{"id":2975,"date":"2013-05-01T13:47:02","date_gmt":"2013-05-01T16:47:02","guid":{"rendered":"http:\/\/playartedesign.com\/jornaldaregiao\/2013\/05\/01\/cobranca-de-multa-aplicada-pelo-tce-a-agente-publico-de-cantagalo-tem-repercussao-geral\/"},"modified":"2013-05-01T13:47:02","modified_gmt":"2013-05-01T16:47:02","slug":"cobranca-de-multa-aplicada-pelo-tce-a-agente-publico-de-cantagalo-tem-repercussao-geral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornaldaregiao.com\/ajustes\/cobranca-de-multa-aplicada-pelo-tce-a-agente-publico-de-cantagalo-tem-repercussao-geral\/","title":{"rendered":"Cobran\u00e7a de multa aplicada pelo TCE a agente p\u00fablico de Cantagalo tem repercuss\u00e3o geral"},"content":{"rendered":"<p><p style=\"text-align: justify;\">Por maioria dos votos, o Plen\u00e1rio Virtual do Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu configurada a repercuss\u00e3o geral no tema tratado no Recurso Extraordin\u00e1rio com Agravo (ARE) 641896, interposto pelo Estado do Rio de Janeiro. A quest\u00e3o constitucional apresentada no recurso \u00e9 saber se a legitimidade para \u00a0execu\u00e7\u00e3o de multa aplicada por Tribunal de Contas estadual cabe ao estado ou ao munic\u00edpio em que ocorreu a irregularidade realizada por agente p\u00fablico municipal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Consta do processo que a 1\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), ao negar provimento a um recurso, assentou a ilegitimidade de o Estado do Rio de Janeiro executar multa aplicada pelo Tribunal de Contas estadual contra agente pol\u00edtico municipal, por danos causados aos cofres do munic\u00edpio de Cantagalo \u2013 o nome do agente n\u00e3o foi divulgado. O TJ concluiu que somente o ente federado, cujo patrim\u00f4nio sofreu a les\u00e3o, possui legitimidade para promover a execu\u00e7\u00e3o da multa, n\u00e3o podendo o estado realizar a cobran\u00e7a, ante a inexist\u00eancia de comprova\u00e7\u00e3o de preju\u00edzos ao respectivo er\u00e1rio. Para a Corte fluminense, entendimento contr\u00e1rio implicaria enriquecimento sem causa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No recurso apresentado ao STF, o Estado do Rio de Janeiro alega viola\u00e7\u00e3o aos artigos 31, par\u00e1grafo 1\u00ba, e 71, par\u00e1grafo 3\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal e sustenta a pr\u00f3pria legitimidade para executar o cr\u00e9dito oriundo da multa fixada pelo Tribunal de Contas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em raz\u00e3o da impossibilidade de os munic\u00edpios criarem tribunais de contas, ressalta pertencer ao estado a atribui\u00e7\u00e3o de fiscalizar as contas municipais, de modo que a cobran\u00e7a judicial das multas impostas pelas cortes de contas caberia \u00e0 pessoa jur\u00eddica \u00e0 qual pertence, no caso, o recorrente (o Estado do Rio de Janeiro). O autor do recurso ainda destaca que a execu\u00e7\u00e3o, pelo munic\u00edpio, de uma d\u00edvida imposta por um \u00f3rg\u00e3o estadual violaria o pacto federativo. Como a subida do recurso extraordin\u00e1rio foi inadmitida pela corte de origem \u2013 TJ-RJ \u2013, o estado interp\u00f4s agravo para viabilizar a remessa do processo do Supremo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com o relator do recurso, ministro Marco Aur\u00e9lio, o Estado do Rio de Janeiro sustenta que a Constitui\u00e7\u00e3o Federal proibiu a cria\u00e7\u00e3o de novos Tribunais de Contas Municipais, mantidos os j\u00e1 existentes. Para ele, essa situa\u00e7\u00e3o \u201cdemonstra a submiss\u00e3o dos munic\u00edpios fluminenses \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o pelo Tribunal de Contas do Estado\u201d.<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por maioria dos votos, o Plen\u00e1rio Virtual do Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu configurada a repercuss\u00e3o geral no tema tratado no Recurso Extraordin\u00e1rio com Agravo (ARE) 641896, interposto pelo Estado do Rio de Janeiro. 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