Imagine você diante de uma situação estressante, com qualquer pessoa do trabalho ou mesmo do convívio familiar, tendo que ouvir, pensar, falar e sentir coisas que não gostaria? Esses acontecimentos trazem, frustração, raiva e mágoa e, na maioria das vezes, levam a reações de agressividade, violência ou deixam a pessoa paralisada.
No mundo profissional, enfrentamos constantemente desafios e obstáculos que podem abalar nossa confiança e impactar o nosso desempenho. O problema é que as pessoas que não são resilientes, “espanam” com muita facilidade. Não sabem lidar eficazmente com o estresse e as adversidades e, quando confrontadas com situações desafiadoras, tendem a reagir de maneiras negativas e destrutivas.
São como aquela panela cheia de água fervendo, no fogo alto, doida para se esparramar. Ela precisa que o fogo baixe para reduzir a pressão em seu interior ou se desgastar menos com a vida.
Essas pessoas, provavelmente, costumam explodir por qualquer coisa. Vivem reclamando o tempo todo e não fazem nada para mudar uma situação. Normalmente, colocam a culpa de tudo nos outros, no lugar de buscar soluções inteligentes para os problemas. Vivem magoadas e usam a raiva e o vitimismo para justificar seus fracassos e, assim, deixam que os ressentimentos prejudiquem seus relacionamentos. E, diante dos desafios, costumam criar fissuras, quebras e desmoronar sentindo-se desamparadas, sem encontrar maneiras eficazes para superar.
E isso ocorre porque estas pessoas não cultivaram e nem fortaleceram a capacidade de resiliência ao longo do tempo. Existem várias causas e razões para isso:
- Traumas emocionais, físicos ou psicológicos vivenciados no passado, sem receber o apoio adequado e sem aprender estratégias saudáveis de enfrentamento da frustração.
- A ausência de modelos de resiliência. A pessoa cresceu em um ambiente onde a resiliência não era valorizada ou demonstrada.
- Um ambiente familiar caótico, marcado por instabilidade, abuso, negligência ou falta de apoio emocional.
- Predisposição genética ou traços de personalidade que as tornam menos propensas a desenvolver resiliência (pessoas com baixa autoestima, tendências perfeccionistas ou uma visão pessimista da vida).
- A cultura organizacional ou social em que uma pessoa está inserida. Por exemplo, em ambientes de trabalho tóxicos ou em comunidades onde a vulnerabilidade é vista como fraqueza.
De acordo com um estudo da Harvard Business Review, pessoas resilientes são 30 vezes mais propensos a alcançar altos níveis de desempenho em suas organizações do que aqueles com baixa resiliência.
Saber como voltar ao estado de equilíbrio e paz após passar por acontecimentos e situações altamente estressantes é fundamental. A verdade é que a resiliência, no ambiente de trabalho, não se trata apenas de resistir à pressão. Trata da capacidade de se manter, moldar e adaptar às situações que surgirem, voltando ao estado de equilíbrio, mesmo diante das crises e das rasteiras que a vida pode dar. É ter um impacto mais positivo e produtivo ao aprender e crescer com as experiências desafiadoras. Aqui estão algumas dicas práticas para você desenvolver a resiliência:
1) Cultive o pensamento positivo: treine sua mente para focar no lado positivo das situações e encontrar oportunidades de crescimento, mesmo nas adversidades. Por exemplo, ao enfrentar uma crítica no trabalho, veja-a como uma oportunidade de aprendizado e melhoria.
2) Desenvolva a capacidade de adaptação: esteja aberto a mudanças e seja flexível em sua abordagem diante de desafios. Por exemplo, se um projeto não sair conforme o planejado, esteja disposto a ajustar sua estratégia e encontrar novas soluções.
3) Estabeleça metas realistas: divida a metas em etapas menores, para parecerem menos intimidantes. Por exemplo, se estiver enfrentando um grande projeto, divida-o em tarefas menores e mais gerenciáveis.
4) Cultive relacionamentos de apoio: mantenha conexões com amigos, familiares e colegas de trabalho que possam oferecer suporte emocional e prático quando necessário. Por exemplo, compartilhe seus desafios com um amigo próximo ou mentor de confiança.
5) Pratique a autorreflexão: tire tempo para refletir sobre suas experiências e emoções, identificando suas reações e pensamentos diante das adversidades. Por exemplo, mantenha um diário onde possa registrar suas reflexões e insights.
6) Desenvolva habilidades de resolução de problemas: analise os problemas de forma a encontrar soluções práticas e eficazes. Por exemplo, ao enfrentar um desafio no trabalho, liste diferentes abordagens possíveis e avalie os prós e contras de cada uma.
7) Cultive a aceitação: aceite que nem tudo está sob seu controle e aprenda a lidar com situações que estão além de sua influência. Por exemplo, se uma reunião importante for cancelada de última hora, aceite a situação e concentre-se em como você pode usar esse tempo produtivamente.
8) Mantenha o foco no presente: evite se preocupar excessivamente com o futuro ou ficar preso ao passado. Concentre-se no momento presente e nas ações que você pode tomar agora para lidar com os desafios.
Agora que você entende a importância da resiliência e tem em mãos estratégias práticas para desenvolvê-la, é hora de agir! Lembre-se de que a resiliência não é apenas uma habilidade, mas sim um superpoder que pode transformar adversidades em oportunidades de crescimento e sucesso.
Pronto para fortalecer sua resiliência e superar qualquer desafio que surgir em seu caminho? Comece hoje mesmo a aplicar as dicas práticas compartilhadas aqui e descubra o poder transformador da resiliência em sua vida profissional. Não deixe que as adversidades o impeçam de alcançar seus objetivos. Seja resiliente e conquiste o sucesso que você merece!
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