Projeto de recuperação florestal da Águas de Nova Friburgo revitaliza a microbacia do Córrego Estrela

A Águas de Nova Friburgo avança no projeto de recuperação ambiental da microbacia do Córrego Estrela, onde já foram reflorestados 29 mil metros quadrados de Área de Preservação Permanente (APP) com o plantio de mudas de 71 espécies nativas da Mata Atlântica. A iniciativa, que segue em execução até o fim deste ano, vem promovendo a recomposição da vegetação e a recuperação das funções ambientais da área.

O Córrego Estrela é o afluente do Rio Grande, principal manancial de abastecimento de Nova Friburgo. A captação no Rio Grande é responsável pelo fornecimento de água para 57 bairros do município, o que reforça a importância da recuperação da microbacia para a proteção dos recursos hídricos e a segurança do abastecimento da população.

Desenvolvido como medida de compensação ambiental junto ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea), o projeto tem como foco a restauração ecológica de uma área que sofreu intensa degradação em decorrência de atividades agropecuárias. Entre as espécies já estabelecidas estão exemplares de araucária, araçá e cumaru.

“Ver essa área, hoje, consolidada e com uma nascente recuperada é motivo de muito orgulho. Essa área era totalmente degradada e hoje temos essa mata, que contribuiu para a recuperação da nascente do Córrego Estrela”, destaca a diretora da concessionária, Danielle Moreira.

A frente do projeto, o engenheiro florestal Matheus Gandra ressalta a importância desse trabalho.

“Esse é um projeto de recuperação florestal desenvolvido como compensação ambiental junto ao Inea e conseguimos a proteção da nascente do Córrego Estrela, que era uma área de pastagem de gado de corte. Também foi recuperada toda a margem do córrego até o encontro com o Rio Grande”, explicou.

Entre os benefícios da iniciativa estão a proteção do solo contra erosões, a estabilização das margens do córrego, a melhoria do ciclo hidrológico, o aumento da biodiversidade, a fixação de carbono e a criação de novos habitats para a fauna silvestre.

As ações de monitoramento, manutenção e consolidação da vegetação seguirão sendo desenvolvidas até o fim deste ano, etapa fundamental para garantir o pleno estabelecimento da nova cobertura florestal e o sucesso da restauração ecológica.

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