Desde os primórdios da sua história Cantagalo se mostrou um município voltado para as atividades agropastoris. Depois que os mineiros faiscadores de ouro foram presos, o Vice-rei D. Luiz de Vasconcellos nomeou para a região o Desembargador Manoel Pinto da Cunha e Souza, que aqui instalou uma estrutura administrativa, com segurança para os primeiros habitantes que vieram ocupar a nossa região e se dedicaram às atividades agrícolas, uma vez que as minas de ouro não passavam de uma ilusão.
No Brasil Império, quando o território cantagalense era dez vezes maior que o atual, Cantagalo foi o maior produtor de café do Brasil, ficando conhecido até no exterior. Foi o período dos barões do café, chegando nossa região a possuir cerca de vinte títulos nobiliárquicos. Com o esgotamento do solo e a libertação dos escravos a produção cafeeira diminuiu acentuadamente, até desaparecer nas propriedades cantagalenses.
Alguns ainda persistiram por vários anos, acabando por desistir com a queda do café na década de 1930. Os últimos cafezais foram substituídos por pastagens ou por canaviais, dando origem a produção da cachaça e do álcool, ficando muito conhecida a Jacutinga, produzida na fazenda do mesmo nome, sob a direção do cubano Sr. Miguel Gonzalez, com premiação internacional.
Atualmente, a maior parte do solo das propriedades rurais está transformado em pastagens, que alimentam um rebanho bovino de 75.267 animais de corte e de leite; além dos bovinos as propriedades rurais ainda criam outras espécies de animais, a saber: equinos – 799; ovinos – 466; suínos – 466; búfalos – 69; muares – 53 e caprinos – 29.
No dia 08 de maio de 2025 foi inaugurado em Cantagalo o Posto Municipal de Defesa Agropecuária, na rua Nicolau Guzzo, a cerca de 150 metros da rodoviária de Cantagalo, onde se encontram registradas 816 propriedades rurais de Cantagalo e 953 proprietários rurais. Foi um importante conquista para os ruralistas que não necessitam viajar a outro município para obter documentos exigidos por lei.
Nesse posto municipal, de janeiro a novembro de 2025, foram emitidos os seguintes documentos:
– Atualização de rebanhos ………………1.424
– Emissão de GTA………………………….. 439
– Cadastramento de novas propried.. 10
– Cadastramento de novas explorações 124
Total de documentos …………. 1.997.
No mesmo local funciona a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Agropecuário, que nos primeiros onze meses de 2025, prestou diversos tipos de serviços e apoio aos proprietários rurais, a saber:
– Distribuição de sementes a 356 pessoas.
– 235 produtores atendidos com tratores para preparação do solo para formação de pastagens, produção de silagem milho/capim e lavouras de diversos tipos.
– 192 proprietários atendidos com serviços de retroescavadeira na abertura e limpeza de poços, terraplanagem, limpeza e retirada de barreiras nas estradas.
– 08 produtores atendidos na limpeza de estradas rurais com serviço da pá carregadeira.
– 105 produtores atendidos com transporte de cana, silagem e capim no período da seca.
Além desses trabalhos a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Agropecuário trabalhou, associada à Secretaria de Viação e Transporte, na recuperação de estradas vicinais e limpeza de bueiros.
Do mesmo modo ocorreu em relação à Secretaria de Obras e Serviços Públicos, colaborando na limpeza urbana; afinal, o lema do atual governo municipal é União e Trabalho.
Com o objetivo de melhorar a assistência às atividades rurais o governo municipal, em 2025, comprou 02 veículos Renault Orochi (R$. 241.000,00), 01 trator Zeepo TR 80D 4X4 (R$. 125.000,00), 02 tratores Lovol TH854 4X4 (R$. 370.000,00) e 05 grades aradoras TGA 2.5 14 discos (R$. 124.500,00). Totalizando um investimento de R$. 860.500,00 na aquisição de equipamentos necessários à atividade da secretaria que cuida do setor agrícola.
No último dia de 2025, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Agropecuário recebeu dois tratores; emenda parlamentar do Deputado Hugo Leal, que reforçarão o trabalho rural em nossos campos.
A assistência e o apoio à produção rural são importantíssimos, afinal se os campos não produzirem as cidades não de alimentarão.
Júlio Carvalho.
