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Em um cenário marcado pelo excesso de informações e pela disseminação de notícias falsas, o desenvolvimento da leitura e da escrita entre jovens se torna um desafio crescente. Dados do Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf) mostram que 3 em cada 10 brasileiros são analfabetos funcionais, ou seja, têm dificuldade para compreender textos simples. Entre os jovens, o índice também preocupa e já atinge 16% da população.
É nesse contexto que Escola Pedro Apóstolo, em Curitiba, mantém um projeto que coloca alunos no papel de jornalistas, com a produção de um jornal escolar, feito integralmente pelos estudantes.
Criado em 2024, o projeto segue ativo e consolidado, reunindo atualmente seis alunos entre 12 e 14 anos, com o apoio de duas pedagogas e um designer. A proposta vai além da escrita: os estudantes participam de todas as etapas do processo jornalístico, desde a definição de pautas até a publicação final.
A seleção para integrar a equipe acontece por meio de um processo seletivo que inclui prova de gramática e redação, garantindo o engajamento de alunos interessados em desenvolver habilidades de comunicação e pesquisa.
“O jornal é uma ótima oportunidade na minha vida. Ele me faz desenvolver muitas coisas em mim, como o pensamento crítico, a melhora na escrita, na leitura e na minha vida”, conta a aluna Giovana Albuquerque, do 7º ano.
Com periodicidade mensal, o jornal é construído a partir de reuniões semanais de pauta, em que os próprios alunos sugerem, discutem e definem os temas que serão abordados na próxima edição. O resultado é um conteúdo que reflete o olhar dos jovens sobre diferentes assuntos, com foco em informação de qualidade.
Aprendizado além da sala de aula
A ideia do projeto surgiu com o propósito de incentivar o contato com conteúdos fora do ambiente digital, estimulando a pesquisa, a leitura e a escrita. Além disso, o jornal funciona como ferramenta para ensinar os alunos a diferenciar fatos de informações falsas, uma habilidade cada vez mais necessária.
“Acreditamos que colocar o aluno como protagonista do próprio aprendizado é uma forma muito eficaz de desenvolver autonomia e senso crítico. No jornal, eles aprendem a pesquisar, checar informações e compreender a responsabilidade de comunicar algo ao público”, afirma a diretora da escola, Carolina Paschoal.
Protagonismo e impacto
Ao longo do tempo, a estrutura do projeto se manteve, mas a evolução dos alunos é perceptível na forma como escrevem e se expressam. A prática constante contribui para o desenvolvimento da autonomia, do senso crítico e da confiança.
“Um dos momentos mais marcantes para os participantes é ver suas matérias publicadas. Para muitos adolescentes, que vivem uma fase de inseguranças e descobertas, o projeto representa uma oportunidade de protagonismo e reconhecimento”, comenta a diretora da Pedro Apóstolo.
Além disso, o jornal também se destaca pelo conteúdo: a proposta é que cada edição traga informações relevantes e desperte o interesse dos leitores, que são desde a comunidade escolar até a vizinhança do bairro.
“Combinando educação, prática e propósito, o projeto reforça o papel da escola na formação de alunos mais críticos, engajados e preparados para lidar com os desafios do mundo atual”, finaliza Gabriela Babadobulos, professora que coordena o projeto.
Sobre a Escola Pedro Apóstolo
Fundada há mais de 25 anos, a Escola Pedro Apóstolo tem como base valores como respeito, igualdade, humildade e liberdade de expressão. Localizada no bairro Capão Raso, em Curitiba, atende alunos da Educação Infantil ao Ensino Fundamental II, com opções de turno integral bilíngue e meio período.
Com foco na formação integral, a escola alia o desenvolvimento intelectual ao emocional, estimulando a curiosidade, a empatia e o protagonismo dos alunos.