{"id":4079,"date":"2014-03-12T17:40:58","date_gmt":"2014-03-12T20:40:58","guid":{"rendered":"http:\/\/playartedesign.com\/jornaldaregiao\/2014\/03\/12\/sonhando-com-a-zilda\/"},"modified":"2014-03-12T17:40:58","modified_gmt":"2014-03-12T20:40:58","slug":"sonhando-com-a-zilda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornaldaregiao.com\/ajustes\/sonhando-com-a-zilda\/","title":{"rendered":"Sonhando com a Zilda"},"content":{"rendered":"<p>Seja dormindo ou acordado, \u00e9 sempre bom sonhar, desde que os sonhos sejam alegres e otimistas e as pessoas que compartilhem deles tamb\u00e9m contribuam para a sua materializa\u00e7\u00e3o. Esta noite, sonhei com a Zilda. N\u00e3o sei, mas talvez seja porque penso muito nela e \u2013 n\u00e3o nego \u2013 gosto muito dela tamb\u00e9m. Refiro-me n\u00e3o \u00e0 senhora Zilda Estorani Guzzo, digna ex-esposa do saudoso Nilo Guzzo, mas \u00e0 sua hom\u00f4nima, a Pra\u00e7a Zilda Estorani Guzzo, que, apesar de seu grande potencial, com sua mod\u00e9stia, finge n\u00e3o dar aten\u00e7\u00e3o \u00e0 indiferen\u00e7a com que \u00e9 tratada pela administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n<p>Como ia dizendo, sonhei com a Zilda. Todo o seu potencial de beleza havia sido aproveitado e ressaltado. Ela deixara de ser uma simples passagem de pedestres para se tornar um pequeno santu\u00e1rio ecol\u00f3gico marcado pela beleza de suas flores. Sua sa\u00edda para a Rua Francisco Eug\u00eanio Vieira havia sido fechada provisoriamente. Em todo o comprimento de sua cal\u00e7ada haviam sido plantadas 150 palmeiras rubras, cujos coquinhos vermelhos atra\u00edam grande quantidade de p\u00e1ssaros canoros, como bem-te-vis, sabi\u00e1s, sanha\u00e7os, sa\u00edras, tucanos e outros, que, com seus c\u00e2nticos maviosos, pareciam agradecer ao senhor prefeito a gentileza de sua lembran\u00e7a. Todo o entorno da pra\u00e7a havia sido cercado por uma art\u00edstica cerca de tela, com 1,5m de altura, deixando apenas um \u00fanico port\u00e3o de entrada e sa\u00edda. Quem entrasse na pra\u00e7a seria para apreci\u00e1-la, curti-la. Havia sido assim promovida, de simples caminho, a um aconchegante local, onde as m\u00e3es podiam levar seus filhos para brincar com seguran\u00e7a, sem o inc\u00f4modo de c\u00e3es e gatos ou de pessoas inconvenientes; um local onde os experientes poderiam ler tranquilos seu jornal e seus livros. M\u00fasicas populares e cl\u00e1ssicas, suaves e melodiosas, eram ouvidas continuamente. Todas as quadras da pra\u00e7a eram ajardinadas e floridas. Podiam-se apreciar canteiros floridos com amor-perfeitos, gaz\u00e3nias, cravinas, margaridas; mas, entre todas destacavam-se os canteiros de roseiras variadas, todas elas procedentes da Rosel\u00e2ndia, que encantavam pelo seu colorido e sua leve flagr\u00e2ncia, que atra\u00edam beija-flores e borboletas. O chafariz, atualmente desativado, fora recuperado e transformado em uma fonte luminosa, nos moldes da existente no Hotel Guanabara, em S\u00e3o Louren\u00e7o (MG). S\u00f3 havia um \u00fanico port\u00e3o bem trabalhado, para entrada e sa\u00edda, o que impossibilitava a retirada de plantas ou flores. O funcionamento era das 8h \u00e0s 21h. A vigil\u00e2ncia era efetuada por guardas-mirim, at\u00e9 \u00e0s 18 horas: dois no port\u00e3o e tr\u00eas no interior \u2013 identificando os nomes das plantas e das flores, para quem o desejasse. A partir das 18 horas, a vigil\u00e2ncia ficava a cargo dos guardas municipais.<\/p>\n<p>Ao sair da pra\u00e7a, \u00e0s 21 horas , eu n\u00e3o conseguia deixar de apreciar a fonte luminosa. Ao acordar, s\u00f3 me restava a esperan\u00e7a de que um dia o sonho se realize.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><\/p>\n<p>*Erly Bon Cosendey \u00e9 professor aposentado de pediatria da UFRJ.<\/p>\n<p>E-mail &nbsp;erlycosendey@gmail.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Seja dormindo ou acordado, \u00e9 sempre bom sonhar, desde que os sonhos sejam alegres e otimistas e as pessoas que compartilhem deles tamb\u00e9m contribuam para a sua materializa\u00e7\u00e3o. Esta noite, sonhei com a Zilda. N\u00e3o sei, mas talvez seja porque penso muito nela e \u2013 n\u00e3o nego \u2013 gosto muito dela tamb\u00e9m. 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