curso Cient\u00edfico, no Col\u00e9gio Euclides da Cunha, em dezembro de 1954, como orador da turma.<\/p>\n<figure id=\"attachment_25572\" aria-describedby=\"caption-attachment-25572\" style=\"width: 450px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/jornaldaregiao.com\/ajustes\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/baixados.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-25572\" src=\"https:\/\/jornaldaregiao.com\/ajustes\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/baixados.jpg\" alt=\"Alea Jacta Est\" width=\"450\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/jornaldaregiao.com\/ajustes\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/baixados.jpg 450w, https:\/\/jornaldaregiao.com\/ajustes\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/baixados-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-25572\" class=\"wp-caption-text\">Alea Jacta Est<\/figcaption><\/figure>\n<p>Em 3 de novembro de 2010, escrevi uma carta ao amigo Milton Loureiro. Nessa missiva, eu abordava a contribui\u00e7\u00e3o para o meu discurso: \u201c<em>No m\u00eas passado, quando completei os meus 74 anos de idade, passei em revista alguns acontecimentos da minha vida \u2013 coisa de velhinho. Passou pela minha mente os bons momentos e as pessoas que os marcaram. Voc\u00ea estava l\u00e1, me orientando na reda\u00e7\u00e3o de atas, termos de depoimentos, cartas, no discurso como orador da turma do curso cient\u00edfico do Euclides da Cunha. Nunca me esqueci do <strong>alea jacta est<\/strong>! \u2013 a sorte est\u00e1 lan\u00e7ada! \u2013, frase com a qual encerrei o meu \u2018discurso\u2019. Me lembrei das nossas \u2018correspondente\u2019, at\u00e9 na Espanha! Das nossas \u2018tert\u00falias\u2019&#8230; S\u00e3o inesquec\u00edveis aqueles poucos meses na Delegacia de Cantagalo. Aprendi muito com voc\u00ea, a quem sou muito grato<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>Os concluintes do curso Cient\u00edfico \u00e9ramos eu e mais seis, segundo a mem\u00f3ria extraordin\u00e1ria de um dos meus colegas de turma, J\u00falio Marcos de Souza Carvalho, o Dr. J\u00falio: o pr\u00f3prio, Horizomar Pereira, Ivair Rodrigues Marques, Jos\u00e9 Carlos Daher, Malcher Mendes e Maria Alice Pimenta. O Ivair e o Edmo j\u00e1 n\u00e3o est\u00e3o entre n\u00f3s. Bons amigos. Dos demais, eu e J\u00falio estamos aqui, no Jornal da Regi\u00e3o. Agora, colegas de jornal e vizinhos de colunas. Os outros eu n\u00e3o tenho not\u00edcias h\u00e1 d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Os amigos Geraldo Arruda Figueredo e Edmo Rodrigues Lutterbach cursaram o T\u00e9cnico de Contabilidade. Todos conclu\u00edmos o ent\u00e3o 2\u00ba Grau, hoje ensino m\u00e9dio, em 1954. O J\u00falio foi cursar Medicina na Universidade da Guanabara, o Geraldo e o Edmo Direito na UFF, o Ivair Medicina Veterin\u00e1ria. Eu&#8230; Bem eu, que ia cursar Direito, dei-me \u201cum tempo\u201d. E, como naqueles namoros em que um dos pombinhos \u201cpede um tempo\u201d e esse \u201ctempo\u201d n\u00e3o volta mais&#8230; Foi o meu caso. O Direito ficou na saudade. Mais tarde, comecei, tamb\u00e9m na UFF, o bacharelado em Geografia e, depois, o de Comunica\u00e7\u00e3o Social\/Jornalismo. Tranquei a matr\u00edcula em ambos \u2012 \u201cpedi mais um tempo\u201d. E como sempre, o \u201ctempo\u201d n\u00e3o voltou. Sou um cara em extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ao retornar a viver em Cantagalo, vou me lembrando dos atos e fatos que me ligam, especialmente, a S\u00e3o Sebasti\u00e3o do Para\u00edba, onde nasci e fui batizado, e a esta cidade que me encanta, cada dia mais.