Macuco promove encontro sobre conscientização do movimento ‘Faça Bonito’ para atletas mirins
“Somente um tolo tenta entender o destino.” Vi essa frase em uma série televisiva, que calha bem para um momento de não aceitação de fatos. É aquela fase em que nos recusamos, com todos as emoções, a aceitar o aconteceu. Quando ruminamos pensamentos sobre o que poderíamos ter feito de diferente. Nessas horas, brigamos com a vida.
Entender que tudo é destino, predeterminado, traz um certo alívio; afinal, não seríamos responsáveis por alguns acontecimentos. Estão lá, escritos nas estrelas, ou seja, não há nada que possamos fazer.
Há aqueles que dizem que destino é uma ilusão. Seriam as ações motivadas por padrões psíquicos inconscientes, que moldam nossas escolhas e influenciam comportamentos. Padrões exercidos por experiências emocionais, hábitos e interpretações antigas, guiando nossas ações para lugares que já conhecemos. Isso tudo geralmente vem acompanhado das frases: “Essas situações sempre acontecem comigo! De novo?”
Outros dizem que criamos a nossa realidade, a todo momento, por meio de padrões vibracionais. Que atraímos não somente o que desejamos, mas o que reflete o nosso interior. Se há o medo de que falte algo, atrairá a falta. Se há o pânico de não encontrar o parceiro amoroso, atrairá pessoas indisponíveis. Se confiamos e temos a convicção de que a vida sempre será nutrida por essas vibrações, teremos prosperidade em diferentes áreas.
Você, por exemplo, pode acreditar puramente no caos e na falta de sentido, creditando tudo à aleatoriedade da vida.
É um direito seu, bem como entender que há um Deus no comando, guiando e abençoando a humanidade, mesmo nos momentos difíceis.
Seja como for, por mais que sigamos um determinado planejamento, a realidade sempre nos surpreende. A vida está longe de ser uma planilha de Excel, com dados e metas. Ela muda de uma hora para a outra. Puxa o tapete. Nos vira de cabeça para baixo.
Diante das surpresas, boas ou não, é a nossa reação que ditará o tom. Podemos resistir ao inevitável. Podemos aceitar. Podemos ser gratos ou rancorosos. Seja qual for a solução que queira dar, nunca é fácil.
São raros os seres que aprendem a lidar bem, emocionalmente, para a aceitação dos fatos, o chamado imprevisível. A evolução intelectual do jovem, por exemplo, é mais ligada ao Enem do que a compreensão dos ânimos. Decoramos fórmulas que pouco usaremos. É como se a prioridade fosse a vida profissional, o sucesso financeiro e ter filhos, em vez de virtudes e sabedoria.
Em muitos casos, não sabemos ao certo se um momento é, na verdade, uma despedida. Quando será o último abraço? E a última conversa? Aliás, a maioria das despedidas não são pré-anunciadas. Existem até as que aconteceram e ainda não nos demos conta.
O que fazer diante da imprevisibilidade? Em vez de nos perguntarmos “por quê”, questionarmos: “O que eu faço com o que me aconteceu agora?”
Se for culpa, tente não repetir o erro e aceitar que a criatura humana é imperfeita (eu, você e todo o mundo). Se for saudade, lembre-se da dádiva que lhe foi concebida por viver aqueles instantes. Se for injustiça, conscientize-se mais que as ações do outro… são do outro. Siga, apesar do imprevisível, com a confiança e coragem para amar, entregar-se, aprender e jamais se desencorajar à autenticidade que é sua.
