TCE-RJ promove seminário sobre Ouvidoria no Dia Nacional do Ouvidor

No Dia Nacional do Ouvidor, comemorado nesta segunda-feira, dia 16 de março, o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), com o apoio da sua Escola de Contas e Gestão (ECG), promoveu o seminário “Ouvidoria – Onde a gestão se transforma por meio da participação”. O evento reuniu especialistas para abordar temas como diversidade e inclusão, comunicação eficaz e não violenta, participação social e o papel da ouvidoria como instrumento de aprimoramento da gestão pública.

Na abertura do encontro, foi transmitido um vídeo do conselheiro-presidente do TCE-RJ, Márcio Pacheco, que destacou que o aprimoramento do atendimento ao público passa pela escuta humanizada e pela disposição de servir: “O grande ouvidor é aquele que está disposto a ouvir, mas sobretudo, a servir de forma justa, gentil, cordial, com muita humanização e responsabilidade. Todas as ouvidorias têm um grande desafio de fazer da sua instituição um bom lugar. Eu tenho certeza de que o conteúdo deste seminário vai ajudar bastante nesse desafio de ser ouvidor”.

A conselheira-substituta e ouvidora do TCE-RJ, Andrea Siqueira Martins, divulgou dados do Relatório Anual da Ouvidoria de 2025 para demonstrar o progresso da Ouvidoria do Tribunal ao longo dos anos. “Percebemos uma evolução dos canais de atendimento do meio presencial para o online. Hoje, os usuários valorizam o acesso facilitado à ouvidoria, mais rápido e menos burocrático. Diante dessa tendência, precisamos disponibilizar um sistema informatizado cada vez mais eficiente e objetivo. Outra informação interessante extraída do relatório é a importância da pesquisa de satisfação, visto que o feedback sobre um atendimento específico induz ao aperfeiçoamento do serviço”, disse a conselheira-substituta, parabenizando o trabalho desenvolvido pela titular da Ouvidoria do TCE-RJ, Maristela de Medeiros Tavares.

O encontro abordou o papel estratégico das ouvidorias na construção de serviços públicos cada vez mais eficientes e acessíveis aos cidadãos e cidadãs. A palestra “Ouvidoria e Diversidade: a importância desta pauta para os Ouvidores” foi ministrada por Giselle Conde, gestora técnica de recursos humanos e presidente do Grupo de Trabalho de Diversidade, Equidade e Inclusão do Complexo Industrial Portuário de Suape. A especialista explicou as principais barreiras para a pluralidade – como o machismo, racismo, LBGTfobia, etarismo, intolerância religiosa e capacitismo – e como as ouvidorias devem estar preparadas para um atendimento empático e acolhedor, levando em consideração todas as multiplicidades.

A comunicação eficaz na Administração Pública também foi tema de debate. O jornalista e presidente da Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública), Jorge Duarte, ressaltou que, no serviço público, a comunicação é responsabilidade de todos e deve ser voltada para a cidadania. O palestrante falou sobre os principais desafios para se comunicar bem e citou a importância da linguagem simples e da escuta com atenção e interesse para a eficácia comunicacional.

O ato de comunicar bem foi aprofundado na palestra “Comunicação não violenta no serviço público e no atendimento da Ouvidoria”, mediada pela diretora da Sociedade de Mediação de Conflitos (SOMEC-RJ), Naura Americano. A psicóloga explicou de que forma a comunicação não violenta pode ser aplicada no cotidiano dos órgãos públicos, citando exemplos para a construção de diálogos mais objetivos e colaborativos e o passo a passo para se alcançar essa forma assertiva de comunicação.

A programação contou ainda com a palestra “Ouvidoria: Onde a gestão se transforma por meio da participação”, ministrada por Edson Luiz Vismona, presidente do Conselho Deliberativo e coordenador do “Movimento contra os Assédios: Aqui não.” da Associação Brasileira de Ouvidores. O advogado apresentou os pilares da ouvidoria, como a sua busca pela verdade e o cumprimento do papel de representação, atuando em nome da sociedade para buscar os seus legítimos interesses.

A ouvidoria interna também foi discutida durante o seminário, em palestra do ouvidor-geral da prefeitura de Rio Bonito, Paulo Cesar Rodrigues. De forma leve e didática, o professor usou referências do cinema para apresentar características da ouvidoria interna e sua importância para o ambiente de trabalho. Também foi apresentada a perspectiva de a ouvidoria ser mais do que um canal de escuta, mas um pilar estratégico de governança, inovação e integridade no setor público.

 

A integridade também foi tema da palestra ministrada pelo procurador do Estado do Rio de Janeiro Paulo Enrique Mainier, que discursou sobre a “Efetividade dos Programas de Integridade e os Dados da Ouvidoria”. Foi explicado o que é o programa e de que maneira ele contribui para implementar uma cultura de honestidade e regularidade, atuando como referencial para agentes públicos de qualquer hierarquia da instituição.

Ao final do evento, o chefe de gabinete do Conselho Superior da Escola de Contas e Gestão do Tribunal, Sérgio Cavalieri Filho, proferiu as considerações finais sobre o seminário: “Eu estou na função pública há nada menos do que 55 anos e pensei que já sabia tudo sobre a ouvidoria, mas vi que sabia muito pouco. Aprendi muito hoje, não só em profundidade, como em extensão. Foram palestras bem elaboradas, brilhantes, profundas e que realmente trouxera informações excelentes para todos os aqueles que atuam na área da ouvidoria”.

Ver anterior

Copa do Calcário 2026 começa em abril

Ver próximo

Prefeitura de Nova Friburgo lança decreto que regulamenta a lei de liberdade econômica

Comente

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais Populares

error: Conteúdo protegido !!