{"id":4112,"date":"2014-03-19T21:17:02","date_gmt":"2014-03-20T00:17:02","guid":{"rendered":"http:\/\/playartedesign.com\/jornaldaregiao\/2014\/03\/19\/seguranca-para-agentes-publicos\/"},"modified":"2014-03-19T21:17:02","modified_gmt":"2014-03-20T00:17:02","slug":"seguranca-para-agentes-publicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornaldaregiao.com\/ajustes\/seguranca-para-agentes-publicos\/","title":{"rendered":"Seguran\u00e7a para agentes p\u00fablicos"},"content":{"rendered":"<p><b>MARCOS ESP\u00cdNOLA*<\/b><\/p>\n<p>O combate ao crime no Brasil tem um saldo compar\u00e1vel a muitas guerras mundo afora. O impacto da viol\u00eancia \u201cengorda\u201d, a cada dia, a estat\u00edstica de \u00f3bitos, atingindo a popula\u00e7\u00e3o como um todo, mas, essencialmente, os agentes de seguran\u00e7a publica, sejam policiais militares, civis ou federais. Em verdade, por serem respons\u00e1veis pelo combate ostensivo e a manuten\u00e7\u00e3o da ordem p\u00fablica, ficando na linha de frente do combate \u00e0 marginalidade, os policiais militares acabam sendo as maiores v\u00edtimas.<\/p>\n<p>Nesta semana, mais um PM foi assassinado, sendo o nono policial morto em confrontos em \u00e1reas pacificadas. Notoriamente, a c\u00fapula da seguran\u00e7a p\u00fablica do Estado precisa repensar a estrat\u00e9gia dessas comunidades, dando um passo a mais, no qual, antes de tudo, os agentes ali mantidos estejam protegidos e com garantias para o exerc\u00edcio de suas fun\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Somente nas favelas do Complexo do Alem\u00e3o, pacificadas desde 2010, j\u00e1 foram cinco baixas. H\u00e1 pouco mais de um m\u00eas, outra soldado foi morta na regi\u00e3o. E assim foi na Rocinha, no Morro da Coroa, em Santa Teresa, na Favela do Batan, em Realengo e na Cidade de Deus. S\u00e3o \u00e1reas pacificadas, mas que encontram forte resist\u00eancia dos bandidos remanescentes das fac\u00e7\u00f5es que dominavam essas localidades por d\u00e9cadas. Para se ter ideia da ousadia e insist\u00eancia dos traficantes, at\u00e9 a delegacia inaugurada em dezembro passado no Alem\u00e3o j\u00e1 foi alvo de um ataque.<\/p>\n<p>E essa realidade n\u00e3o \u00e9 de agora. Em 2012, um levantamento feito junto \u00e0s secretarias estaduais de seguran\u00e7a p\u00fablica do pa\u00eds revelou que um policial \u00e9 assassinado a cada 32 horas no Brasil. Na \u00e9poca, foi constatado que os dados oficiais apontavam que ao menos 229 policiais civis e militares haviam sido mortos, sendo que a maioria deles, 183 (79%), se encontravam fora do hor\u00e1rio de servi\u00e7o. E sabemos que esses n\u00fameros eram maiores, pois, na \u00e9poca, Rio de Janeiro e Distrito Federal n\u00e3o discriminaram as causas das mortes de policiais fora do hor\u00e1rio de expediente, alem de outros estados que n\u00e3o enviaram seus dados. Hoje, al\u00e9m do alto \u00edndice dos assassinatos de policiais em folga, as mortes daqueles em servi\u00e7o v\u00eam crescendo avassaladoramente.<\/p>\n<p>Enfim, independente das medidas adotadas, especialmente no Rio de Janeiro, atrav\u00e9s das Unidades de Pol\u00edcias Pacificadoras, at\u00e9 certo ponto muito bem-sucedidas, o fato \u00e9 que estamos vivendo um per\u00edodo de crescente retalia\u00e7\u00e3o de bandidos que desafiam a presen\u00e7a da pol\u00edcia em \u00e1reas que eles sempre dominaram. O n\u00famero cada vez maior de ataques e mortes a policiais deve ser freado o quanto antes e, para isso, \u00e9 preciso que a intelig\u00eancia seja determinante na prote\u00e7\u00e3o dos agentes p\u00fablicos de seguran\u00e7a. Caso contr\u00e1rio, eles continuar\u00e3o sendo alvos f\u00e1ceis para aqueles marginais que, infiltrados, ainda se encontram nas comunidades cujo dom\u00ednio agora deve ser o da esperan\u00e7a e o da paz.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>*Marcos Esp\u00ednola \u00e9 advogado criminalista.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MARCOS ESP\u00cdNOLA* O combate ao crime no Brasil tem um saldo compar\u00e1vel a muitas guerras mundo afora. O impacto da viol\u00eancia \u201cengorda\u201d, a cada dia, a estat\u00edstica de \u00f3bitos, atingindo a popula\u00e7\u00e3o como um todo, mas, essencialmente, os agentes de seguran\u00e7a publica, sejam policiais militares, civis ou federais. 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