{"id":9599,"date":"2019-09-11T10:14:25","date_gmt":"2019-09-11T13:14:25","guid":{"rendered":"https:\/\/jornaldaregiao.com\/ajustes\/?p=9599"},"modified":"2019-09-11T10:14:25","modified_gmt":"2019-09-11T13:14:25","slug":"segundo-firjan-exportacoes-fluminenses-registram-o-melhor-desempenho-desde-2013","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornaldaregiao.com\/ajustes\/segundo-firjan-exportacoes-fluminenses-registram-o-melhor-desempenho-desde-2013\/","title":{"rendered":"Segundo Firjan, exporta\u00e7\u00f5es fluminenses registram o melhor desempenho desde 2013"},"content":{"rendered":"<p>O estado do Rio registrou saldo comercial de US$ 5,7 bilh\u00f5es no primeiro semestre do ano, puxado pelo aumento de 17% nas exporta\u00e7\u00f5es \u2013 o melhor desempenho desde 2013 \u2013 e queda de 3% nas importa\u00e7\u00f5es. O resultado manteve o Rio como segundo estado brasileiro com maior fluxo internacional, atr\u00e1s apenas de S\u00e3o Paulo. A corrente de com\u00e9rcio atingiu US$ 22,1 bilh\u00f5es, sendo US$ 13,9 bilh\u00f5es em exporta\u00e7\u00f5es e US$ 8,2 bilh\u00f5es em importa\u00e7\u00f5es. Os dados s\u00e3o do Rio Exporta, boletim de com\u00e9rcio exterior do estado, elaborado pela Firjan.<\/p>\n<p>\u201cO resultado se deve, sobretudo, \u00e0s vendas externas de produtos b\u00e1sicos, que v\u00eam aumentando desde 2016 e somaram, no per\u00edodo, US$ 9,3 bilh\u00f5es\u201d, conta Flavia Alves, especialista em Com\u00e9rcio Exterior da federa\u00e7\u00e3o. O item l\u00edder da pauta continua sendo o petr\u00f3leo, destinado principalmente \u00e0 China e aos Estados Unidos. Houve uma expans\u00e3o de 19% nas vendas do produto, que em valores somou para o estado US$ 9,1 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Mas os manufaturados tamb\u00e9m apresentaram crescimento: alavancaram 47% no semestre e bateram recorde de vendas no per\u00edodo (US$ 3,7 bilh\u00f5es). Os semimanufaturados, entretanto, registraram queda de 13% de janeiro a junho deste ano. Na avalia\u00e7\u00e3o do fluxo internacional exclusive petr\u00f3leo, houve aumento de 13% nas exporta\u00e7\u00f5es e queda de 4% nas importa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Para a Argentina, em fun\u00e7\u00e3o da crise enfrentada no pa\u00eds vizinho, as exporta\u00e7\u00f5es ca\u00edram 53% no semestre. Paulo Penna, gerente de Log\u00edstica da Spice Ind\u00fastria Qu\u00edmica\/Archroma na Am\u00e9rica Latina, conta que a empresa, de fato, vendeu menos para o pa\u00eds vizinho, mas a recupera\u00e7\u00e3o do mercado peruano e chileno compensou. \u201cCom isso, mantivemos o nosso resultado no que tange \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o. Entretanto, estamos apreensivos com a quest\u00e3o pol\u00edtica e econ\u00f4mica argentina neste momento. Temos receio de que o pa\u00eds volte a colocar barreiras \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es, o que impactaria os neg\u00f3cios\u201d, avalia.<\/p>\n<p>A companhia, instalada na Regi\u00e3o Sul Fluminense, vende produtos qu\u00edmicos, como corantes e branqueadores, para as ind\u00fastrias t\u00eaxtil, de papel, de adesivo e para a constru\u00e7\u00e3o civil. Para lidar melhor com esse momento, Penna diz que seria necess\u00e1rio melhorar a infraestrutura do estado do Rio e os custos portu\u00e1rios e tribut\u00e1rios. \u201cSe isso acontecer, poderia canalizar de 60% a 70% das nossas exporta\u00e7\u00f5es atuais para o Porto do Rio. Hoje, essas quest\u00f5es nos levam a usar o Porto de Santos\u201d, ressalta ele.<\/p>\n<p>Entre os demais destaques da balan\u00e7a comercial do semestre est\u00e3o os avan\u00e7os de 383% em equipamentos de Inform\u00e1tica e eletr\u00f4nicos; de 90% em m\u00e1quinas e equipamentos; e de 89% em coque e biocombust\u00edveis. Esses resultados compensaram as quedas de 46% nas exporta\u00e7\u00f5es de ve\u00edculos automotores e de 23% de produtos qu\u00edmicos.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0s importa\u00e7\u00f5es, houve queda de 21% nas compras de bens de consumo, especialmente de ve\u00edculos automotores. J\u00e1 os bens de capital tiveram redu\u00e7\u00e3o de 2%, segundo Flavia, como reflexo da diminui\u00e7\u00e3o de aquisi\u00e7\u00f5es de m\u00e1quinas, aparelhos, material el\u00e9trico, equipamentos de inform\u00e1tica e produtos eletr\u00f4nicos. Por outro lado, houve aumento consider\u00e1vel de importa\u00e7\u00e3o de tubos flex\u00edveis de ferro e a\u00e7o (+287%), possivelmente reflexo da disputa comercial entre EUA e China, conforme explica Flavia. As compras de petr\u00f3leo estrangeiro, por sua vez, ca\u00edram 0,7%.<\/p>\n<p>O semestre terminou com a finaliza\u00e7\u00e3o das negocia\u00e7\u00f5es do acordo comercial Mercosul-Uni\u00e3o Europeia, em 28\/06, tornando-se um importante marco para o com\u00e9rcio internacional. \u201cA parceria entre estado do Rio e UE j\u00e1 tem bastante destaque atualmente. Neste ano, as exporta\u00e7\u00f5es fluminenses para o bloco europeu, exceto petr\u00f3leo, somaram US$ 967 milh\u00f5es, ultrapassando pa\u00edses e blocos da \u00c1sia\u201d, ressalta Flavia. Os principais itens da pauta foram tubos flex\u00edveis de ferro ou a\u00e7o (US$ 483 milh\u00f5es) e partes de turborreatores ou de turbopropulsores (US$ 115 milh\u00f5es). As importa\u00e7\u00f5es alcan\u00e7aram US$ 1,5 bilh\u00e3o, com destaque para partes de avi\u00f5es ou de helic\u00f3pteros (US$ 80 milh\u00f5es) e tubos flex\u00edveis de ferro ou a\u00e7o (US$ 70 milh\u00f5es).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O estado do Rio registrou saldo comercial de US$ 5,7 bilh\u00f5es no primeiro semestre do ano, puxado pelo aumento de 17% nas exporta\u00e7\u00f5es \u2013 o melhor desempenho desde 2013 \u2013 e queda de 3% nas importa\u00e7\u00f5es. O resultado manteve o Rio como segundo estado brasileiro com maior fluxo internacional, atr\u00e1s apenas de S\u00e3o Paulo. 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