O Banco Itaú, uma das maiores instituições financeiras do Brasil, anunciou no final do ano passado, o fechamento de 46 agências em 2026. Segundo o banco, a medida faz parte de um plano de readequação da rede física, motivado pelo crescimento dos serviços digitais e pelo uso cada vez maior de canais online e aplicativos.
A estratégia foca na digitalização, redução de custos e ampliação do atendimento digital, resultando em sobrecarga nas unidades remanescentes e preocupação sindical.
A decisão, que já vinha sendo implementada desde 2024, reflete a estratégia de redução de custos operacionais e expansão dos canais digitais, como aplicativos e internet banking, que hoje concentram mais de 90% das transações realizadas pelos clientes.
O banco afirma que manterá atendimento presencial em unidades estratégicas, mas reconhece que a mudança pode gerar transtornos para quem ainda depende do contato direto com gerentes e caixas. O impacto sobre os trabalhadores é significativo: sindicatos estimam que milhares de empregos serão perdidos ou realocados em razão do fechamento das agências.
No estado do Rio de Janeiro, foram registrados encerramentos de unidades do banco nos últimos meses.
Entre os casos relatados está o fechamento de agência localizada no Norte Shopping, na capital fluminense, situação que gerou reclamações de clientes quanto à comunicação prévia e à redistribuição do atendimento.
Em Petrópolis, outra unidade foi desativada, obrigando correntistas a buscarem atendimento em agências mais distantes. O cenário tem provocado debates sobre inclusão bancária, acesso a serviços financeiros e impactos para idosos e pessoas com menor familiaridade com plataformas digitais.
Confira a nota divulgada pelo Itaú:
O Itaú Unibanco vem transformando sua estratégia de Varejo PF, com foco em oferecer uma experiência digital cada vez mais fluida e hiperpersonalizada. Hoje, cerca de 97% das transações de pessoas físicas já ocorrem pelos canais digitais, e o superapp vem se consolidando como um aliado na gestão financeira do dia a dia. Cada vez mais, vamos levar a experiência digital a novos patamares, direcionando investimentos para equipar times comerciais, em pontos físicos e digitais, para liderar conversas ainda mais qualificadas e soluções aderentes às necessidades dos clientes.
Essa transformação também redefine o papel da rede física, que continuará sendo parte essencial da estratégia e passará, ao longo dos próximos anos, a adotar um modelo mais consultivo e nichado. As unidades estarão preparadas para atender diferentes perfis com maior proximidade e especialização, unindo a eficiência do digital a uma presença humana acolhedora e qualificada nos momentos que exigem relacionamento e orientação financeira.