Jornal da Região

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Amanda de Moraes

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“Até que ponto vai a nossa responsabilidade?”, por Amanda de Moraes

O ser humano possui capacidade de adaptação e uma cultura de socializar-se, ainda que não tenham o mesmo sobrenome. Em tempos difíceis, a resiliência humana pode chamar a atenção. Catástrofes, enlameadas por dor, perdas e desolações são afagadas pela solidariedade de milhares de pessoas que se unem para tornar uma tragédia um pouco menos difícil. Em meio a provações, as

Cartaz da série Bebê Rena, da Netflix

“Os perigos da vida compartilhada”, por Amanda de Moraes

Existem pessoas que são perseguidas. As séries televisivas e nos streamings têm a capacidade de conectar as pessoas a realidades que, talvez, elas nunca tenham vivido. Bebê Rena é uma das que eu classificaria como imperdível. Inspirada em uma história real, essa série se desenvolve com a perseguição de Martha (nome fictício) a Richard Gadd. Ele é um comediante e

Holofote

“O Holofote e a Ética”, por Amanda de Moraes

A Constituição da República, promulgada em 1988, após o período de Ditadura Militar, prevê uma série de princípios e direitos fundamentais, que devem nortear a aplicação das leis e o bom funcionamento do Estado. Vez ou outra, há conflitos entre direitos e princípios nela consagrados, os quais devem ser analisados, a fim de se medir sua relativização. Na excelente obra

“As crianças do cárcere”, por Amanda de Moraes

Neste mês de abril, existe um dia de pouquíssima (ou quase nada) celebração em nosso país: o Dia do Filho. Ter filhos, principalmente para as mulheres, sempre foi alvo de pressão social e status de uma vida bem resolvida. O famoso checklist de como se deva viver, com direito à marcação de conquistas, conforme a idade. É como ser um

“Saidinha temporária – problema ou solução?”, por Amanda de Moraes

O Brasil atinge um número alarmante de presos: quase 700 mil estão submetidos às agruras do cárcere – uma das maiores populações carcerárias do mundo. No entanto, a sensação de impunidade é vista a torto e a direito, em rodas de conversas, posts em Instagram, cafezinhos na casa da tia, como se fosse uma resposta pronta para qualquer insatisfação. Em

Mulher interrompida em reunião (manterrupting)

“Como você se sentiria se fizessem isto?”, por Amanda de Moraes

O termo “man” significa homem. “Interrupting” quer dizer interrupção. A expressão manterrupting foi criada para demonstrar os episódios nos quais mulheres são constantemente interrompidas em suas falas. Pode parecer banal uma interrupção em um diálogo, mas não é. Alguns dirão: “Ah, mas que besteira, agora qualquer coisa é machismo… não se pode mais nem conversar”. No entanto, a vida também

Margens de um rio

“Como você atravessaria este rio?”, por Amanda de Moraes

Certa vez, ao abordarem Rubem Alves na porta de um restaurante, dois vendedores do método leitura dinâmica fizeram a seguinte pergunta: “O senhor gostaria de ler em 20 minutos um livro de trezentas páginas?” O escritor respondeu: “Vocês estão loucos? O prazer requer tempo.” Nesse momento, relembrei os tantos livros que passaram pela minha vida e deixaram saudade. A nostalgia

“O erro define o ser humano?”, por Amanda de Moraes

Certa vez, perguntaram ao meu avô qual era o seu neto favorito. Ele respondeu: “O que estiver precisando mais no momento.” Como seria o mundo se aplicássemos esse pensamento para fora do seio familiar? Há uma parcela da população que necessita ter a real noção de pertencimento. O atual sistema escolheu um lugar para os acolher – as penitenciárias. O

Direito ao silêncio

“O silêncio que acusa”, por Amanda de Moraes

Nos últimos anos, muito se tem questionado sobre o silêncio de uma pessoa investigada ou acusada perante a autoridade policial, ou o juiz. Como sempre, ditos populares são lançados ao campo do direito: “Quem não deve não teme”. Será? O direito ao silêncio está consagrado em nossa Constituição Federal. Está lá, em seu Artigo 5º, inciso LXIII, que dispõe: “o

Violência psicológica

“O combate ainda é intenso”, por Amanda de Moraes

É preciso ver para crer. Essa é uma crença mais difundida na sociedade atual. Talvez por isso se entenda como violência somente agressão física. Hematomas, cicatrizes, feridas, arranhões e cortes são algumas das formas que a agressão contra a mulher se faz visível. Quando o problema é de clareza solar, o diagnóstico acaba sendo menos complexo. Olho roxo? Algo aconteceu,

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