Alerj aprova política para conscientizar a população sobre o uso excessivo do celular

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro aprovou, nesta quinta-feira (05), um importante Projeto de Lei voltado à conscientização sobre o uso excessivo de dispositivos eletrônicos. A proposta cria a Política Estadual voltada para o tema, com o objetivo de informar e educar a população sobre os impactos negativos do uso inadequado do celular na saúde mental e física, especialmente entre crianças e adolescentes.

O autor do projeto é o deputado Arthur Monteiro (União), que defende a importância de promover uma sociedade mais consciente e saudável. “Também é papel do Estado estimular a conscientização sobre esse tema. Acreditamos que essa é uma forma de proteger a saúde e o bem-estar de todos, especialmente dos mais jovens”, justifica Monteiro.

Uma das frentes de atuação da iniciativa será a realização de campanhas educativas em escolas, comunidades e meios de comunicação sobre os efeitos do uso inadequado da tecnologia na saúde mental, seus impactos na produção de neurotransmissores e hormônios e suas consequências sociais e emocionais. O Poder Executivo também poderá realizar estudos estatísticos que correlacionem o aumento do uso de celulares com taxas de suicídio entre jovens e adultos, a fim de embasar futuras políticas públicas.

A proposta estabelece ainda que a política deverá abordar os efeitos sociais negativos do uso excessivo de dispositivos digitais, como comparações que afetam a autoestima, os riscos de aumento da ansiedade, a disseminação de informações falsas e o estímulo a comportamentos de risco, como má alimentação, sedentarismo e isolamento social.

Um estudo internacional publicado no Journal of Human Development and Capabilities, em 2025, mostrou que ter acesso a um smartphone antes dos 13 anos pode gerar efeitos negativos sobre a saúde mental. A pesquisa aponta ainda que jovens adultos que tiveram celular na infância apresentam mais sintomas como pensamentos suicidas, desregulação emocional e baixa autoestima, o que reforça a urgência de medidas de conscientização.

“O uso excessivo de celulares tem sido uma preocupação crescente em nossa sociedade, e a neurociência tem demonstrado que a interação constante com dispositivos móveis pode ter efeitos adversos significativos na saúde mental e física. Os números são alarmantes. Por isso, precisamos agir com urgência”, considerou Monteiro.

Também em 2025, o influenciador digital Felca viralizou após publicar um vídeo denunciando os riscos da adultização e da sexualização infantil, o que reacendeu o debate sobre o uso indevido das redes sociais na infância e na adolescência. “Através de campanhas educativas e parcerias com instituições, poderemos trabalhar juntos para mitigar os efeitos negativos da tecnologia em nossas vidas”, concluiu o deputado.

A matéria retornará para segunda discussão na Alerj.

Imagem: Octacilio Barbosa/Alerj

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