Recebi pelo zap, enviado por um colega de turma da Faculdade de Ciências Médicas, ano de 1961, a carta de uma mulher cubana, que pede para que a carta seja divulgada. Vamos lá:
“Carta aberta ao mundo: desde Cuba, uma mulher do povo denuncia o crime que não querem ver.
À humanidade inteira, às mães do mundo, aos médicos sem fronteiras, aos jornalistas com dignidade, aos governos que ainda acreditam na justiça:
Meu nome é como o de milhões. Não tenho sobrenomes conhecidos nem cargos importantes. Sou uma cubana do povo. Uma filha, uma irmã, uma patriota. E escrevo isto com a alma dilacerada e as mãos tremendo, porque o que meu povo vive hoje não é uma crise. É um assassinato lento, calculado, friamente calculado por Washington. E o mundo olha para outro lado.
Denuncio que em Cuba há idosos que morrem antes do tempo porque o bloqueio impede que cheguem medicamentos para o coração, pressão e diabetes. Não é falta de recursos. É proibição deliberada. Empresas que querem vender para Cuba são multadas, perseguidas, ameaçadas. Seus governas calam. E enquanto isso um avô cubano aperta o peito e espera. A morte não avisa. O bloqueio sim.
Denuncio que houve incubadoras em Cuba que tiveram que ser desligadas por falta de combustível. Que há recém nascidos lutando pela vida enquanto o governo dos Estados Unidos decide quais países podem vender petróleo e quais não. Que há mães cubanas que viram a vida de seus filhos perigar porque uma ordem assinada num escritório em Washington vale mais que o choro de um bebê a 90 milhas de seu litoral.
Onde está a comunidade internacional? Onde estão as organizações que tanto defendem a infância? Ou será que as crianças cubanas não merecem viver?
Denuncio que o bloqueio é fome programada. Não é que falte comida por acaso. É que impedem de compra-la. É que os navios com alimentos são perseguidos. É que as transações bancárias são bloqueadas. É que as empresas que nos vendem grãos, frangos, leite são sancionadas.
A fome em, Cuba não é um acidente. É uma política de Estado do governo dos Estados Unidos, refinada durante 60 anos, atualizada por cada administração, recrudescida por Donald Trump e executada com saída por Marco Rubio.
Eles chamam isso de “pressão econômica”. Eu chamo de terrorismo com fome.
Denuncio que nossos médicos, os mesmos que salvaram vidas na pandemia enquanto o mundo inteiro desabava, hoje não têm seringas, nem anestesia, nem equipamentos de raio-X. Não porque não saibamos produzi-los. Não porque não tenhamos talento. Mas porque o bloqueio nos impede de acessar os insumos, os sobressalentes, a tecnologia.
Nossos cientistas criaram cinco vacinas contra a Covid-19. Cinco. Sem ajuda de ninguém. Contra ventos e marés. Contra bloqueios e mentiras. E ainda assim, o império nos castiga por termos conseguido.
Ao mundo digo:
Cuba não pede esmolas. Cuba não pede soldados. Cuba não pede que gostem de nós. Cuba pede justiça. Nada mais. Nada menos.
Peço que parem de normalizar o sofrimento do meu povo. Peço que chamem o bloqueio pelo seu nome: CRIME DE LESA HUMANIDADE. Peço que não se deixem enganar pelo conto do “diálogo” e da “democracia” enquanto apertam nosso pescoço.
Não queremos caridade. Queremos que nos DEIXEM VIVER.
Aos governos cúmplices que calam: a história lhes cobrará.
Aos meios de comunicação que mentem: a verdade sempre encontra brechas.
Aos algozes que assinam sanções: o povo cubano não esquece e não perdoa.
Aos que ainda têm humanidade no peito: olhem para Cuba. Olhem o que fazem com ela. E perguntem-se: de que lado da história quero estar?
Desta ilha pequena, com um povo gigante, uma cubana do povo que se recusa a render-se.
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Não importa se você tem 10 amigos ou 10 mil seguidores. Não importa se seu mural é público ou privado. Não importa se você nunca compartilha de nada.
Mas isto é diferente. Isto não é uma foto de um por do sol. Isto não é uma notícia de fofoca. Isto não é uma opinião qualquer
Isto é um GRITO. E gritos não se guardam. Se ESCUTAM. Se PEPLICAM. Se TORNAM MULTIDÃO.
Hoje não te peço um “curtir”.
Peço que use seus polegares para algo maior do que rolar a tela.
COMPATILHE.
Para que o mundo saiba que em Cuba não há uma crise. Há um CRIME
Para que as mães de outros países saibam que aqui há bebês lutando em incubadoras desligadas pelo bloqueio.
Para que os avós de outras terras saibam que aqui há idosos que morrem esperando medicamentos que Washington não deixa entrar.
Para que os governos cúmplices sintam vergonha. Para que os meios de comunicação mentirosos não tenham escapatória. Para que os algozes saibam que NÃO NOS CALAMOS.
Uma só pessoa compartilhando isto não muda o mundo. Milhares, milhões, SIM.
Não guarde este texto só para você. Não seja cúmplice do silêncio.
FAÇA QUE ESTA DENÚNCIA CHEGUE MAIS LONGE QUE O BLOQUEIO.
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A cópia dessa carte me foi enviada por um colega de faculdade que desde a juventude é católico praticante. Está com 90 anos. É casado, pai de cinco filhos. Por vários anos seguidos foi o coordenador da PASTORAL DA FAMÍLIA no Rio de Janeiro, onde manteve por longo tempo um programa médico-religioso na Rádio Catedral, emissora da Diocese do Rio de Janeiro. Portanto, não é coisa de comunista, como alguns podem estar pensando.
Lembrem-se, Jesus pregou o amor, a justiça e a partilha. O bloqueio a qualquer povo é crime, que gera fome, doenças e mortes.
Júlio Carvalho.
