A filatelia é uma arte que proporciona o registro histórico de tudo.
A Associação dos Filatelistas Brasileiros (Filabras) divulgou, nas redes sociais, nos últimos dias, uma coleção de selos da época do Império no Brasil, que demonstra um pouco da história da região.
A coleção de carimbos de Carlos A. C. Balata, do Brasil – Império, de 1784, retrata um pouco da região de Carmo, na então Província do Rio de Janeiro e Além Paraíba, na Província de Minas Gerais.
Porto Velho do Cunha – Província do Rio de Janeiro
Em 1784, por ordem do governador da Província de Minas Gerais, Luiz da Cunha Menezes, foi construído um cais para atracação de barcos, denominado Porto do Cunha, em homenagem ao governador. Foi, então, instalado o porto de registro por onde passava o ouro vindo das Minas Gerais em direção à capital do país, Rio de Janeiro.
Mais tarde, foi criado um novo porto conhecido como Porto Novo do Cunha, em São José d’Além Paraiba (atual Além Paraíba). Por isso, o nome ficou Porto Velho do Cunha. Localizado na divisa com Minas Gerais, às margens do rio Paraíba do Sul, atualmente é um distrito da cidade de Carmo, no estado do Rio. A agência postal foi criada em 1858.

Porto Novo do Cunha – Província de Minas Gerais
Localizado na margem esquerda do rio Paraíba do Sul, na divisa com o estado do Rio de Janeiro, foi um arraial do município de São José d’Além Paraíba, com duas estações ferroviárias: E.F. D. Pedro II (E.F. Central do Brasil) e E.F. Leopoldina.
George Gardner, botânico inglês, viajando por Minas Gerais, passou por Porto Novo do Cunha, em 1837, e à época relatou grandes plantações de café. Em 1847/8, já aparecia nos mapas de exportação da produção do café da província. Porto Novo do Cunha foi um arraial muito movimentado. A agência postal foi criada em 1851. Atualmente, constitui-se um bairro de Além Paraíba.
