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A Câmara Municipal de Nova Friburgo derrubou o veto total do prefeito Johnny Maycon e oficializou a criação do auxílio-alimentação para os vereadores.
A decisão ocorreu em sessão plenária realizada na manhã de terça-feira, dia 30 de junho de 2026, por um placar de 11 votos contra o veto e 9 votos a favor, com uma ausência. O projeto de lei instituiu o auxílio- alimentação de R$ 50 por dia para os vereadores. O benefício passa a ter validade.
Votaram a favor da derrubada do veto que garante, então, o auxílio, os vereadores: Ângelo Gaguinho (PL), Bruno Silva (MDB), Carlinhos do Kiko (PL), Cascão do Povo (Podemos), Dirceu Tarden (PL), Isaque Demani (PL), Janio de Carvalho (União), Max Bill (MDB), Tia Karla (Republicanos), Wallace Piran (PL) e Evandro Miguel (MDB).
Votaram a favor da manutenção do veto do prefeito, ou seja, não concordam com a concessão do auxílio, os vereadores: Christiano Huguenin (PP), Cláudio Damião (PT), Ghabriel do Zezinho (Solidariedade), Joelson do Pote (PDT), José Carlos Schuabb (União), Maiara Felício (PT), Maicon Gonçalves (Mobiliza), Marcos Marins (PSD) e Rômulo Pimentel (Podemos). O vereador Claudio Leandro (PL) não compareceu à sessão.
A proposta foi aprovada pela Câmara, em maio, por 11 votos favoráveis e oito contrários, após ser apresentada pela Mesa Diretora, presidida pelo vereador Dirceu Tardem (PL).
Na justificativa do projeto, o benefício foi classificado como de natureza indenizatória, semelhante ao adotado por outros órgãos públicos.
No entanto, o prefeito vetou integralmente a matéria. O prefeito argumentou que a proposta apresenta vícios de inconstitucionalidade e afronta a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Segundo o Executivo, o município ultrapassou o limite prudencial de gastos com pessoal, situação que impede a criação ou ampliação de vantagens, benefícios ou despesas dessa natureza.
A justificativa destaca ainda que a legislação federal veda esse tipo de concessão quando os gastos atingem 95% do limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Pelos cálculos apresentados durante a tramitação da matéria, a implantação do auxílio representaria um custo anual estimado em R$ 277 mil aos cofres públicos.
O benefício, apelidado por opositores e críticos de “Auxílio Lagosta”, passa a valer oficialmente com as seguintes diretrizes: Valor diário: R$ 50 por dia útil. Teto mensal: Pode atingir até aproximadamente R$ 1.000 por parlamentar. O auxílio não será automático; os parlamentares interessados devem apresentar um requerimento formal para recebê-lo.