Jornal da Região

Chuva dos últimos dias tem deixado população preocupada na região

Devidos às fortes chuvas dos últimos dias, algumas cidades continuam em estado de alerta. Em Nova Friburgo, uma escola e um posto de saúde foram destruídos após a queda de uma barreira e três pessoas estão desalojadas. Segundo a Defesa Civil, as ocorrências foram pontuais, como quedas de muros e de taludes em quintais. 

De forma impressionante, o Rio Paraíba do Sul, que estava com o nível crítico há três meses, por conta da estiagem, mostrou dia 17 de janeiro um outro lado do nível crítico, apresentando o nível mais alto desde 10 de janeiro de 2012, quando houve a última enchente. 

O nível do Paraíba chegou aos 5,90 metros, cerca de 50 centímetros acima da cota de transbordo, de acordo com a Guarda Civil de Itaocara. Entretanto, na Rua Patápio Silva e São José, o nível de água chegou a quase um metro. A mesma situação aconteceu no Jardim da Aldeia, onde um carro ficou submerso.

O Paraíba do Sul começou a subir pela manhã do dia 16. Pela tarde, a Defesa Civil de Itaocara e de Aperibé retiraram a população ribeirinha e locais suscetíveis a inundações. No final da noite, as ruas São José e Patápio Silva começaram a ser alagadas.

Já pela madrugada de domingo passado, a água invadiu diversas casas no Porto das Barcas, em Aperibé. Cerca de 70 famílias foram diretamente afetadas e tiveram que erguer os pertences. Enquanto isso, do outro lado da margem, em Itaocara, uma pequena casa de dois cômodos, construída na ilha, foi arrastada pela correnteza, segundo autoridades locais. O imóvel era usado para lazer e não havia ninguém no momento.

De acordo com o secretário de Defesa Civil de Itaocara, Willian Reis, ainda não há informação sobre desalojados no município em função da enchente. Segundo ele, os atingidos permanecem em casa aguardando a descida da água ou em casa de amigos e familiares.

Dos seis distritos de Itaocara, pelo menos quatro foram atingidos pela enchente: Laranjais (população ribeirinha), Batatal, Itaocara (sede) e Portela, sendo estes três últimos tendo casas alagadas na área urbana. Os bairros Jardim da Aldeia, Caxias, Centro e Sobradinho, além do loteamento Bom Vale, foram afetados. O prefeito Gelsimar Gonzaga informou que, por enquanto, não há necessidade de decretar situação de emergência. A preocupação maior, segundo o comandante da Guarda Civil Municipal, é com os moradores de Portela.

Já na zona rural, os agricultores lamentam perdas. Em sítios próximos ao rio ou em ilhas, o gado chegou a ser levado pela correnteza. Alguns moradores avistaram animais descendo rio abaixo e pouco puderam fazer para salvá-los.

Em Itaocara e Aperibé, boa parte da enchente já escoou. Em Bom Jardim, o Rio Grande, que passa dentro da cidade, também provocou preocupação na comunidade, já traumatizada pelo desastre de 2011. No distrito de São Sebastião do Paraíba, no município de Cantagalo, o Rio Paraíba do Sul tomou boa parte da área urbana, afetando várias casas e comércio, como o popular Bar da Manoela. Moradores levantaram móveis e até deixaram suas casas para se abrigarem no Ginásio Poliesportivo Jório Moreira Noronha.

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