O cooperativismo nasceu na Inglaterra, na cidade de Rochdale, num momento de crise financeira durante a revolução industrial, em 1844, quando os operários tinham dificuldade em comprar seus alimentos com elevados preços. 24 operários se reuniram criando um mercado que comprava em maior quantidade por preços menores, sendo as mercadorias distribuídas equitativamente entre os 28 sócios; a experiência surtiu bons resultados, ficando os fundadores conhecidos como os Pioneiros de Rochdale.
O sucesso foi tão grande que quatro anos depois a sociedade tinha 140 membros, e doze anos após chegava a 345 associados. Foi a primeira cooperativa criada pela humanidade.
No Brasil a experiência teve início em 1889, no estado de Minas Gerais, quando foi criada a Cooperativa Econômica dos Funcionários Públicos de Ouro Preto, voltada para compra de produtos agrícolas.
As cooperativas apresentam um aspecto democrático, sendo o voto dos sócios unitário, não importando que ele seja grande ou pequeno produtor. Quando os resultados financeiros são positivos elas não dão lucro, mas apresentam sobras que a assembleia decide se será aplicado em melhoramentos da cooperativa ou distribuída entre os cooperados.
A diretoria de cada cooperativa é eleita em assembleia geral, bem como o Conselho Administrativo e o Conselho Fiscal, para um período predeterminado; apresentando as cooperativas princípios importantes, como;
01 – Adesão voluntária e livre.
02 – Gestão democrática.
03 – Participação econômica dos membros.
No Brasil existem cerca de 4.500 cooperativas de vários ramos da atividade humana, com cerca de 26 milhões de cooperados e R$. 1,16 trilhões em ativos, gerando cerca de 570.000 empregos diretos e um número muito maior de empregos indiretos.
No mundo calcula-se que existam 3 milhões de cooperativas, com 1 bilhão de cooperados e 280 milhões de empregados, gerando sobras de US$ 2,41 trilhões de dólares.
Em nosso país existem desde muito anos as cooperativas agropecuárias destinadas a industrialização do leite e de outros produtos da área agrícola. Em nossa região se destaca a Cooperativa de Macuco, com cerca de 40 produtos derivados do leite; sendo considerada uma das maiores do estado do Rio de Janeiro, fundada em 1939, durante a crise do café.
Na área da saúde o Brasil possui a maior cooperativa mundial, a Unimed, criada em Santos, em 19 de dezembro de 1967, por um grupo de médicos, que cobre cerca de 90% do território nacional, com 110.000 médicos cooperados e mais de uma centena de hospitais próprios.
No setor da educação nosso país possui cerca de 213 cooperativas, com 190 mil cooperados entre professores, pais e colaboradores. Na área cultural estão presentes também diversas cooperativas: no teatro, na música, em bibliotecas, no artesanato, etc.
Outro ramo importantíssimo das cooperativas encontra-se na energia elétrica, principalmente no sul do Brasil, levando ao interior o progresso e descentralizando a produção e distribuição da energia elétrica.
Seria uma falha gravíssima deixar de citar as cooperativas de créditos existentes no Brasil, aparecem em múltiplos pontos do território nacional, facilitando o crédito e incentivando a produção brasileira, através de suas 753 cooperativas de crédito, sendo a grande força propulsora do progresso nacional.
Apesar de todas as vantagens existentes no sistema cooperativista as cooperativa não realizam milagres; como qualquer instituição criada pela inteligência humana elas necessitam de diretorias inteligentes, eficientes e honestas, caso contrário ruirão como as três cooperativas agropecuárias que existiram em Cantagalo.
O ano de 2025 é considerado o Ano Internacional do Cooperativismo e 5 de julho o Dia Mundial do Cooperativismo. Que as cooperativas sejam criadas em abundância como geradoras de riqueza e de múltiplos empregos para o povo brasileiro!
