Por que tantos aviões passam pelo céu de Cordeiro? Quem costuma olhar para o céu de Cordeiro provavelmente já percebeu: são muitos os aviões que cruzam a região diariamente, geralmente em grande altitude. A explicação está, em boa parte, na localização geográfica do município.
Cordeiro está próximo de importantes corredores utilizados pela aviação que liga o Rio de Janeiro ao Espírito Santo e a destinos situados mais ao norte do país.
No Brasil, essas rotas fazem parte da rede de navegação aérea organizada pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA). De forma simplificada, elas podem ser entendidas como verdadeiras “estradas do céu”.
Um dos corredores analisados passa a cerca de 17 quilômetros da região central de Cordeiro. Embora pareça uma distância considerável no solo, em termos de aviação ela é pequena. Aeronaves comerciais voam a vários quilômetros de altitude e, dependendo do ponto onde o morador esteja, podem parecer estar praticamente sobre a cidade. Além disso, as trajetórias não são sempre idênticas. Elas podem variar de acordo com origem, destino, condições operacionais e orientações do controle de tráfego.
Entre os voos que ajudam a explicar esse movimento estão as ligações entre o Rio de Janeiro e Vitória. Somente esse eixo possui vários voos comerciais diariamente nos dois sentidos. Outros voos para destinos ao norte também podem utilizar trajetórias próximas.
Isso não significa que todos esses aviões passem exatamente sobre Cordeiro, mas ajuda a entender por que os moradores percebem tanta movimentação no céu. O fenômeno também pode ser observado em municípios vizinhos, como Cantagalo, Duas Barras e Nova Friburgo, dependendo da trajetória de cada aeronave.
As cartas oficiais do Departamento de Controle do Espaço Aáereo mostram que essa parte do Estado do Rio de Janeiro é cruzada por uma rede de rotas aéreas. No caso de Cordeiro, a proximidade desses corredores ajuda a responder uma pergunta comum entre os moradores: por que passam tantos aviões por aqui?



