Jornal da Região

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Amanda de Moraes

Artigos publicados

João de Moraes e sua neta, a advogada Amanda

“Um homem que seguiu fiel o caminho”, por Amanda de Moraes

Algumas homenagens são feitas somente após a morte. Nomes em ruas, teatros, praças, rodovias, monumentos públicos condecoram alguma personalidade. Essa atitude, caso fosse destinada a quem está vivo, feriria o princípio da impessoalidade da administração pública. Assim, dizem julgados sobre o tema. Condecoração, após o falecimento, tem forte simbolismo, principalmente sobre o ser humano que deixou algo precioso para o

Mulheres negras em escritório

“Novembro e um alerta social”, por Amanda de Moraes

Em 2011, foi instituído o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra. A data do falecimento de Zumbi dos Palmares, 20 de novembro, é símbolo de resistência e luta contra a escravidão e o racismo. Nessa data, relembra-se a história do Brasil, os movimentos sociais contra práticas discriminatórias e as políticas públicas que precisam ser implementadas diante de um

Etarismo

“Sob aquele teto, pode gotejar violência…”, por Amanda de Moraes

Sob o teto machista, a mulher viverá oprimida. Essa opressão compacta a alma, aniquila a espontaneidade, engessa os movimentos. Há que se falar, abertamente, das práticas culturais enraizadas em nossa sociedade, por meio de tradições, crenças, imagens, narrativas, que servem como instrumentos de desigualdade de gênero. Para exemplificar, observemos a forma como a mulher é representada no imaginário popular: a

Dia de Finados

“O dia mais difícil do calendário”, por Amanda de Moraes

Desde que me recordo por gente, em Dia de Finados sempre chove. Pelo menos é assim na minha cidade. Quando se aproxima o 2 de novembro, sinto um dia cinzento e coberto por garoa. Na verdade, em minha memória, é assim que está gravado. Uma data de saudade dos entes queridos. Não é só de ausência que se alimenta esse

Professor

“Que presente você daria a um professor?”, por Amanda de Moraes

A base de uma sociedade se fortalece pela Educação. Quando crianças e adolescentes, nós nos educamos no seio da família, na escola, com os amigos, com a vida. Entre tantas formas de construção do ser, existe uma profissão: o professor. Desde o primário até a universidade, lá está uma pessoa que acredita no ser humano. Não é possível lecionar sem

Falsos coaches

“Aconselhe-me… Se for capaz!”, por Amanda de Moraes

Identificamos com facilidade os defeitos e as faltas ao nosso redor: “O outro sempre pode melhorar. Não faz, porque não quer. Escolhe, deliberadamente, não mudar o seu mindset.” As fórmulas da perfeição, há tempos guardadas a sete chaves, já foram liberadas pelos coachs. Para acessá-las, basta um curso de final de semana, para qualquer área da sua vida: life coach,

Mulher empresária CEO

“O roteiro perfeito de uma mulher feliz”, por Amanda de Moraes

Somos seres em eterna construção. Com nossas singularidades, desejos, projeções pessoais. Nascemos e nos desenvolvemos em sociedade. Hoje, o mundo que nos encanta pode não ser o que amanhã nos alegrará. Hoje, gostamos de doce; amanhã podemos preferir salgado. Forjamos os nossos valores a partir de um processo reflexivo de contato direto com o mundo. Caminhos podem ser refeitos. Na

Democracia

“A lista da democracia”, por Amanda de Moraes

Muito se tem escutado sobre condutas que atentem à democracia: “O candidato fulano é antidemocrático”; “O Supremo determinou a abertura de inquérito para investigar atos antidemocráticos”. Por que tanta atenção ao denominado Estado Democrático de Direito? Dois vocábulos gregos formam a palavra democracia: dêmos, que significa povo ou muitos, e kratía, que remete a poder, autoridade ou governo, ou seja,

Silêncio das vitimas

“O que silencia as vítimas?”, por Amanda de Moraes

O nosso Código Penal prevê como crime uma série de condutas que atentam contra a liberdade sexual. A importunação sexual (artigo 215–A), que consiste em praticar contra alguém, sem a sua anuência, ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro, é um dos exemplos. Há também o assédio sexual (artigo 216–A), quando uma pessoa

Prioridades

“Na fila da prioridade”, por Amanda de Moraes

Escolhemos a todo momento. Para fazer isso, precisamos renunciar àquilo. Para estar aqui, optamos por não estarmos lá. Se jantamos com fulano, é porque o escolhemos em vez de beltrano. Se atuamos como médico, é porque não estamos advogados. Somos reféns de decisões e da angústia de ser livre (para alguns, pelo menos). Como seres desejantes, movemo-nos em alguma direção,

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