Falta apenas uma semana para o Natal de Jesus, nascimento que foi profetizado por alguns milhares de anos e anunciado por diversos profetas.
O reino de Israel havia atingido seu apogeu com Davi e com Salomão; depois, viera a decadência, com a queda do reino da Samaria para a Assíria (722 a.C.) e, 136 anos depois, com a conquista do reino de Judá por Nabucodonossor (586 a.C.), com a destruição de Jerusalém, queima do templo e o povo levado como escravo para a Babilônia, onde permaneceu por 70 anos.
Os profetas, sem perder a fé no Deus criador do mundo, anunciavam a vinda de um Messias, poderoso chefe militar, que reconstruiria o reino de Israel em toda plenitude, capaz de novas vitórias contra os exércitos vizinhos, como na época do rei Davi.
Isaias anuncia: “pois bem, o próprio Senhor vos dará um sinal. Eis que a jovem conceberá e dará à luz um filho e lhe porá o nome de Emanuel” (Is 7,14). Profecia confirmada com a gravidez de Maria, mãe de Jesus: “O anjo, então, disse: Não tenhas medo Maria! Encontraste graça junto a Deus. Conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande; será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai”. (Lc. 1, 30-32).
Já o profeta Miquéias, de modo claro, profetisa: “Mas tu, Belém de Éfrata, pequenina entre as aldeias de Judá, de ti é que sairá para mim aquele que há de ser o governante de Israel” (Mq. 5, 1).
Sete séculos depois nasceu Jesus. “Naqueles dias, saiu um decreto do imperador Augusto mandando fazer um recenseamento de toda terra – o primeiro recenseamento, feito quando Quirino era governador da Síria. Todos iam registrar-se, cada um em sua cidade. Também José, que era da família e da descendência de Davi, subiu da cidade de Nazaré, na Galileia, à cidade de Davi, chamada Belém, na Judéia, para registrar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida. Quando estavam ali, chegou o tempo do parto. Ela deu à luz o seu filho primogênito, envolveu-o em faixas e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria” (Lc. 2, 1-7).
No livro Números, no A. Testamento, encontramos: “Vejo-o, mas não agora, contemplo-o, mas não está perto – uma estrela sai de Jacó, um cetro se levanta de Israel” (Nm. 24, 17).
Confirmando essa tão antiga profecia de Balaão encontramos em Mateus: “Depois que Jesus nasceu na cidade de Belém da Judéia, na época dos reis Herodes, alguns magos do Oriente chegaram a Jerusalém, perguntando: ‘onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela e viemos adorá-lo’ (Mt. 2, 1-2).
No livro do profeta Oséias encontramos:” quando Israel era criança eu o amava, do Egito chamei o meu filho” (Os. 11, 1). Em Mateus está registrado: “depois que os magos se retiraram, o anjo do Senhor apareceu em sonho a José e lhe disse: ‘Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito! Fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o menino para matá-lo’ (Mt. 2, 13).
Quando Herodes morreu, o anjo do Senhor apareceu, novamente, em sonho a José, no Egito, e disse: “Levanta-te, toma o menino e sua mãe, e volta para a terra de Israel; pois aqueles que queriam matar o menino já morreram” (Mt. 2,19-20).
No calendário da Igreja Católica o dia 28 de dezembro, na oitava do Natal, é dedicado aos Santos Inocentes, referência às crianças de menos de dois anos executadas por ordem de Herodes. Poderiam ser incluídas, também, as vítimas dos abortos criminosos e as crianças mortas pela desnutrição e por violências da atual sociedade.
O profeta Jeremias declarou: “Assim diz o Senhor: um clamor se ouve em Ramá, de lamento, de choro, de amargura. É Raquel que chora seus filhos e recusa ser consolada, porque eles já não mais existem” (Jr. 31,15).
Essa profecia de Jeremias é confirmada no Evangelho de Mateus: “Quando Herodes percebeu que os magos o tinham enganado, ficou furioso. Mandou matar todos os meninos de Belém e de todo território vizinho, de dois anos para baixo, de acordo com o tempo indicado pelos magos. Assim se cumpriu o que foi dito pelo profeta Jeremias” (Mt. 2, 16-17).
Isaias foi o profeta que mais anunciou Jesus, suas profecias vão do nascimento até a paixão de Cristo; na sua leitura encontramos: “Pois nasceu para nós um menino, um filho nos foi dado. O poder de governar está em seus ombros. Seu nome será Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai para sempre, Príncipe da Paz. Ele estenderá seu domínio e para a paz não haverá limites” (Is. 9, 5-6).
No Natal nasceu Jesus e, hoje, o cristianismo existe sobre todos os continentes do planeta Terra. É mais uma profecia de Isaias que foi cumprida!
Isaias ainda profetizou: “O espírito do Senhor repousa sobre mim, porque o Senhor consagrou-me pela unção; enviou-me a levar a boa nova aos humildes, a curar os corações doloridos, a anunciar aos cativos a redenção e aos prisioneiros a liberdade” (Is. 61,1).
Veja se não foi essa e é a missão de Jesus sobre a humanidade?
Prezado leitor, alguns acharão que tudo isso é coincidência, todavia, a maioria sabe que as coincidências representam o poder de Deus, causa primeira e energia criadora do mundo, que enviou seu filho Jesus para que humanidade pudesse ser mais feliz e viver em paz, embora os que se julguem poderosos continuem mantendo guerras geradoras da morte e da destruição.
Que o Natal de cada família seja de muita paz, união, saúde e alegrias, que todos possam ter presente 0 Magnificat de Sião: “ O Senhor é a minha grande alegria, meu espírito está em festa pelo meu Deus, pois ele me vestiu de salvação, cobriu-me com o manto da justiça, qual noivo com a joia no turbante, qual noiva recoberta de adornos. Tal como a terra faz surgir nova planta, canteiro onde germinam as sementes, assim o Senhor Deus fará brotar a justiça, que será seu louvor por todas as nações” (Is. 61,10-11).
Feliz e Santo Natal a todas comunidades!
Júlio Carvalho.
