Nova Friburgo, Bom Jardim e São Sebastião do Alto somaram 694 toneladas da fruta em 2024. Levantamento revela diferenças na produtividade e na evolução das lavouras.
A produção de goiaba representa uma atividade importante para a diversificação agrícola da Região Serrana do Rio de Janeiro. Dados da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes a 2024, mostram que Nova Friburgo, Bom Jardim e São Sebastião do Alto produziram, juntos, 694 toneladas da fruta, em uma área colhida de 24 hectares.
Nova Friburgo registrou a maior produção entre os três municípios, com 434 toneladas em 14 hectares. O resultado colocou o município na quinta posição entre os 18 produtores de goiaba identificados no Estado do Rio de Janeiro, com rendimento médio de 31 toneladas por hectare.
Bom Jardim aparece na décima colocação estadual, com 180 toneladas produzidas em seis hectares e produtividade média de 30 toneladas por hectare. O valor da produção municipal foi estimado em R$ 710 mil.
São Sebastião do Alto também integra o grupo de municípios produtores, com 80 toneladas colhidas em quatro hectares, rendimento médio de 20 toneladas por hectare e participação de aproximadamente 0,5% na produção fluminense. O município ocupa a 13ª posição no ranking estadual referente a 2024.
Evolução da produção
A comparação com 2019 revela comportamentos diferentes nas lavouras dos três municípios. Enquanto Nova Friburgo registrou redução aproximada de 26% na quantidade produzida, Bom Jardim manteve sua produção estável e São Sebastião do Alto apresentou crescimento de cerca de 21%.
Os registros históricos também mostram que a cultura já alcançou volumes superiores em determinados períodos. São Sebastião do Alto, por exemplo, chegou a produzir 360 toneladas em 1998, enquanto Nova Friburgo registrou safras de mil toneladas no início da década de 1990.
Importância para a economia rural
O Relatório de Atividades de 2024 da Emater-Rio aponta que a produção de goiaba na Região Serrana, conforme a divisão territorial utilizada pelo órgão, alcançou 2.607,8 toneladas, envolvendo 97 produtores e uma área colhida de 96,7 hectares.
O faturamento bruto regional foi estimado em aproximadamente R$ 10 milhões, demonstrando a participação econômica da cultura na fruticultura fluminense.
A produção exige cuidados permanentes com os pomares, incluindo podas, adubação, controle fitossanitário e técnicas para melhorar a produtividade e a qualidade dos frutos.
Além da comercialização da fruta fresca, a goiaba oferece possibilidades de aproveitamento na fabricação de doces, geleias, polpas e outros produtos, criando alternativas de agregação de valor à produção rural.
Os números mostram que, embora a atividade tenha dimensões diferentes entre os municípios, a goiaba integra a diversidade da agricultura regional e apresenta oportunidades de fortalecimento da produção e de ampliação dos mercados consumidores.