“Jesus existiu?”, por Júlio Carvalho

Jesus existiu? Por Júlio Carvalho

Jesus existiu? Por Júlio Carvalho

No dia 25 de dezembro, comemoramos o nascimento de Jesus, dia de muita festa, alegria, confraternização, amor, boa alimentação, etc. Por mais uma semana, ainda estamos na oitava do Natal, mas será que o homem Jesus realmente existiu?

Certa vez, conversando com um amigo, ele me disse: “Acredito em Deus, mas Jesus não existiu, foi uma invenção religiosa.” Fiquei triste, resolvi argumentar, todavia ele permaneceu irredutível.

Como outros poderão ter o mesmo pensamento, resolvi terminar o ano escrevendo este artigo, demonstrando que Jesus existiu como ser humano, vivendo na Palestina ou Israel, quando o Império Romano dominava quase todo o mundo conhecido naquela época.

Quando dizemos que os Evangelhos e as Cartas de São Paulo e de outros autores são provas da existência material de Jesus, poderão contra-argumentar que são escritos religiosos, que não passam de uma questão de fé.

Deixando de lado as fontes religiosas, encontraremos, também, relatos sobre o homem Jesus em autores de livros históricos do mundo antigo, tanto romanos como judaicos. Cornélio Tácito (56 d.C. — 118 d.C.), que não gostava dos cristãos, relatando o incêndio de Roma, do ano 64 d.C., diz que o imperador Nero, apontado como causador do mesmo, “substitui como culpados e puniu das formas mais incomuns aqueles odiados por seus atos vergonhosos, a quem a multidão chamava de cristãos. O fundador desse nome, Cristo, havia sido executado no reinado de Tibério pelo procurador Pôncio Pilatos.” Tácito é considerado um dos maiores historiadores romanos.

Encontramos referências a Jesus no livro de Flávio Josefo, historiador judaico, na obra Antiguidades Judaicas. Ao se referir a Tiago, líder da igreja em Jerusalém, declara: “Irmão de Jesus que é chamado Messias.” Se citam Jesus, é porque ele existiu e era uma figura de destaque no novo grupo religioso.

No livro Guerra Judaicas, do mesmo autor, Jesus volta a ser citado: “Por volta dessa época, vivia Jesus, um homem sábio, um mestre de pessoas, que conquistou muitos judeus e muitos gregos, que morreu crucificado, mas a tribo dos cristãos, assim chamada após ele, não está extinta até hoje.

Se o historiador Flávio Josefo menciona Jesus em dois livros tão importantes, é porque Jesus existiu de fato, naquela época, como uma pessoa que se destacou na história de Israel.

Além desses, mais dois autores romanos fazem referências aos primeiros seguidores de Jesus, sobre suas práticas religiosas e seus hábitos. São os escritores Suetânio e Plínio, o jovem.

Todos esses autores não estariam citando Jesus em seus trabalhos se Cristo fosse uma ficção criada por fanáticos religiosos. Ele, historicamente, existiu e seus ensinamentos revolucionaram o mundo antigo, chegando ao nosso tempo. Ele pregou a harmonia, a paz, a esperança, a igualdade e, acima de tudo, o amor, embora alguns anunciem a paz lançando bombas sobre populações inocentes e bloqueando mares e países.

Sempre tive um pensamento: se Jesus fosse apenas um nazareno, liderando onze galileus de pouca cultura, com recursos financeiros precários, sob domínio do poderoso Império Romano, será que a igreja por ele criada teria, hoje, cerca de 1.300 bilhões de adeptos no mundo? Sem incluir os evangélicos e os ortodoxos gregos e russos. Principalmente isso me faz acreditar que Jesus, além de humano, também era divino.

Se você não desejar seguir os ensinamentos de Jesus como religião, procure adotá-los como filosofia de vida. Tenho certeza de que você será feliz não só em 2026, mas por toda sua vida.

Júlio Carvalho.

Júlio Marcos de Souza Carvalho é médico, ex-vereador e ex-provedor do Hospital de Cantagalo e atualmente é auditor da Unimed de Nova Friburgo
Júlio Marcos de Souza Carvalho é médico, ex-vereador e ex-provedor do Hospital de Cantagalo. Atualmente é auditor da Unimed de Nova Friburgo e vice-prefeito de Cantagalo.

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