Alerj debate com municípios necessidades para a lei de diretrizes orçamentárias
A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos formalizou o encerramento definitivo das atividades de sua agência de atendimento (AC) no município de Duas Barras. A medida foi publicada no Ofício Circular nº 65895261/2026 pela Seção de Estrutura de Rede de Atendimento no Rio de Janeiro. De acordo com o cronograma oficial da estatal, as portas da unidade serão fechadas para o público no dia 30 de junho de 2026.
Município fica totalmente sem agências dos Correios
Este fechamento representa um impacto devastador para a infraestrutura local. Recentemente, os moradores de Duas Barras já haviam sofrido com a desativação da agência que existia no distrito de Monnerat. Agora, com o encerramento das atividades da agência da sede administrativa, o município de Duas Barras ficará completamente desprovido de qualquer agência própria dos Correios.
A ausência de postos oficiais na cidade afetará diretamente o comércio local, o envio e recebimento de encomendas judiciais e administrativas, além do cotidiano de cidadãos que dependem de serviços postais básicos integrados à estatal.
Moradores terão que percorrer cerca de 24 quilômetros
Com a extinção da unidade local, todo o mapeamento logístico e a demanda superveniente da região serão absorvidos pela Agência de Bom Jardim, apontada como a recebedora oficial.
Na prática, isso significa um enorme transtorno financeiro e logístico para a população de Duas Barras. Para realizar qualquer serviço simples que exija atendimento presencial — como retirar uma mercadoria retida ou despachar correspondências oficiais —, o munícipe terá que se deslocar por aproximadamente 24 quilômetros de estrada até a agência indicada no município vizinho de Bom Jardim.
SINTECT-RJ tenta barrar medida diante de forte rigor interno
O SINTECT-RJ (Sindicato dos Trabalhadores em Correios, Telégrafos e Similares do Estado do Rio de Janeiro) acompanha a situação com extrema preocupação e atua politicamente e juridicamente para tentar reverter a decisão. O sindicato denuncia o isolamento postal imposto aos municípios de menor porte do interior fluminense e argumenta que a lógica puramente financeira da gestão sufoca o papel social da empresa pública, punindo quem mais precisa.