Os funcionários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil entraram em greve por tempo indeterminado desde o dia 10 de setembro.
Na Caixa, a paralisação é nacional e acontece após rejeitarem a proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). No Banco do Brasil, a greve é parcial e ocorre apenas nas bases sindicais que não aprovaram o acordo da categoria.
As negociações, no entanto, foram retomadas, e os trabalhadores terão novas assembleias nesta sexta-feira (11) para avaliar as propostas apresentadas pelo banco.
A greve da Caixa foi aprovada pelos trabalhadores da base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região em assembleia encerrada no dia 4 de agosto. Segundo a entidade, a paralisação é nacional.
No Banco do Brasil, a nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) foi aprovada por parte dos sindicatos, mas rejeitada por outras 60 entidades.
Entre as bases que não aprovaram o acordo estão Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Pernambuco e Florianópolis.
Em outras 39 bases sindicais, os funcionários aprovaram a proposta apresentada pelo banco.
Entre elas estão São Paulo, Curitiba, Campo Grande, Niterói (RJ) e Jundiaí (SP).
A nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria foi assinada nesta quarta-feira (9), em São Paulo, pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e pelos bancários.
O acordo prevê a reposição integral da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), mais aumento real de 0,6% nos próximos dois anos.