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Jornal da Região

Após conhecer mais de 70 países, Pedro Motta inicia nova aventura pela África

Depois de conhecer mais de 70 países, Pedro Motta iniciou uma nova etapa de suas aventuras pelo mundo. Desta vez, o destino é a África, continente onde pretende permanecer aproximadamente um ano, explorando culturas, tradições e modos de vida ainda pouco conhecidos por ele.

Atualmente no Benim, na África Ocidental, Pedro planeja permanecer três meses no país antes de seguir para Nigéria, Togo, Gana e Costa do Marfim. Seu roteiro também poderá incluir Maurício, Madagascar e uma longa viagem terrestre da África do Sul ao Quênia.

Embora já tenha percorrido boa parte do mundo, Pedro havia conhecido apenas quatro países africanos: Marrocos, África do Sul, Etiópia e Egito. Agora, pretende dedicar mais tempo ao continente, priorizando o contato com os moradores e a compreensão de suas diferentes culturas.

“Minha ideia é ficar 1 ano na África, visitando também Maurício, Madagascar, e fazer uma viagem por terra da África do Sul ao Quênia, que durará meses”, conta o viajante, ressaltando que seus planos poderão mudar conforme as oportunidades.

De Boa Sorte para o mundo

Filho de Margareth Vidal e Antonio Maurício Amorim da Motta, Pedro passou boa parte da infância e adolescência em Boa Sorte, distrito de Cantagalo, onde mantém fortes vínculos familiares.

Em abril de 2024, quando concedeu uma entrevista ao Jornal da Região, já havia visitado 40 países e trabalhava como guia turístico em Svalbard, arquipélago norueguês próximo ao Polo Norte.

Formado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal Fluminense, começou suas viagens internacionais durante um intercâmbio em Portugal. Posteriormente, trabalhou em cruzeiros, hostels e atividades turísticas em diferentes países.

Uma de suas experiências mais marcantes aconteceu em 2022, na Cidade do Cabo, África do Sul. Após sofrer um furto logo no início da viagem, conseguiu trabalho voluntário como recepcionista de um hostel, onde permaneceu três meses e aperfeiçoou seu inglês.

Agora, Pedro reconhece que viajar economicamente pelo continente africano apresenta desafios, especialmente pelas condições de infraestrutura, clima e saúde.

“Vou levando um dia após o outro, pois viajar de baixo custo na África não é nada fácil”, afirma.

Para o viajante, mais importante do que aumentar a lista de países visitados é conhecer pessoas, construir amizades e compreender diferentes maneiras de viver. Uma jornada que começou com um jovem de raízes cantagalenses e continua levando suas experiências aos mais diversos lugares do planeta.

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