Tribunal de Contas promove debate sobre soluções sustentáveis

Com a proximidade da COP30, que será realizada no Brasil, em novembro, o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) reafirma seu compromisso com a pauta socioambiental e com o debate sobre o futuro sustentável das cidades. No dia 16 de outubro, a Corte de Contas promoveu o evento “Observatório TCE-RJ: O Futuro Sustentável em Evidência”. Com debate mediado pelo vice-presidente da Corte de Contas, conselheiro Thiago Pampolha, representantes da sociedade civil e servidores discutiram o papel das ações locais na construção de um mundo mais equilibrado e resiliente.

“Propor ideias e inovação é essencial para construirmos formas de gestão mais claras, humanas e harmônicas. Precisamos de alternativas capazes de garantir uma vida melhor e mais saudável nas nossas cidades”, afirmou o conselheiro. “As mudanças climáticas impõem desafios reais, que exigem adaptação e reinvenção. É por isso que estamos aqui hoje: para debater caminhos que nos permitam conviver com essa nova realidade. A solução passa pelos órgãos de controle”.

O painel contou com a participação de Igor Felix, diretor-executivo da Organização Não Governamental Revolusolar, e Charlie Gomes, diretor do Rocinha Comunic, coletivo que usa a informação como promotora da cidadania. Igor destacou a importância da justiça energética e do acesso à energia limpa como fator de desenvolvimento humano e redução das desigualdades:

“A transição energética não pode ser apenas tecnológica, ela precisa ser social. A energia solar tem o poder de democratizar o acesso à eletricidade e impulsionar o desenvolvimento em comunidades que ainda vivem à margem. Falar em energia limpa é falar também em igualdade de oportunidades e qualidade de vida”, pontuou o mestre em Economia.

Para Charlie Gomes, o engajamento social é o verdadeiro motor da transformação: “Como sociedade, precisamos compreender as políticas públicas que atuam nos territórios. Os órgãos de controle têm um papel essencial ao oferecer respaldo e propor melhorias. A informação é poder e esse poder está diretamente ligado ao controle social. É preciso dar utilidade pública à informação e ser objetivo na busca por soluções concretas.”

Após o debate, o público participou da abertura da exposição “A Poética da Transmutação”, uma iniciativa do Núcleo de Projetos Culturais da Diretoria-Geral de Relações Institucionais e Comunicação do TCE-RJ. A mostra, vinculada ao Circuito Urbano da ONU-Habitat, propõe um olhar sensível sobre a sustentabilidade a partir da arte, reunindo obras dos artistas Rongo, Ezo e Tainá Araújo.

“Nas minhas peças, a madeira, o concreto e a cerâmica têm o movimento do reuso. Na vida e na arte sempre há uma saída que não seja o descarte”, refletiu Tainá.

Como parte das atividades, o TCE-RJ promoveu, durante a manhã, uma oficina de argila para 25 alunos do 6º ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Rivadávia Corrêa.  Reutilizando materiais, a exposição convida o público a refletir sobre a capacidade de transformação da matéria e da própria relação do ser humano com o meio ambiente. “O que era vestígio se torna obra; o que era esquecido ganha uma nova e potente existência, provando que não há fim, apenas a possibilidade de um novo começo”, destaca o texto curatorial.

Também participaram do encontro o secretário-geral de Administração, Sérgio Lino e o subsecretário de Gestão de Pessoas, Carlos Leandro dos Santos. A mostra está aberta à visitação na Galeria Humberto Braga, no prédio 54 do TCE-RJ, de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h.

 

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