Na região, defesas civis estão em estado de atenção e alertam a população a cada chuva
Após contabilizar mais de mil mortes e desaparecidos, além, claro, do imenso rastro de destruição provocado pela tragédia climática de 12 de janeiro deste ano, a população dos sete municípios atingidos da Região Serrana – Nova Friburgo, Bom Jardim, Sumidouro, Teresópolis, Petrópolis, Areal e São José do Vale do Rio Preto – está apreensiva com a chegada da estação das chuvas. Não era para menos, até porque a dita reconstrução continua capenga. Lá de Brasília veio, semana passada, uma declaração que muitos temem dizer em público, mas que não sai da cabeça de ninguém que presenciou as cenas dantescas do início deste ano: o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloízio Mercadante, afirmou, no Senado, no último dia 15 de dezembro, que o governo não tem como impedir mortes nesta temporada de chuvas por conta de deslizamentos e enchentes. “Morrerão pessoas neste verão. E nos próximos”, enfatizou.