
“Um velho papel”, por Júlio Carvalho
Casualmente, mexendo em uma gaveta, encontrei um velho papel, escurecido pela ação do tempo e quebradiço em suas dobras. Era uma folha de papel almaço; daquelas que outrora os alunos faziam provas escolares, os cartórios redigiam escrituras, certidões e outros documentos importantes; que os jovens de hoje nem conheceram. Desdobrei aquela folha dupla, maior que uma A4, cuidadosamente, com receio








