O dia 1º de janeiro deste ano marcou a região com um belo arco-íris no céu, que foi fotografado por muita gente na região, logo após uma chuva, na tarde da quinta-feira.
Em Cordeiro e Macuco, o arco-íris foi registrado por muitos moradores.
O arco-íris, um semicírculo colorido no céu presente em lendas antigas, citadas na Bíblia e até adotado como símbolo de movimentos sociais de diversidade, é tão popular que já extrapolou o fato de ser um fenômeno atmosférico.
Possui até datas comemorativas relacionadas a ele: nos Estados Unidos e em alguns países da América Latina, por exemplo, o dia 3 de abril é conhecido como o “Dia Nacional de Encontrar Arco-Íris” ou “Dia Mundial do Arco-Íris”.

Apesar de sua fama e beleza natural, o arco-íris é apenas um fenômeno atmosférico óptico com aspectos físicos e químicos, como explica o site do Instituto de Química São Carlos da Universidade de São Paulo.
O arco-íris é composto por uma série de arcos coloridos concêntricos que podem ser vistos quando a luz de uma fonte distante – mais comumente o Sol – incide sobre um conjunto de gotas d’água, como na chuva ou logo após a chuva, sendo sempre observado na direção oposta à do Sol, conforme explica a Encyclopædia Britannica (plataforma de conhecimento do Reino Unido).
De acordo com o site do Instituto de Química da USP, o arco-íris é um fenômeno ótico por depender da incidência de luz nas gotículas de água, o que significa que ele não acontece materialmente. Como sua visualização é ligada à luz, cada observador vai vê-lo de forma única dependendo de sua localização em relação à posição do Sol.
Segundo a Britannica, os raios coloridos do arco-íris são formados pela refração e reflexão interna dos raios de luz que entram na gota de água, cada cor dobrada em um ângulo ligeiramente diferente. Portanto, as cores compostas da luz incidente serão separadas ao saírem da gota.
O porquê da formação dessas cores está relacionado a alguns princípios da física, particularmente o da luz. O site do Laboratório de Óptica da Universidade de Campinas (Unicamp) lembra que este é um fenômeno de óptica estudado e explicado pelo filósofo René Descartes e, posteriormente, pelo físico Isaac Newton, já que os estudiosos realizaram experimentos de separação da luz do Sol (considerada luz branca) exatamente em sete diferentes cores, através do prisma, como ocorre no arco-íris.

No site de Educação da National Geographic norte-americana, há uma explicação para esse fenômeno: “quando a luz do Sol atinge uma gota de chuva, parte dessa luz é refletida. O espectro eletromagnético é composto de luz com muitos comprimentos de onda e um ângulo diferente em faixas de sete cores. Isso porque a luz das cores é refratada e reflete de maneiras variadas quando passa de um meio (o ar) para outro (a água ou o vidro, por exemplo).”
Como explica o artigo da National Geographic, o vermelho tem o comprimento de onda mais longo da luz visível, cerca de 650 nanômetros. Ele geralmente aparece na parte externa do arco-íris. O violeta tem o menor comprimento de onda (cerca de 400 nanômetros) e geralmente aparece na parte interna do arco-íris. Além disso, em suas bordas, as cores do arco-íris se sobrepõem. Isso produz um brilho de luz “branca”, tornando a parte interna do arco-íris muito mais brilhante do que a parte externa.
Segundo a enciclopédia do Reino Unido, ocasionalmente pode ser observado um arco secundário no arco-íris, que é consideravelmente menos intenso que o arco primário e tem sua sequência de cores invertida.
O arco-íris secundário tem um raio angular de cerca de 50° e, portanto, é visto fora do arco primário, que costuma ter entre 40 e 42º. Esse arco resulta da luz que passou por duas reflexões internas na gota d’água. Os arco-íris de ordem superior, resultantes de três ou mais reflexões internas, são extremamente fracos e, portanto, são raramente observados.

Na Bíblia, o arco-íris é principalmente o sinal da aliança eterna de Deus com a humanidade e toda a criação, prometendo nunca mais destruir a Terra com um dilúvio, como descrito em Gênesis 9.
Ele simboliza a fidelidade de Deus, a esperança, a paz após a tempestade, e a abrangência do pacto divino para todos os seres vivos, sendo também associado à glória e ao trono de Deus em visões proféticas como as de Ezequiel e Apocalipse, representando Sua majestade, tranquilidade e justiça.