<\/p>\n<figure id=\"attachment_24894\" aria-describedby=\"caption-attachment-24894\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/jornaldaregiao.com\/ajustes\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Celso-Frauches.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-24894\" src=\"https:\/\/jornaldaregiao.com\/ajustes\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Celso-Frauches.jpg\" alt=\"Celso Frauches\" width=\"300\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/jornaldaregiao.com\/ajustes\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Celso-Frauches.jpg 300w, https:\/\/jornaldaregiao.com\/ajustes\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Celso-Frauches-200x300.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-24894\" class=\"wp-caption-text\">Celso Frauches<\/figcaption><\/figure>\n<p>Ao falar em formatura, lembrei-me do Col\u00e9gio Cenecista de Cantagalo, do grande amigo Evandro do Valle Moreira, de alunos e professores, da Mar\u00edlia Reis. Isso entre 1963 e 1966, per\u00edodo em que fui secret\u00e1rio da Prefeitura e secret\u00e1rio do Col\u00e9gio.<\/p>\n<p>Do Col\u00e9gio Euclides da Cunha, onde cursei o Cient\u00edfico, Prof. Soares \u00e9 a figura mais marcante, ao lado de alguns professores, como a Prof\u00aa Maria de Lourdes Dietrich Gon\u00e7alves, o Prof. Batista e a Prof\u00aa Am\u00e9lia Thomaz.<\/p>\n<p>Do Gin\u00e1sio Euclides da Cunha, onde cursei o antigo ginasial, trago um punhado de lembran\u00e7as de colegas extraordin\u00e1rias(os).<\/p>\n<p>Mas a sorte foi lan\u00e7ada. Em 1955, iniciei minha carreira na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Fui aposentado em 1987. Paralelamente \u00e0 minha atua\u00e7\u00e3o na Alerj, normalmente, das 13 \u00e0s 18h, trabalhei como articulista de v\u00e1rios jornais de Niter\u00f3i, revisor de um deles (das 22 \u00e0s 4h, de segunda a s\u00e1bado) e, entre 1974 e 1988, atuei como executivo na ent\u00e3o Faculdades Unidas Grande Rio (Unigranrio), mais tarde Universidade Grande Rio Prof. Jos\u00e9 de Souza Herdy (Unigranrio), com sede em Duque de Caxias e campus no munic\u00edpio do Rio de Janeiro e em outros munic\u00edpios fluminenses. O Prof. Jos\u00e9 de Souza Herdy era cantagalense, nascido em Santa Rita do Rio Negro, mais tarde Euclidel\u00e2ndia. Uma das personalidades mais marcantes de minha vida. Era Pastor de uma Igreja Batista, mas de um cora\u00e7\u00e3o e amor pelo pr\u00f3ximo que ultrapassava sua religi\u00e3o e elevava sua religiosidade.<\/p>\n<p>No final de 1988, ap\u00f3s me aposentar, mudei-me para Bras\u00edlia, terra natal de uma das minhas filhas Janina e dei in\u00edcio a uma nova carreira, agora como consultor em legisla\u00e7\u00e3o, gest\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o superior, fun\u00e7\u00e3o que ainda exer\u00e7o.<\/p>\n<p><em><strong>Alea jacta est<\/strong><\/em> &#8211; a sorte est\u00e1 lan\u00e7ada nas minhas novas atividades em Cantagalo, com a cria\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento do Instituto M\u00e3o de Luva. N\u00e3o creio em sorte nem azar, como \u201cno creo en brujas, pero que las hay, las hay\u201d&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Celso Alves Frauches \u00e9 professor, escritor, pesquisador e j\u00e1 foi secret\u00e1rio Municipal na Prefeitura de Cantagalo.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alea jacta est. Foi com esta frase em latim, por influ\u00eancia de meu amigo Milton Loureiro, ent\u00e3o escriv\u00e3o da Delegacia de Pol\u00edcia de Cantagalo (eu era escrevente), que eu conclu\u00ed o meu discurso de conclus\u00e3o do curso Cient\u00edfico, no Col\u00e9gio Euclides da Cunha, em dezembro de 1954, como orador da turma. 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