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Jornal da Região

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Artigos publicados

“O plano de voo imperfeito”, por Amanda de Moraes

Rubem Alves teria respondido, certa vez, como foi sua preparação para a vida. Apesar de ter chegado aonde chegou, quase todo o planejamento dele deu errado. Gosto dessa resposta. Assim, admite-se algo que costumamos esconder quando contamos a nossa história: nem sempre soubemos o que estávamos fazendo. Houve acidentes de percurso, decisões tomadas por necessidade, mudanças que teríamos evitado se

“A liberdade de discordar dos nossos”, por Amanda de Moraes

A política democrática se constrói pelo debate de ideias. Isso exige reconhecer que pessoas com convicções diferentes têm o direito de participar das decisões sobre a vida em comum. Parece simples. Na prática, porém, temos dificuldade de aceitar que o país também pertence a quem pensa de uma maneira que nos desagrada. Hannah Arendt compreendia a pluralidade como uma condição

“O governo de si mesmo”, por Amanda de Moraes

Começou a época eleitoral no Brasil. Com as mudanças trazidas pelas mídias sociais, as campanhas já não ocupam apenas as ruas, palanques ou a televisão. Invadem, de outra forma, os lares e incentivam o ingresso de qualquer pessoa: influencers, agora, podem lançar-se com facilidade na corrida por um cargo eletivo. Nesse bolo, aparecem candidatos de todos os tipos: artistas felizes

“A fotografia real de quem sente empatia”, por Amanda de Moraes

Fotos registram normalmente bons momentos. Em outra época, não muito longe, os álbuns eram repletos de vida revelada. O filme da máquina fotográfica, com um número limitado de fotos, era destinado aos momentos especiais: casamentos, festas de aniversários, confraternizações, batizados, viagens. A falta de recurso para poses perfeitas, tiradas hoje com 10 cliques por segundos, eternizava momentos espontâneos e divertidos.

“Sua cidade também está em alto volume?”, por Amanda de Moraes

Produzimos barulho (e muito). Quem vive na cidade é obrigado a partilhar a vida com isso. Carros estão sempre buzinando, obras crescendo, cidade a todo o vapor. Uns turbilhões de sons invadem o nosso espaço individual a qualquer minuto. Somado a isso, algumas pessoas se esforçam para aumentar o caos. Existem os aficionados por motos barulhentas. Pois é, acredite: estes

“Homenagem a Nair Faria e Raissa Bessa”, por Amanda de Moraes

A vida é inalienável; um direito de todos. É o bem mais precioso que possuímos.  Enquanto houver coração pulsando, haverá a possibilidade de recomeçar. De sentirmos. De amarmos. De sermos um pouco melhores do que fomos ontem. Haverá tempo para realizar sonhos, recalcular rotas e escrever novos capítulos. Quando esse direito é tirado, de forma abrupta, pela decisão de outra

“Quando o gol é a favor ou contra?”, por Amanda de Moraes

A Copa do Mundo é festa dos mais diferentes povos. Movimenta paixões, promove culturas, traz alegria, mesmo em tempos de dificuldade. Faz com que o mundo pareça falar a mesma língua. A realização da Copa deveria ocorrer mais em lugares que agregam e acolhem, por ser um momento em que os olhos do mundo estão voltados para um único ponto.

“Sem extremos, tudo vai passar”, por Amanda de Moraes

De diferentes formas, o ser humano lida com as frustrações. Alguns hiperfocam no problema, como se não houvesse novos caminhos. Mergulham tão profundo que paralisam qualquer fluxo do cotidiano. Transformam a visão em um raio laser, que mira um único ponto, fazendo com que todo o resto deixe de existir. Nada mais importa. Muitas insatisfações nascem quando olhamos para o

“O amor romântico e a mesa da vida”, por Amanda de Moraes

Quando somos crianças e adolescentes, absorvemos mais o mundo. Captamos as palavras dos adultos, aprendemos com comerciais, entendemos a sociedade a partir de valores morais que nos são passados através de gerações. Nessa fase, somos esponjas, captando e sentindo cada parte do que nos é apresentado. Seres humanos de diferentes países pensam diferente, por vários fatores, como a cultura. Apesar

“Aconteceu mesmo. E agora?”, por Amanda de Moraes

“Somente um tolo tenta entender o destino.” Vi essa frase em uma série televisiva, que calha bem para um momento de não aceitação de fatos. É aquela fase em que nos recusamos, com todos as emoções, a aceitar o aconteceu. Quando ruminamos pensamentos sobre o que poderíamos ter feito de diferente. Nessas horas, brigamos com a vida. Entender que tudo

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