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Na Mata Atlântica, floresta tropical presente em grande parte do litoral brasileiro, que abriga milhares de espécies da fauna e flora ameaçadas de extinção, pulsam os corações de milhares de crianças e adolescentes que acreditam no poder da educação, da história, da tecnologia, da ciência e da cultura para transformar realidades. E é com esse protagonismo e ideias criativas de transformação da realidade, em que estudantes da região Sudeste são destaques e finalistas no Prêmio Criativos Escola + Natureza, que celebra as iniciativas de estudantes engajados na proteção do meio ambiente e na busca por um presente e futuro sustentáveis.
No dia 22 de maio, o programa Criativos da Escola, do Instituto Alana, com apoio da Undime e do Greenpeace Brasil, anuncia sete projetos vindos dos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, que estão entre os 33 finalistas da premiação. São eles:
🔹 “Passaredo: grupos de debate e ativismo ambiental” – Juiz de Fora (MG)
O projeto, que começou como rodas de conversa e virou uma rede nacional de ativismo jovem, fomenta o engajamento com temas globais, desde a crise climática à justiça ambiental.
🔹 “Projeto L.O.C.A – A Interdependência entre as Águas Subterrâneas e a Mata Atlântica” – Santana de Parnaíba (SP)
A água subterrânea e a floresta não vivem separadas. O projeto une comunidade e poder público para promover o uso consciente da água e restaurar áreas degradadas com base científica.
🔹 “Projeto Luzes” – Jundiaí (SP)
Uma proposta de lei que permite transferir créditos de energia solar para escolas públicas. Sustentabilidade, justiça social e política pública se encontram em uma ideia transformadora.
🔹 “Protagonismo juvenil no ensino de Ciências da Natureza” – Osasco (SP)
Estudantes lideram um estudo sobre a conservação de um lago em um parque ecológico. O projeto mobiliza a escola e a comunidade em torno da pesquisa e do cuidado com o ambiente local.
🔹 “Raízes do Amanhã: Transformando Territórios com EcoAções Sustentáveis” – Rio de Janeiro (RJ)
Horta escolar, coleta seletiva, replantio e Agenda 2030 construída coletivamente. Esse projeto envolve toda a comunidade escolar em ações concretas por justiça ambiental.
🔹 “Um Novo Contrato Social: Soluções Energéticas Sustentáveis” – Rio de Janeiro (RJ)
Um carregador solar portátil desenvolvido com base em filosofia contratualista. A proposta une energia limpa, autonomia e acesso democrático à tecnologia.
“Esses projetos demonstram que a infância e a adolescência estão pensando e criando boas respostas para enfrentarmos os desafios ambientais do presente e do futuro. Ao conectar cultura, ciência, história, tecnologia e saberes tradicionais, os finalistas do Prêmio Criativos Escola + Natureza mostram que, por meio da educação e da ação coletiva, é possível transformar a realidade local e inspirar um futuro mais sustentável para todos. Essas ideias são sementes que, com o apoio e engajamento de todos, podem crescer e florescer, contribuindo para a transformação da natureza e para a construção de um mundo mais consciente e equilibrado”, afirma Gabriel Salgado, gerente de Educação e Culturas Infanto-Juvenis do Instituto Alana.
Um dos grandes destaques desta edição é que os projetos vencedores não apenas receberão reconhecimento nacional mas, também, viverão uma experiência inédita: os estudantes premiados participarão de atividades relacionadas à COP30, que acontece em novembro, em Belém (PA). Além disso, participarão de uma atividade junto ao Greenpeace Brasil, reforçando o compromisso em defesa do meio ambiente.
Esta edição recebeu 1.593 inscrições, engajando mais de 60 mil estudantes e 5.300 educadores de 738 municípios brasileiros. Entre os projetos inscritos, 468 incluíram estudantes com deficiência, e mais de 90% das propostas vieram de escolas públicas — com forte presença de instituições estaduais (51%) e municipais (33,2%). Escolas federais, privadas e organizações da sociedade civil também marcaram presença.