Jornal da Região

OABRJ questiona revisão nos valores das custas judiciais praticadas pelo Tribunal de Justiça

OABRJ questiona revisão nos valores das custas judiciais praticadas pelo Tribunal de Justiça

Nesta terça-feira, dia 8 de outubro, o presidente e a vice-presidente da OABRJ, Luciano Bandeira e Ana Tereza Basilio, apresentaram um memorial ao presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Luís Roberto Barroso, que questiona, novamente, as portarias 2.691/2023 e 555/2024 da Corregedoria do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) referentes aos valores das custas processuais no âmbito da Justiça estadual praticadas no ano de 2024.

A ação soma-se à campanha da OABRJ “A Justiça custa um absurdo”, iniciada em abril deste ano e idealizada pela vice-presidente da Seccional e presidente da Comissão de Celeridade Processual da entidade, que alerta sobre as disparidades nos valores cobrados pelo TJRJ comparado a outros estados. Na época, a Seccional teve mais de 10 mil adesões ao abaixo assinado que reclamava do reajuste e dos valores proibitivos adotados pela corte estadual.

No pedido de providências protocolado pela OABRJ em maio de 2024, a Seccional solicitava a invalidação deste acréscimo, com o argumento de que as elevadas custas praticadas pelo TJRJ não representam apenas uma mera correção monetária uma vez que restringem direitos e dificultam o acesso do cidadão à Justiça, norma prevista no artigo 5º da Constituição Federal.

Presidente da Seccional, Luciano Bandeira diz que o memorial apresentado hoje é um compilado de pleitos não só da advocacia fluminense, mas, também, da população como forma de protesto à situação vivenciada no Rio de Janeiro.

Eu e a vice-presidente da Seccional, Ana Tereza Basilo, viemos até a sede do Conselho Nacional de Justiça, em Brasília, para despachar o nosso memorial com o ministro Luís Roberto Barroso, sobre as custas abusivas do Estado do Rio de Janeiro. Confiamos que o Conselho Nacional de Justiça terá parâmetros que sejam adequados e justos para efetuar o acesso à Justiça”, considera o presidente.

Para se ter um comparativo: os valores cobrados atualmente para que uma demanda seja processada pelo Poder Judiciário no Rio de Janeiro relativo às custas de apelação, por exemplo, subiram de R$ 65,52 em 2012 para R$ 927,97. Já num agravo de instrumento, o estado cobra R$ 1.019, enquanto que no Distrito Federal custa apenas R$ 42,16.

Basilio diz que a campanha pela dedução das custas judiciais não é só da OABRJ, já que as custas “devem ser compatíveis com a capacidade de pagamento daqueles que precisam da Justiça”.

Saímos muito otimistas da reunião com o ministro Barroso, e tenho certeza de que a necessidade de balizamento, de impor limites às cobranças de custas, vai ser um dos assuntos prioritários do CNJ, porque é um problema nacional”, pondera a vice-presidente da Seccional.

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