Jornal da Região

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Júlio Carvalho

Júlio Carvalho é médico e ex-vereador em Cantagalo.

Artigos publicados

O ex-deputado federal Léo Simões (direita) com o amigo Thiers Montebello (à esquerda), em visita ao Tribunal de Contas do RJ

“Leo Simões – grande amigo de Cantagalo”, por Júlio Carvalho

O tempo é um inimigo cruel que desaparece com o nome de pessoas importantes para o desenvolvimento dos municípios espalhados pelo Brasil. Hoje, quero relembrar o nome de um cidadão que muito auxiliou o município de Cantagalo na década de 80. Durante minha vida, conheci alguns deputados federais que se aproximaram de Cantagalo não apenas para conseguir votos necessários para

Medicina e cuidado

“Mariazinha”, por Júlio Carvalho

Hoje, fugirei da rotina, não escreverei sobre figuras históricas da nossa comunidade, nem de fatos ocorridos em nossa região. Focalizarei a belíssima história de uma criança, uma menina bem pequena que conheci, há muito tempo, no nosso Hospital de Cantagalo. Naquele tempo, o nosso velho e querido hospital dispunha de pouquíssimos recursos. Tinha só quatro médicos, que se revezavam nos

Hospital de Cantagalo

“Dr. Flávio Heleno – Um benfeitor do Hospital de Cantagalo”, por Júlio Carvalho

No artigo dessa semana, focalizarei um cidadão pouco conhecido pelos nossos leitores. Cidadão que veio a Cantagalo duas ou três vezes, à noite, para reuniões com o Conselho Deliberativo e a Diretoria do Hospital de Cantagalo, retornando ao Rio de Janeiro ao final das mesmas. Em 1962, trabalhava no H.U. Pedro Ernesto, preparando-me para trabalhar no interior, recebia mensalmente o

Inauguração do Centro Cultural Prof.ª Amélia Thomaz

“Centro Cultural Prof.ª Amélia Thomaz”, por Júlio Carvalho

Finalmente, depois de uma década e meia de marchas e contramarchas, não por culpa dos prefeitos, foi inaugurado, às 19 horas, do dia 17 último, o Centro Cultural Amélia Thomaz, na rua Maestro Joaquim Antônio Naegele. A demora foi consequência de algumas firmas construtoras, vencedoras das licitações, que não conseguiram cumprir as exigências contratuais. Além de ótima presença de populares,

Oswaldo Cruz

“Oswaldo Cruz – Herói da Saúde”, por Júlio Carvalho

No dia 5 de agosto de 1872, na cidade de São Luís de Paraitinga, interior de São Paulo, o casal Bento Gonçalves Cruz e Amália Bulhões Cruz foi contemplado com o nascimento de um filho que recebeu o nome de Oswaldo. Em 1877, a família transferiu a residência para a cidade do Rio de Janeiro, capital do Brasil, onde o

Foto de capa: Serviço de Profilaxia da febre amarela: partida de uma turma para isolamento de um doente, 1904. Rio de Janeiro, RJ / Acerco Casa de Oswaldo Cruz

“Cantagalo e a Febre Amarela”, por Júlio Carvalho

Foto de capa: Serviço de Profilaxia da febre amarela: partida de uma turma para isolamento de um doente, 1904. Rio de Janeiro, RJ / Acerco Casa de Oswaldo Cruz   Em meados do século XIX, a cidade do Rio de Janeiro foi assolada por uma epidemia de febre amarela; os turistas deixaram de visitar a capital e a mortalidade, em

“Abril – Duas Grandes Datas”, por Júlio Carvalho

Sempre gostei de acompanhar, pelos meios de comunicação, as comemorações das datas nacionais. É um modo de prestar homenagem àqueles que colaboraram para o crescimento da nação brasileira, alguns até com o sacrifício da própria vida. No mês de abril, sempre aguardo os dias 19 e 21, que assinalam a morte de Tiradentes e o nascimento de Getúlio Vargas. Ambos

“Dos muares às locomotivas”, por Júlio Carvalho

Na segunda metade do século XIX, Cantagalo era um dos maiores produtores de café do Império do Brasil, graças ao trabalho dos infelizes escravos. Os proprietários de terra adquiriram abundantes riquezas, enquanto os títulos nobiliárquicos surgiram por toda a região: barões, condes e viscondes de tal e tal. A abundante produção de café era transportada para a capital do país

“Uma permuta ousada”, por Júlio Carvalho

De 1937 a 29/10/1945, Getúlio Vargas governou o Brasil com plenos poderes, período que ficou conhecido como Estado Novo; era uma ditadura e o presidente nomeava os governadores dos estados, com títulos de interventores. Para o Estado do Rio de Janeiro, o escolhido foi o oficial da marinha Ernane do Amaral Peixoto, genro do ditador Vargas. Todavia, por sorte dos

Papel almaço

“Um velho papel”, por Júlio Carvalho

Casualmente, mexendo em uma gaveta, encontrei um velho papel, escurecido pela ação do tempo e quebradiço em suas dobras. Era uma folha de papel almaço; daquelas que outrora os alunos faziam provas escolares, os cartórios redigiam escrituras, certidões e outros documentos importantes; que os jovens de hoje nem conheceram. Desdobrei aquela folha dupla, maior que uma A4, cuidadosamente, com receio

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