Jornal da Região

Artigo

“É agosto, mas sempre dá tempo”, por Amanda de Moraes

De repente, julho chegou ao fim. Logo, entraremos em agosto. Já é mais da  metade do ano. Metade do tempo para cumprir promessas, satisfazer expectativas e chegar a objetivos. Aos ansiosos, a passagem do tempo traz um alerta. Parafraseando o poeta, aqueles que se deixam levar pela fluidez da vida, que o mistério faça o seu trabalho.  Aos que tiveram

“Mutilações e mortes”, por Julio Carvalho

A Constituição do Brasil e diversas leis nacionais defendem a criança e o adolescente dos riscos em trabalhos perigosos que possam colocar em risco a integridade física dos infantes e dos jovens, todavia as mesmas são contrariadas a todo instante, podendo causar danos graves aos menores, produzindo sequelas  ou até a morte. Nos últimos 20 anos foram registrados 415 casos

“Quando a coragem assusta mais do que a violência”, por Amanda de Moraes

Nossas bisavós não puderam realizar o sonho profissional. Nossas avós não tiveram o direito de viajar, conhecendo mundos. Nossas mães, por inúmeras questões, não puderam divorciar-se. Silenciadas e restritas a locais vigiados, controlados e predeterminados, carregaram a angústia das vidas não vividas. Claro, sempre há aquelas que representam uma exceção. Porém, para falar sobre o tema, fiquemos com a maioria.

“Quem é você quando não está produzindo nada?” por Jalme Pereira

Joana era o tipo de profissional que todos admiravam. Chegava cedo, saía tarde, entregava resultados com excelência. Era referência, exemplo. Mas, quando seu filho adoeceu e ela precisou se afastar por duas semanas, algo inesperado aconteceu: ela entrou em crise. Sentia culpa, inquietação, como se estivesse falhando. Mesmo ali, cuidando de quem mais amava, não conseguia relaxar. Na terapia, uma

“Riqueza Pictórica do Santuário”, por Julio Carvalho

Na grande reforma realizada na matriz do Santíssimo Sacramento de Cantagalo nos anos de 1950 a 1952, sob o comando do dinâmico Padre Crescêncio Lanciotti, que durante 43 anos foi o nosso diretor espiritual, o interior do templo foi totalmente modificado; os dois púlpitos laterais e as cercas de madeira de lei que circundavam os altares laterais foram retirados, o

“O hiper-vigilante: quando estar sempre alerta vira um estilo de vida”, por Jalme Pereira

Durante o expediente, Mariana conferia os e-mails a cada 5 minutos. Quando recebia uma mensagem, já pensava no pior: “Será que fiz algo errado?”, “Será que vão me demitir?”. Nas reuniões, ficava em alerta, interpretando o tom de voz dos colegas, os silêncios do gestor, os olhares desviados. Por mais que entregasse bem seu trabalho, ia dormir todos os dias

“Cooperativismo”, por Julio Carvalho

O cooperativismo nasceu na Inglaterra, na cidade de Rochdale, num momento de crise financeira durante a revolução industrial, em 1844, quando os operários tinham dificuldade em comprar seus alimentos com elevados preços. 24 operários se reuniram criando um mercado que comprava em maior quantidade por preços menores, sendo as mercadorias distribuídas equitativamente entre os 28 sócios; a experiência surtiu bons

“Como lidar com o sabotador controlador”, por Jalme Pereira

Desde que entrou na empresa, Gustavo era conhecido por fazer tudo “do jeito certo”. Revisava o trabalho dos colegas. Não conseguia tirar férias sem deixar um dossiê de instruções. Preferia fazer ele mesmo do que confiar nos outros. Não gostava de delegar. Na vida pessoal, também centralizava tudo — da compra do mercado à organização da viagem em família. Aos

“O direito a uma gravidez de respeito”, por Amanda de Moraes

Ao longo da história, a vida de uma mulher, para ser completa, era associada à possibilidade de ser mãe. A função materna era vista como uma imposição social; o casamento, necessário a uma vida feliz.  Ainda hoje há resquícios desse destino tido por muitos como inquestionável. Resultado? Sofrimento e sensação de desajustes a quem pensa ou vive de forma distinta.

“Festa dos CARECAS – Não deixem morrer a tradição”, por Julio Carvalho

Na minha infância, certa noite, fui com meus pais e meu irmão mais novo a uma festa junina na casa da Dona Suiça. Era um prédio residencial antigo, na rua Farmacêutico Rodolfo Albino. A festa foi montada atrás de um pequeno prédio que funcionava como garagem do taxi (naquela época carro de aluguel) do senhor Sebastião Gonçalves. Uma grande fogueira

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